{"id":5694,"date":"2024-10-11T06:00:00","date_gmt":"2024-10-11T09:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/webpreview.net.br\/barcinski\/?p=5694"},"modified":"2024-10-08T10:39:06","modified_gmt":"2024-10-08T13:39:06","slug":"primordios-de-lou-reed","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/webpreview.net.br\/barcinski\/primordios-de-lou-reed\/","title":{"rendered":"Prim\u00f3rdios de Lou Reed"},"content":{"rendered":"\n<p>Poucos selos discogr\u00e1ficos t\u00eam um nome t\u00e3o revelador quanto o norte-americano Light in the Attic. H\u00e1 mais de 20 anos, esses abnegados t\u00eam, de fato, jogado \u201cluz no s\u00f3t\u00e3o\u201d da m\u00fasica pop, com uma cole\u00e7\u00e3o invej\u00e1vel de grandes relan\u00e7amentos e redescobertas. De Sixto Rodriguez (o misterioso cantor\/compositor do filme \u201cSearching for Sugarman\u201d) a Betty Davis, de Serge Gainsbourg \u00e0 dupla Lee Hazlewood e Nancy Sinatra, a LITA formou um cat\u00e1logo primoroso.<\/p>\n\n\n\n<p>O mais recente lan\u00e7amento do selo \u00e9 imperd\u00edvel: \u201cWhy Don\u2019t You Smile Now: Lou Reed at Pickwick Records 1964-1965\u201d, uma colet\u00e2nea de 25 can\u00e7\u00f5es que Reed, ent\u00e3o com 22 anos, comp\u00f4s para a hoje extinta gravadora Pickwick.<\/p>\n\n\n\n<p>E quem era a Pickwick? Basicamente foi um selo criado nos anos 1950 para copiar m\u00fasicas e discos de aristas mais conhecidos. Os Beatles estouraram? Ent\u00e3o a Pickwick rapidamente lan\u00e7ava bandas que copiavam os Fab Four. Johnny cash estava bem nas paradas? Tome procurar algum disco obscuro de Cash, lan\u00e7ado por alguma gravadora pequena e fora de cat\u00e1logo, para a Pickwick relan\u00e7ar como se fosse um novo lan\u00e7amento (nos anos 90, comprei num sebo um LP de Jimi Hendrix lan\u00e7ado pela Pickwick. Era chamado apenas \u201cJimi\u201d, tinha uma foto linda de Hendrix na capa e nenhuma informa\u00e7\u00e3o na contracapa. Foi s\u00f3 bem depois que descobri que se tratava de jam sessions de blues e rock que Hendrix participara no in\u00edcio dos anos 1960).<\/p>\n\n\n\n<p>Em 1964, bem antes de fundar o Velvet Underground, Lou Reed foi contratado como compositor pela Pickwick. Por cerca de dois anos, ele escreveu can\u00e7\u00f5es pop muito simples e que imitavam hits de Beach Boys, Dion, Beatles e Stones. As m\u00fasicas eram gravadas por m\u00fasicos de est\u00fadio (Reed chegou a tocar guitarra a cantar em v\u00e1rias sess\u00f5es) e lan\u00e7adas com nomes de bandas que n\u00e3o existiam, como The Primitives e The Hollywoods.<\/p>\n\n\n\n<p>Uma dessas can\u00e7\u00f5es, no entanto, teve uma import\u00e2ncia grande na carreira de Lou Reed: \u201cThe Ostrich\u201d (\u201cO Avestruz\u201d), uma piada com as ent\u00e3o famosas m\u00fasicas de twist de Chubby Checker, fez um pequeno sucesso em r\u00e1dios e motivou a Pickwick a montar uma banda para toc\u00e1-la em pequenos shows. E essa banda reuniu o que se tornaria, no fim dos anos 60, um verdadeiro \u201cdream team\u201d da arte de vanguarda nova-iorquina: Lou Reed nos vocais, John Cale no baixo, Tony Conrad, o videoartista e m\u00fasico experimental na guitarra, e o escultor Walter De Maria na percuss\u00e3o. Ali nasceria o Velvet Underground.