{"id":5793,"date":"2024-12-02T06:00:00","date_gmt":"2024-12-02T09:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/webpreview.net.br\/barcinski\/?p=5793"},"modified":"2024-11-28T11:57:12","modified_gmt":"2024-11-28T14:57:12","slug":"entrevista-boogarins","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/webpreview.net.br\/barcinski\/entrevista-boogarins\/","title":{"rendered":"Entrevista: Boogarins"},"content":{"rendered":"\n<p>Numa carreira de pouco mais de uma d\u00e9cada, a banda goianiense Boogarins vem cavando um lugar de destaque na cena internacional de rock alternativo. S\u00e3o figuras conhecidas na Europa e Estados Unidos, tocaram em festivais importantes como o Primavera Sound (Barcelona) e South By Southwest (Austin) e acabam de retornar ao Brasil depois de mais uma apresenta\u00e7\u00e3o, a terceira, no cultuado festival Levitation, tamb\u00e9m em Austin, no Texas.<\/p>\n\n\n\n<p>Formado por Benke Ferraz (guitarra e voz), Dinho Almeida (guitarra e voz), Raphael Vaz (baixo, moog e voz) e Ynai\u00e3 Benthroldo (bateria e voz), o Boogarins acaba de lan\u00e7ar seu s\u00e9timo disco de est\u00fadio, \u201cBacuri\u201d, e far\u00e1 um show de lan\u00e7amento do \u00e1lbum em 6 de dezembro no Cine Joia, em S\u00e3o Paulo.<\/p>\n\n\n\n<p>Para uma banda t\u00e3o internacional, \u201cBacuri\u201d representa uma esp\u00e9cie de retorno da banda ao Brasil e a uma filosofia mais \u201ccaseira\u201d. Produzido pela banda e pela engenheira de \u00e1udio Alejandra Luciani na casa em que ela, Raphael Vaz e Dinho Almeida moram no bairro da Barra Funda, em S\u00e3o Paulo, \u00e9 o primeiro disco inteiramente gravado de forma caseira desde a estreia da banda, \u201cAs Plantas que Curam\u201d, de 2013. \u201cA gravadora (a OAR) queria botar um produtor conhecido pra fazer o disco com a gente\u201d, diz Benke, \u201cMas acabamos escolhendo fazer o disco com nossos pr\u00f3prios recursos, come\u00e7ando um novo cap\u00edtulo na hist\u00f3ria da banda\u201d.<\/p>\n\n\n\n<iframe loading=\"lazy\" width=\"560\" height=\"315\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/8pizb98K7nc?si=sdpO1-oTOs_o5VmO\" title=\"YouTube video player\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe>\n\n\n\n<p>Antes de optar por produzir o pr\u00f3prio disco, o Boogarins conversou com v\u00e1rios candidatos ao cargo de produtor, incluindo nomes famosos como Adrian Quesada, do grupo Black Pumas, e Mario Caldato Jr., famoso por trabalhos com Beastie Boys, Bjork e Marcelo D2. \u201cFoi maravilhoso trocar ideia com esses caras\u201d, diz o guitarrista Dinho Almeida, \u201cAcabamos mandando m\u00fasicas para o Adrian, visitamos o est\u00fadio do Mario, foram experi\u00eancias incr\u00edveis\u201d. Outros nomes cogitados foram Wayne Coyne, l\u00edder do grupo psicod\u00e9lico Flaming Lips, e o megaprodutor Brian Eno, que assinou discos de U2, Coldplay, Talking Heads e Devo. \u201cO papo com o Brian Eno foi todo por e-mail\u201d, conta o baixista Raphael Vaz. \u201cMas a\u00ed eu escrevi que a gente poderia apresentar ele para um novo p\u00fablico no Brasil, acho que ele se irritou e n\u00e3o respondeu mais\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>O trabalho em \u201cBacuri\u201d foi lento e sem nenhum tipo de press\u00e3o. O fato de estarem, literalmente, em casa, e n\u00e3o em um est\u00fadio com hor\u00e1rios limitados, possibilitou \u00e0 banda experimentar com timbres e sons diferentes. \u201cBacuri\u201d traz a bonita mistura de psicodelia sessentista e sons brasileiros que sempre marcou a m\u00fasica do Boogarins, uma banda que se sente t\u00e3o \u00e0 vontade dividindo palcos com bandas lis\u00e9rgicas e pesadas como The Black Angels quanto fazendo shows com repert\u00f3rio do Clube da Esquina.<\/p>\n\n\n\n<p>Uma das faixas mais curiosas \u00e9 \u201cS\u00f3 Deus Sabe\u201d, um folk-rock que a banda queria oferecer para a dupla Chrystian e Ralf. \u201cQuando a gente terminou essa m\u00fasica, pensamos em convidar os dois pra gravar\u201d, conta Benke. \u201cA gente n\u00e3o curte essa massifica\u00e7\u00e3o do sertanejo, mesmo sendo de Goi\u00e1s, mas gostamos de Chrystian e Ralf desde que \u00e9ramos crian\u00e7as. Lembro a minha m\u00e3e ouvindo discos deles e contando hist\u00f3rias, de como eram dois irm\u00e3os que cantavam muito bem, eram considerados a dupla mais afinada do sertanejo\u201d. A morte de Chrystian, ocorrida em junho de 2024, acabou com os planos, mas o Boogarins homenageou a dupla colocando o nome dos irm\u00e3os no t\u00edtulo da can\u00e7\u00e3o: \u201cChrystian e Ralf (S\u00f3 Deus Sabe)\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Com \u201cBacuri\u201d, o Boogarins espera ter chegado na s\u00edntese da sonoridade que vinham elaborando desde o disco de estreia. \u201cAcho que esse disco \u00e9 a comprova\u00e7\u00e3o de que est\u00e1vamos desenvolvendo a nossa pr\u00f3pria linguagem\u201d, diz Dinho. \u201cUma mistura de nossas influ\u00eancias com muita coisa brasileira, coisas que nos marcaram. Acho que esse disco mostra essa maturidade\u201d. Dinho cita outras bandas nacionais, a paraibana Papangu e a paulista Bike, que misturam m\u00fasica brasileira a g\u00eaneros como o black metal (vertente mais pesada do heavy metal) e rock psicod\u00e9lico. \u201cAcho que existem v\u00e1rias bandas brasileiras que est\u00e3o fazendo um som muito maduro e pessoal. Isso tem a ver com a viv\u00eancia, com conhecer mais m\u00fasica e ter outras influ\u00eancias. A gente quer fazer a coisa do nosso jeito, fazer o nosso trem\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Uma \u00f3tima semana a todas e todos!<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Numa carreira de pouco mais de uma d\u00e9cada, a banda goianiense Boogarins vem cavando um lugar de destaque na cena internacional de rock alternativo. 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