Crítica: “Lakers: Hora de Vencer”
A HBO Max exibe a série “Lakers: Hora de Vencer”, sobre a montagem do lendário time de basquete do Los Angeles Lakers na década de 1980.
Criada e escrita por Max Borenstein e Jim Hecht, a série tem produção executiva de Adam McKay (diretor da série “Succession” e de ótimos filmes como “O Grande Golpe”, “Vice” e, mais recentemente, “Não Olhe para Cima”).
O elenco mistura veteranos, como o sempre excelente John C. Reilly como Jerry Buss, o novo-rico do ramo imobiliário que compra o Lakers, então uma franquia esportiva praticamente falida, e novatos como Quincy Isaiah no papel de Earvin “Magic” Johnson, o astro do basquete universitário que ajudou a tornar aquele time uma máquina de jogar basquete.
A série estreou em 6 de março, e a HBO Max já exibiu três episódios, que foram melhorando gradativamente. Depois de assistir ao episódio piloto, dirigido pelo próprio Adam McKay, confesso que o achei tão fraco e pouco inspirado que quase desisti da série. Mas gosto tanto do tema e da época que persisti, e a paciência valeu a pena: o segundo episódio, dirigido pelo ator Jonah Hill, é bem melhor, e no terceiro, dirigido por Damian Marcano, a coisa engrena.
O piloto é enfadonho, tem dois personagens insuportáveis – a mãe de Magic Johnson, uma dessas carolas de novela das seis, e o treinador do Lakers, Jerry West, mostrado como um psicopata histérico que só sabe gritar – e McKay abusa de um efeito dramático que usou em alguns filmes, que é o de quebra da “quarta parede”, quando o personagem fala diretamente para a câmera. O resultado é tedioso.
Felizmente, no segundo e terceiro episódios, os dois personagens vão perdendo importância, o efeito metalinguístico da “quarta parede” diminui, e a série pode se concentrar no que tem de melhor: uma história incrível de transformação de um time falido numa potência esportiva, passada numa época fascinante, a virada dos anos 1970 para os 1980, e com personagens tão excêntricos quanto engraçados, como o próprio Jerry Buss e Pat Riley (Adrien Brody), este um ex-jogador deprimido, que se torna técnico de um time multicampeão.
Que venham os próximos episódios.
Um ótimo dia a todos.
12 comentários em "Crítica: “Lakers: Hora de Vencer”"
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Barça, vc viu que acabaram de sair dois livros bastante elogiados pelo nytimes sobre o Buster Keaton? Links:
https://www.amazon.com.br/Camera-Man-Invention-Twentieth-Century/dp/1501134191/ref=sr_1_1?__mk_pt_BR=%C3%85M%C3%85%C5%BD%C3%95%C3%91&crid=2GAJM6PR9T2HI&keywords=camera+man&qid=1648089269&sprefix=camera+man%2Caps%2C344&sr=8-1&ufe=app_do%3Aamzn1.fos.6a09f7ec-d911-4889-ad70-de8dd83c8a74
https://www.amazon.com.br/Buster-Keaton-Filmmakers-James-Curtis/dp/0385354215/ref=pd_bxgy_img_1/138-6483794-6219766?pd_rd_w=IiXLe&pf_rd_p=f6d6e5b8-8da7-4a7b-8303-08e67f79afcf&pf_rd_r=DD5RT5FY3Z332MB86JN8&pd_rd_r=368ef09d-75b7-4e65-b565-99fc2a89c9f2&pd_rd_wg=UVUtx&pd_rd_i=0385354215&psc=1
Muitíssimo obrigado, Sergio, não tinha visto, vou atrás.
Estou curtindo muito tb. Aqui tem uma entrevista com os 2 diretores de foto sobre como filmaram. Muito legal: https://nofilmschool.com/hack-for-shooting-period-stories-perfectly
Vale demais, vou ler.
Ah, e parabéns pelo papo com o Guilherme Arantes na segunda, apesar dos problemas técnicos em alguns momentos, ouvir o Guilherme é sempre um bálsamo para nossos ouvidos e para o nosso cérebro também!!!!
Que venham mais conversas com grandes nomes da nossa Cultura!!!!
Que legal que gostou, já estou marcando o próximo.
André, hj em dia é imaginar que o enorme Los Angeles Lakers, um dos times mais famosos do mundo, era um time praticamente falido nos anos 1970, mesmo com o Wilt Chamberlain em quadra, aliás, aqueles anos foram ruins para a NBA como um todo, que só foi embalar de vez a partir do começo dos 1980!!!!
E nos seus tempos de morador de LA, que esportes (ou times) você gostava de ver jogando, quando tinha a oportunidade de assistir?
Só tinha grana pra ver os Clippers!
O Jerry West é um dos personagens mais malas que vi na vida. Não aguentava mais. O terceiro episódio eu vi na segunda-feira e foi um alívio. Achei a entrada do Pat Riley muito interessante. Não sabia nada sobre o fim da carreira de jogador e o começo da carreira de técnico. Vai ser muito legal essa passagem.
Insuportável, tive a mesma impressão que vc.
Oi Barcinski
Legal a dica. Sou da epoca que a Bandeirantes começou a transmitir a NBA no Brasil. Apesar da admiraçao que tinha pelo Magic Johnson, eu torcia sempre contra o Lakers. O motivo era a narraçao irritante do Luciano do Vale que por algum motivo, talvez marketing, torcia sem o menor constrangimento para o Lakers .
Sempre gostei dos Celtics.