Meus discos prediletos de 2024 – Parte 2
Aqui vão, sem ordem de preferência, outros cinco dos quinze discos que mais ouvi em 2024:
DIIV – Frog in Boiling Water: Sou fãzaço desse quarteto norte-americano que bebe declaradamente nas fontes do shoegaze de My Bloody Valentine e Lush. Esses novo disco é menos pesado e mais lento que os anteriores, mas as músicas são de uma beleza hipnotizante. Não consegui ver o show que fizeram em São Paulo em setembro, mas quem viu, amou. Leia aqui minha matéria sobre o DIIV.
Beth Gibbons – Lives Outgrown e Beak – >>>> : Vou juntar esses dois lançamentos num texto só, assim como fiz à época de seus lançamentos, porque são dois discos excepcionais lançados por integrantes de uma das bandas mais inovadoras dos últimos 35 anos, o Portishead: “Lives Outgrown”, da cantora Beth Gibbons, e “>>>>”, quarto LP do Beak, banda da qual faz parte o baterista e produtor Geoff Barrow. Ouvindo os dois discos na sequência, dá para entender um pouco a química que faz o Portishead tão especial, com as melodias doces e a voz hipnótica de Beth Gibbons, e a aspereza eletrônica à krautrock do Beak. Leia aqui minha matéria sobre os dois discos.
Khruangbin – A La Sala: Difícil imaginar que um trio do Texas faz tanto sucesso tocando música instrumental étnica com uma pegada oriental. É uma mistura inusitada que resultou numa das bandas mais singulares dos últimos anos. “A La Sala” é viciante, uma viagem lenta e lúdica, ideal para ouvir numa varanda deitado na rede. Leia minha matéria sobre o Khruangbin aqui.
The Cure – Songs of a Lost World: Robert Smith levou 16 anos para lançar um álbum de inéditas, e 39 anos – desde “The Head on the Door” – para fazer um disco sozinho, sem parceiros musicais. É cedo pra dizer, mas “Songs of a Lost World”periga ser um dos melhores álbuns da carreira gloriosa do Cure. É, sem dúvida, o disco mais importante do ano, prova de que uma banda com mais de quatro décadas de história pode lançar uma obra relevante. Leia minha crítica do disco aqui.
Um ótimo dia a todas e todos!
4 comentários em "Meus discos prediletos de 2024 – Parte 2"
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André, assim como as dicas de filmes, a de discos também está muito boas, mas também adoraria ler uma lista dos piores do ano feita por você, seria hilária kkkkk
Sim! Eu tbm apoio essa ideia!
Putz, difícil, hein? Vou ve se consigo fazer logo no início de 2025…
Esse disco do Cure é realmente, uma obra-prima. Já estou atrás pra comprar…