ago/2024

Já ouviu The KVB?

Por André Barcinski

Já ouviu The KVB?

Por André Barcinski

Se você curte a barulheira eletrônica de Cabaret Voltaire e Fad Gadget, guitarras distorcidas e etéreas à The Jesus and Mary Chian e My Bloody Valentine, e as texturas atmosféricas do Cocteau Twins, recomendo mergulhar de cabeça na discografia da dupla britânica The KVB.

Formado em 2010 pelo cantor e multi-instrumentista Nicholas Wood, que no ano seguinte juntou-se – profissionalmente e afetivamente – à cantora e tecladista Kat Day, o The KVB faz um som que funciona tanto ao vivo quanto na pista de dança. Vi o duo num show na França, há alguns anos, e achei excelente, uma peculiar mistura de shoegaze, eletrônico e tons góticos.

Os primeiros trabalhos do The KVB eram sons eletrônicos bastante distorcidos e pesados, com um pé no EBM de grupos como Nitzer Ebb. Veja o clipe da versão demo de “Never Enough”, faixa de 2010 que chamou bastante atenção de fãs de música eletrônica:

Na última década, o duo trabalhou com grandes nomes ligados à música de vanguarda, como o produtor inglês Karl O’Connor, conhecido por Regis, parceiro do incomparável Surgeon e um dos pioneiros do techno brutal e minimalista de Birmingham, na Inglaterra, com o genial Anton Newcombe, líder do grupo The Brian Jonestown Massacre, e com o baterista e tecladista Geoff Barrow, de Portishead e Beak.

Os discos de The KVB foram ficando progressivamente menos pesados e mais atmosféricos e dançantes, até chegar ao mais recente, “Tremors”, lançado há poucos meses. Veja o clipe da faixa-título:

E aqui, “Overload”, uma pérola synthpop que não faria feio na discografia do New Order.

Uma ótima semana a todas e todos.

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