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-full is-resized\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"992\" height=\"558\" src=\"https:\/\/webpreview.net.br\/barcinski\/wp-content\/uploads\/2024\/10\/Lou-Reed-Primitives.avif\" alt=\"\" class=\"wp-image-5696\" style=\"width:693px;height:auto\" srcset=\"https:\/\/webpreview.net.br\/barcinski\/wp-content\/uploads\/2024\/10\/Lou-Reed-Primitives.avif 992w, https:\/\/webpreview.net.br\/barcinski\/wp-content\/uploads\/2024\/10\/Lou-Reed-Primitives-600x338.avif 600w, https:\/\/webpreview.net.br\/barcinski\/wp-content\/uploads\/2024\/10\/Lou-Reed-Primitives-768x432.avif 768w, https:\/\/webpreview.net.br\/barcinski\/wp-content\/uploads\/2024\/10\/Lou-Reed-Primitives-500x281.avif 500w\" sizes=\"auto, (max-width: 992px) 100vw, 992px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Lou Reed e John Cale (\u00e0 direita) com os Primitives, 1964<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>Ou\u00e7a \u201cThe Ostrich\u201d:<\/p>\n\n\n\n<iframe loading=\"lazy\" width=\"560\" height=\"315\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/erwrHgOckjs?si=HjCtbs8eRmoQ6Txg\" title=\"YouTube video player\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe>\n\n\n\n<p>Ouvindo \u201cWhy Don\u2019t You Smile Now\u201d, \u00e9 poss\u00edvel antever o que Reed faria poucos anos depois no Velvet? Tenho que dizer que n\u00e3o. As m\u00fasicas s\u00e3o extremamente comerciais e certamente dariam vergonha no Reed de tr\u00eas ou quatro anos depois. Mas elas demostram o amor de Reed pelo pop radiof\u00f4nico, e o que ele e o comparsa John Cale fizeram no Velvet foi justamente inventar uma sonoridade que combinava a do\u00e7ura pop com elementos da m\u00fasica de vanguarda mais transgressora. A f\u00f3rmula Beach Boys + drones de guitarra reinventou o rock e deu cria em The Jesus and Mary Chain, My Bloody Valentine, Galaxie 500 e tantos outros grandes nomes que bebem na fonte do Velvet. <\/p>\n\n\n\n<p>Um \u00f3timo fim de semana a todas e todos.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Poucos selos discogr\u00e1ficos t\u00eam um nome t\u00e3o revelador quanto o norte-americano Light in the Attic. H\u00e1 mais de 20 anos, esses abnegados t\u00eam, de fato, jogado \u201cluz no s\u00f3t\u00e3o\u201d da m\u00fasica pop, com uma cole\u00e7\u00e3o invej\u00e1vel de grandes relan\u00e7amentos e redescobertas. De Sixto Rodriguez (o misterioso cantor\/compositor do filme \u201cSearching for Sugarman\u201d) a Betty Davis, [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":5695,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"inline_featured_image":false,"footnotes":""},"categories":[1357,1342],"tags":[1537,394,1536],"class_list":["post-5694","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-exclusivo","category-musica","tag-light-in-the-attic","tag-lou-reed","tag-pickwick-records"],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/webpreview.net.br\/barcinski\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/5694","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/webpreview.net.br\/barcinski\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/webpreview.net.br\/barcinski\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/webpreview.net.br\/barcinski\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/webpreview.net.br\/barcinski\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=5694"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/webpreview.net.br\/barcinski\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/5694\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/webpreview.net.br\/barcinski\/wp-json\/wp\/v2\/media\/5695"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/webpreview.net.br\/barcinski\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=5694"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/webpreview.net.br\/barcinski\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=5694"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/webpreview.net.br\/barcinski\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=5694"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}