mar/2022

Crítica: “Lakers: Hora de Vencer”

Por André Barcinski

Crítica: “Lakers: Hora de Vencer”

Por André Barcinski

A HBO Max exibe a série “Lakers: Hora de Vencer”, sobre a montagem do lendário time de basquete do Los Angeles Lakers na década de 1980.

Criada e escrita por Max Borenstein e Jim Hecht, a série tem produção executiva de Adam McKay (diretor da série “Succession” e de ótimos filmes como “O Grande Golpe”, “Vice” e, mais recentemente, “Não Olhe para Cima”).

O elenco mistura veteranos, como o sempre excelente John C. Reilly como Jerry Buss, o novo-rico do ramo imobiliário que compra o Lakers, então uma franquia esportiva praticamente falida, e novatos como Quincy Isaiah no papel de Earvin “Magic” Johnson, o astro do basquete universitário que ajudou a tornar aquele time uma máquina de jogar basquete.

A série estreou em 6 de março, e a HBO Max já exibiu três episódios, que foram melhorando gradativamente. Depois de assistir ao episódio piloto, dirigido pelo próprio Adam McKay, confesso que o achei tão fraco e pouco inspirado que quase desisti da série. Mas gosto tanto do tema e da época que persisti, e a paciência valeu a pena: o segundo episódio, dirigido pelo ator Jonah Hill, é bem melhor, e no terceiro, dirigido por Damian Marcano, a coisa engrena.

O piloto é enfadonho, tem dois personagens insuportáveis – a mãe de Magic Johnson, uma dessas carolas de novela das seis, e o treinador do Lakers, Jerry West, mostrado como um psicopata histérico que só sabe gritar – e McKay abusa de um efeito dramático que usou em alguns filmes, que é o de quebra da “quarta parede”, quando o personagem fala diretamente para a câmera. O resultado é tedioso.

Felizmente, no segundo e terceiro episódios, os dois personagens vão perdendo importância, o efeito metalinguístico da “quarta parede” diminui, e a série pode se concentrar no que tem de melhor: uma história incrível de transformação de um time falido numa potência esportiva, passada numa época fascinante, a virada dos anos 1970 para os 1980, e com personagens tão excêntricos quanto engraçados, como o próprio Jerry Buss e Pat Riley (Adrien Brody), este um ex-jogador deprimido, que se torna técnico de um time multicampeão.

Que venham os próximos episódios.

Um ótimo dia a todos.

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