set/2021

Série “Jazz”, de Ken Burns, está no Globoplay

Por André Barcinski

Série “Jazz”, de Ken Burns, está no Globoplay

Por André Barcinski

Escondida na programação do Globoplay está uma das melhores séries documentais sobre música já feitas: “Jazz”, de Ken Burns.

Lançada em 2001, a série tem 12 episódios e traz toda a história do jazz, desde sua criação em New Orleans, no início do século 20, até o “revival” do gênero, no fim dos anos 1990.

“Jazz” é apresentada pelo grande músico Wynton Marsalis e traz entrevistas com dezenas de músicos e historiadores.

A exemplo de outras séries documentais de Ken Burns – sobre a Segunda Guerra, Guerra do Vietnã, a Lei Seca, beisebol, música country e o escritor Ernest Hemingway – “Jazz” traz uma pesquisa minuciosa e cenas de arquivo de cair o queixo. Há imagens de quase cem anos de gênios como Louis Armstrong, Sidney Bechet, Bessie Smith e Duke Ellington.

Revi a série recentemente – comprei a caixa de DVDs quando saiu – e ela continua tão emocionante e reveladora como da primeira vez que assisti. Acho impossível contar, numa série de TV, toda a história de um gênero tão rico e diverso quanto o jazz, e muita gente pode sentir falta de um ou de outro nome ou achar que determinado subgênero não recebeu o tempo que merecia. Mas “Jazz” funciona muito bem como uma análise ampla do estilo.

À época do lançamento, alguns críticos reclamaram de uma suposta visão “elitista” de Burns em relação ao jazz. O jornalista Jeffrey St. Clair escreveu: “Burns é um classicista que fica ofendido pelos sons crus do blues, sua dimensão política e inescapável dinâmica de classe (…) Burns renega o fato de que Miles, Coltrane, Coleman e seus descendentes levaram o jazz não na direção do som suave do swing, que agrada a brancos, mas às profundezas da experiência negra e urbana”.

Curiosamente, outras críticas negativas disseram exatamente o oposto: o jornal britânico “The Guardian” escreveu: “Mesmo alguns críticos que passaram as vidas lutando pelo reconhecimento da essência afro-americana do jazz acreditam que Burns – com o encorajamento de Marsalis e de entrevistados como [o autor e historiador] Stanley Croouch – esticou tanto a linha afrocêntrica que sua recusa em dar crédito às contribuições de músicos brancos prejudica a credibilidade histórica da série”.

Minha sugestão: assista.

21 comentários em "Série “Jazz”, de Ken Burns, está no Globoplay"

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    Ola’ Barcinski, Estou muito contente de ver que vc voltou com o blog. So’ vi agora! Espero que a nova plataforma consiga formar um grupo de apoiadores para manter o blog por muito tempo.
    “No tocante” ao post, acho que todas as criticas sao pertinentes. Nao tem como vc tentar fazer um doc sobre um assunto tao extenso e nao ser “parcial”. Fui em cara criado no rock/pop, agora mais velho, estou quase convertido ao jazz. Grande abraço

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    Muito boa a dica André, ainda não assisti, mas com certeza verei, dica sua é sempre boa!!!!

    Porém, um OT: Nas suas 100 canções do pop brasileiro, como vc pôde deixar de fora a nova “ídola” da Música Brasileira atual, a sua grande amiga Juliette do Big Brother?

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    Segui o conselho de vocês e instalei a VPN teste do Avast.

    Mas vi que os serviços variam de acordo com a geolocalização, pois mudei a localização para Londres e não pude ver o Hemingway. Aí mudei para Los Angeles e entrou numa boa o cardápio dos três episódios do Hemingway, mas o conteúdo estava disponível apenas até junho de 2021.

    No entanto, o CC está liberado!!!!!! E vou ver agora a série inteira.

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    A série é esplendorosa. Mas entre as duas críticas negativas, eu ficaria mais próximo a segunda, principalmente pelo fato do West Coast Jazz ter sido quase que totalmente ignorado (Chet Baker e Gerry Mullingan são solenemente ignorados).
    Mas tudo bem, o que é perfeito nessa vida?

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    Outro dia, para recomendar essa série, fui olhar no globo play e reparei que a versão disponível lá tem tempo de duração bem menor do que a que assisti. Será que essa versão editada presta?

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    Caramba! Tem Ken Burns sobre o Hemingway também? Os quatro capítulos da série sobre o Mark Twain são excelentes, transporta o espectador aos EUA da época da Guelra Civil.

    Também achei maneiro você destacar a confrontação afrodescendente do jazz de Miles, Coltrane e Coleman. Vou ficar mais atento a essas questões. A série é espetacular, mesmo assim.

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        Peguei a dica da VPN que o Álvaro deixou no seu tuite, assisti o primeiro episódio ontem e que documentário phoda, quase tão bom quanto Tiger King (contém ironia).
        Vi Jazz no YouTube qdo vc deu a dica a um tempo atrás, se não me engano no abfp.

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          Uso uma gratuita chamada windscribe. Percebi que não precisa deixar a VPN ligada direto enquanto assiste, apenas para iniciar o streaming. Já assisti os dois primeiros assim.

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          Estou ainda na fase de testes da VPN do meu antivirus e já me diverti bastante com o documentário do CC, mas fui testar os vídeos da BBC achando que ia conseguir acessar e o site barra todos. Rola também isso com vocês ou é porque minha VPN é fuleira?

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