Excelente dica do leitor João Arthur Donadon: a plataforma digital do Cine Sesc exibe, de graça e até dia 2 de agosto, “O Piano”, de Jane Campion. Revi o filme ontem ela primeira vez desde o lançamento e o impacto foi o mesmo da primeira vez que o vi. É um dos grandes filmes dos últimos 30 anos.
Lançado em 1993, “O Piano” lançou internacionalmente o nome da cineasta neozelandesa Jane Campion. Foi o terceiro longa-metragem dela, depois de dois dramas de orçamento modesto, mas que já davam amostras de seu talento: “Sweetie” (1989) e “An Angel at My Table” (1990).
“O Piano” se passa em meados do século 19 numa região isolada da Nova Zelândia: Ada McGrath (Holly Hunter), uma mulher escocesa que não fala desde os seis anos de idade, chega ao país depois de ser ofertada pelo pai como esposa para um explorador de terras, Alisadir Stewart (Sam Neill).
Ada só tem duas companhias: a filha, Flora (Anna Paquin) e um piano. Ada é uma mulher temperamental e dada a explosões de fúria. Só se comunica por sinais e por meio da filha, e se recusa a obedecer às ordens do marido. Os únicos momentos de felicidade de Ada acontecem quando está sozinha com Flora ou tocando o piano.
Assim que desembarcam numa praia isolada, Ada e Flora se veem afastadas do piano que, devido ao peso e à dificuldade da viagem até a casa de Alisdair, é deixado na praia. Ada faz um acordo com um George Baines (Harvey Keitel), vizinho de Alisdair, um britânico bruto e ignorante, que vive há muito tempo ali e inclusive adotou costumes do povo nativo local, os Maori, como pintar o rosto. Baines se encanta por Ada e pelo piano, e sugere que ela o ensine a tocar o instrumento. Não vou contar mais. Simplesmente assista.
“O Piano” ganhou a Palma de Ouro em Cannes (dividida com “Adeus, Minha Concubina”, de Chen Kaige) e foi indicado a 11 Oscar. Venceu três: melhor atriz (Hunter), melhor atriz coadjuvante (Paquin, que se tornou, aos 11 anos, a segunda pessoa mais nova a vencer um Oscar, atrás apenas de Tatum O’Neal, que venceu em 1973, aos 10 anos, por “Lua de Papel”) e melhor roteiro original (Campion).
Você pode assistir a “O Piano” aqui.
Um ótimo dia a todas e todos.
11 comentários em "Veja “O Piano” de graça!"
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Que filme maravilhoso! Fez o meu domingo ficar bem melhor. Obrigado pela dica.
Legal que gostou, Moacir.
Barcinski, qual é a sua opiniao sobre o cinema dos anos 90? Na minha modesta opiniao foi melhor que os anos 80. Nos 90’s tinha mais espaço para o experimentalismo, mesmo no mainstream. Da’ para fazer um top 10 da decada? Abraço.
Excelente ideia, Alex, vou fazer pra sexta!
Obrigado pela dica! Tem muita coisa boa em cartaz por lá. Você conhece esse “PJ Harvey: Um Cão Chamado Dinheiro” nunca tinha ouvido falar.
Cara, eu vi, tava no MUBI< achei o doc muito chato, ela falando sobre guerra, música chata, enfim.
Valeu. Ela tem muito crédito, alguma tinha que errar.
Nunca vi, mas vou aproveitar esta oportunidade.
Até dia 2!
Excelente filme! Vi há muitos anos atrás com minha esposa. Ela não curtiu e até hoje me sacaneia quando começamos a ver algum filme mais “diferente” e lento dizendo: “Até que esse é quase tão bom quanto O Piano…”. Eu gostei muito do filme e, de forma geral, curto o que a Campion faz. Ótima dica! Vou chamar a Baixinha pra ver de novo… Quem sabe ela não muda de opinião? rsrsrsrs
Faça isso, já tem 30 anos!