Explore o mundo fascinante de Todd Haynes
Está no catálogo da HBO Max um filme que considero um dos melhores – e menos falados – dos anos 90: “A Salvo” (“Safe”), dirigido em 1995 por Todd Haynes.
Julianne Moore, magnífica como sempre, faz Carol, uma dondoca rica de Los Angeles que passa os dias indo ao cabeleireiro, cuidando do jardim e encontrando as amigas igualmente ricas, desocupadas e infelizes no casamento.
A vida de Carol começa a mudar quando ela passa a ter reações alérgicas inexplicadas, que lhe causam dores e sangramentos. Carol busca ajuda médica, mas as investigações clínicas não dão em nada, e ela acaba numa clínica isolada e conhecida por tratamentos “alternativos”.
Não vou contar mais para não estragar as muitas surpresas desse roteiro estupendo e inventivo, escrito pelo próprio Todd Haynes, mas dá para dizer que “Safe” é uma mistura de drama psicológico e filme de terror, e uma história sobre as mazelas do mundo contemporâneo e do isolamento de pessoas que, aparentemente, têm tudo.
Sou fã de Haynes desde que vi, em 1991, seu longa de estreia, “Poison” e, logo depois, o criativo filme que ele fez antes disso, “Superstar” (1988), que contava a vida trágica de Karen Carpenter, cantora do grupo Carpenters, usando bonecas da Barbie. O filme está, legendado em português, no Youtube.
Desde então, não perco nada dirigido por Haynes, e gostaria de recomendar outros três filmes dele que estão no streaming:
Velvet Goldmine (1998) Inspirado nas histórias de David Bowie (e de seu personagem Ziggy Stardust) e Marc Bolan, Haynes fez um lindo drama musical sobre a era do glam rock dos anos 1970. Disponível na HBO Max.
Carol (2015) Adaptado de uma história da autora de romances criminais Patricia Highsmith, o filme se passa nos anos 1950 e trata de um romance proibido entre uma jovem fotógrafa (Rooney Mara) e uma mulher mais velha e glamourosa, vivida por Cate Blanchett. Disponível no MUBI, Looke, Claro Video, Apple TV, Google Play e Youtube Filmes.
Velvet Undergound (2021) Excelente documentário sobre a banda de Lou Reed e John Cale e seu impacto no rock e na contracultura do fim dos anos 1960. Disponível na Apple TV.
Uma ótima semana a todas e todos.
12 comentários em "Explore o mundo fascinante de Todd Haynes"
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Dele só vi Carol, muito bom. E Julianne Moore é sensacional. Umas das melhores atrizes.
Barça, me permita um OT, por favor: acabei de ouvir o podcast com a BIA ABRAMO e me decepcionei bastante diante da choradeira sem fim e do papo de velho de “ah, como era bom antigamente.”. Com exceção do FORASTA, que bem ou mal e mesmo dando murro em ponta de faca, encara os tempos atuais de frente, apesar dos pesares, você, o PAULÃO, o ÁLVARO e a própria BIA ficaram o programa todo recordando os “tempos gloriosos” do passado do jornalismo e maldizendo a draga atual. Eu particularmente acho essa conversa sem sentido e se formos por aí logo estaremos no homem das cavernas, porque se eu tiver conversa semelhante com a minha tataravó, ela também virá com esse lenga-lenga de “ah, mas como era bom antigamente…”.
Cleibsom, agradeço seu comentário e respeito sua opinião, mas tão chato é alguém reclamar DA OPINIÃO de outros. E daí se alguém acha que o jornalismo atual é um lixo e o mais antigo era melhor? Não saber ouvir e achar que tudo tem de agradar “ao cliente” é uma característica muito atual, infelizmente. Abraço.
Barça, de boa, é o seu discurso de que “o antigo jornalismo era melhor” (ou em vez de “antigo jornalismo” deveríamos dizer “tudo”?) que agrada a sua clientela, e não há problema nenhum nisso! Aliás, se você fizer uma pesquisa constatará que essa é a opinião de 99% do seu público. Se isso é bom ou ruim para o blog não cabe à mim decidir. O FORASTA já disse no podcast que essa conversa melancólica e nostálgica é coisa de velho. E eu concordo com ele!! Evidentemente, se você pensa diferente, e parece que pensa, tudo bem para mim, mas que eu acho esse lenga lenga muito chato, isso acho….
Discordo em MUITAS coisas do Forasta. E não acho educado dizer pro(a)s convidado(a)s do podcast o que eles podem ou não falar, sob pena de ser tachado de “velho”.
Barça, meu HD externo teve que ser formatado e a dor é grande. Lá eu tinha uma filmografia imensa de anos lendo os seus textos e indicações. O que resta agora é começar já com “Safe”. Amo terror psicológico.
Sinto muito!
Cara, estou contigo… nunca vi nada que seja seque mediano do Todd Haynes! “Não Estou Lá” e “Longe do Paraíso”, também acho maravilhosos, só pra citar mais dois aos citados por ti.
Sim, pena que “Longe do Paraíso” não esteja em nenhum streaming.
André, um OT: Vc chegou a ver algum show do The Town?
Vi uns pedaços pela TV, mas nada que empolgasse. Muito fraco o line-up.
Racionais e Foo Fighters fizeram bons shows.