Vieux Farka Touré e Khruangbin: em nome do pai
Ali Farka Touré (1939-2006) foi um dos grandes nomes da música africana da segunda metade do século 20. Nascido no Mali, tocava vários instrumentos, mas fez fama internacional como violonista e guitarrista, misturando música tradicional do norte da África com o blues e ajudando a criar o que hoje é conhecido por “Blues do Deserto”. Ganhou três Grammys, dois em álbuns em parceria com Toumani Diabaté e um com Ry Cooder.
O filho de Ali, Vieux Farka Touré, tem 41 anos e vem trilhando, há quase 20, o caminho do pai, gravando discos com um pé na África e outro no pop internacional. Recentemente, lançou um disco acústico, “Les Racines”, só com músicas do pai, e agora volta com o segundo tributo a Ali Farka-Touré: “Ali”, um LP gravado em parceria com o trio texano Khruangbin.
O Khruangbin – Mark Speer (guitarra), Laura Lee (baixo) e Donald Johnson (bateria) – é uma espécie de embaixador “indie” da world music, gravando discos que trazem influências do pop tailandês, da psicodelia turca e dos blues desérticos de gente como Tinariwen, Terakaft e, claro, Ali Farka-Touré.
O disco traz oito canções de Ali, que ganharam, com a presença suave e “ambient” do Khruangbin, uma roupagem moderna e menos “raiz”, mas que conseguem manter a autenticidade das versões originais.
Veja o clipe de “Savanne”:
E aqui, um trecho de um show recente no Prospect Park, no Brookyln, Nova York:
“Ali” está em alta rotação aqui em casa e sem previsão de sair. É um disco viciante, ideal para manhãs ensolaradas e preguiçosas. Um som calmo, bonito e atmosférico, um lindo tributo a um músico fora de série.
4 comentários em "Vieux Farka Touré e Khruangbin: em nome do pai"
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Infelizmente não consigo gostar. Não estou preparado para isso ainda.
O Continente Africano continua sendo um Oásis de Criatividade Sonora.
Incrível como esses discos soam tão bem.
Muito bem.