out/2021

Renda-se ao feitiço do Vaudou Game

Por André Barcinski

Renda-se ao feitiço do Vaudou Game

Por André Barcinski

Um dos grupos musicais mais interessantes dos últimos anos é o Vaudou Game, um sexteto baseado em Lyon, na França, e liderado por Peter Solo, um cantor e guitarrista nascido no Togo, país do oeste da África, espremido entre Gana e Benin.

Definir a música do Vaudou Game é difícil. O grupo faz uma empolgante mistura de rock e Afro-funk com os ritmos percussivos dos rituais de vodu que Peter vivenciou desde a infância.

Numa entrevista de 2016 concedida ao site “Afropop Worldwide”, Peter contou um pouco sobre sua família:

“Minha mãe era uma sacerdotisa de Vodu, e meu pai frequentava a Igreja Católica, e por isso eu tenho essas duas influências, a do Vodu e a do Catolicismo. Mas o Vodu é minha cultura, e eu nasci nela. Mesmo que meu pai fosse à igreja aos domingos, no resto da semana ele fazia as rezas em Vodu. Aprendi que é possível misturar tudo. Você pode frequentar a igreja e também praticar Vodu”.

Além disso, Peter começou a criar uma música totalmente original, que unia as linhas melódicas e percussões dos cantos do Vodu a ritmos como o funk acelerado de James Brown e o soul de Wilson Pickett.

Nunca tive a sorte de ver o Vaudou Game ao vivo, mas sempre pesquiso o Youtube atrás de shows, e tudo que vi é muito bom. Como esse trecho ao vivo de 2014, que mostra o Vaudou Game tocando “Meva”:

Os discos do Vaudou Game são alegres e festivos e, por abrangerem uma gama eclética de influências, agradam a fãs de vários estilos. A banda acaba de lançar um novo CD, “Noussin”, que está em altíssima rotação aqui em casa desde que saiu. Aqui está uma das faixas mais legais do disco, “Bella”.

Espero que gostem.

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