Série conta como Magic Johnson revolucionou a NBA
“Dizem que Michael Jordan mudou a NBA, mas isso não é verdade. Quem mudou a NBA foi Magic Johnson”.
Dita por qualquer outra pessoa, a frase pode soar polêmica e sujeita a discussões. Mas e dita pelo próprio Michael Jordan?
“Meu Nome é Magic Johnson”, uma série documental em quatro episódios exibida pela Apple TV, conta a vida e carreira de Earvin “Magic” Johnson, o estupendo craque que, segundo todos os entrevistados, revolucionou a liga profissional de basquete norte-americano, a NBA, em 1979, quando chegou ao Los Angeles Lakers.
Quem assiste à NBA hoje, um evento planetário e que fatura fortunas incalculáveis, pode ter dificuldade para acreditar que, há pouco mais de 40 anos, a liga corria risco de extinção. Mas é verdade: a audiência era tão baixa que as emissoras se recusavam a transmitir os jogos ao vivo, e os fãs precisavam ficar acordados até altas horas da noite para ver os jogos gravados.
A NBA sofria de um grave problema de imagem: num país onde as tensões raciais e sociais dos anos 1960 ainda não haviam esfriado (não esfriaram até hoje, mas há 40 anos era bem pior), a liga era vista como um domínio de jogadores brutos e trapaceiros. Brigas eram comuns em quadra, e as tensões raciais se espalhavam das quadras para as arquibancadas (numa entrevista dos anos 1970, um fã, branco, diz que lamenta o baixo número de jogadores brancos na NBA).
É aí que desponta Magic Johnson. Vindo de uma temporada consagradora na Universidade Michigan State, o novato chega ao Lakers, uma franquia decadente, que não vencia a liga desde 1972 e vivia apanhando de seu nêmesis, o poderoso Boston Celtics. Magic revoluciona a maneira de o time jogar, liderando um ataque rápido e avassalador e criando o chamado “Showtime”, um estilo explosivo, divertido e um tanto exibicionista de basquete.
Mais que isso: com seu carisma e simpatia, Johnson se torna uma celebridade instantânea, a “nova face” de uma liga que precisava desesperadamente atrair mais público aos ginásios. E sua histórica rivalidade com outro gênio, Larry Bird (o menino negro da cidade grande contra o branco caipira do interior) atraiu multidões para a NBA.
Assisti aos dois primeiros episódios e gostei tanto que vou terminar logo. As cenas de arquivo são demais (incluindo imagens impressionantes de Earvin jogando na escola, diante de nove mil pessoas) e as entrevistas – com Jordan, Charles Barkley, Michael Cooper, o técnico Pat Riley e vários familiares de Johnson – são reveladoras.
Vale muito a pena assistir à “Meu Nome é Magic Johnson” em dobradinha com “Lakers: Hora de Vencer”, série dramática (HBO Max, Now e Oi TV) que relata exatamente o período da chegada de Magic Johnson ao Lakers.
Um ótimo dia a todas e todos.
8 comentários em "Série conta como Magic Johnson revolucionou a NBA"
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O doc é incrível. Mas o que achei tão impactante quanto o talento de Magic, é o lado empresarial. O cara correu atrás e mudou todo o conceito, pré concebido, de bussiness em áreas menos favorecidas. Fora a familia dizendo que, em casa, não tinha nada de mágico em Magic. Rsrsrs
Tem um doc bacana sobre o Kareem na HBO que pode dar uma incrementada no combo,
Tem razão, já assisti, muito legal mesmo.
André, o Magic Johnson é, acima de tudo, um sobrevivente, ainda vivo e com saúde, convivendo há mais de 30 anos com o HIV+ (quando ele se infectou, a doença ainda era sinônimo de morte quase súbita…), e concordo contigo, sem ele, o Kareem Abdul-Jabbar, Larry Bird e os demais jogadores de Lakers x Celtics daquela época, o Michael Jordan não brilharia como brilhou, e nem os feras que vieram depois deles….
E as finais deste ano, você tem acompanhado? Se sim, quem você acha que leva o troféu: Os Guerreiros de São Francisco ou os Celtas de Boston?
Tenho sim, mas não achei os jogos muito bons. Vamos ver se hoje melhora…
Animal Barça!!! Vou assistir!!!! Aquele do Lakers da HBO max é demais tb!!! Abraco!!!
Bom dia Xará. Putz, que sugestão sensacional. Vc acha que essa mudança foi espontânea, apenas pela habilidade e estilo do Magic, ou foi algo pensado por alguém para alavancar o basquete.
Abraço
Acho que foi uma feliz coincidência. O cara surgiu numa época em que a NBA mais precisava de um jogador assim. Abraço!