{"id":5489,"date":"2024-08-26T06:00:00","date_gmt":"2024-08-26T06:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/webpreview.net.br\/barcinski\/?p=3749"},"modified":"2024-09-27T16:49:03","modified_gmt":"2024-09-27T19:49:03","slug":"elizabeth-taylor-tristeza-nao-tem-fim","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/webpreview.net.br\/barcinski\/elizabeth-taylor-tristeza-nao-tem-fim\/","title":{"rendered":"Elizabeth Taylor: tristeza n\u00e3o tem fim"},"content":{"rendered":"\n<p>A plataforma Max acaba de estrear \u201cElizabeth Taylor: As Fitas Perdidas\u201d, document\u00e1rio dirigido por Nanette Burnstein sobre a lend\u00e1ria atriz Elizabeth Taylor (1932-2011). \u00c9 um \u00f3timo filme, mas que vai acabar com seu dia, semana e m\u00eas. Porque a vida da mulher n\u00e3o foi f\u00e1cil.<\/p>\n\n\n\n<p>O doc usa como espinha dorsal uma s\u00e9rie de fitas com entrevistas da atriz feitas pelo jornalista e bi\u00f3grafo norte-americano Richard Meryman para um livro publicado em 1965, \u201cElizabeth Taylor por Elizabeth Taylor\u201d, em que a atriz narrava, em primeira pessoa, sua trajet\u00f3ria de vida.<\/p>\n\n\n\n<p>O t\u00edtulo do filme \u00e9 enganoso: as fitas nunca estiveram \u201cperdidas\u201d, mas guardadas no arquivo de Meryman, um nome importante do jornalismo que escreveu livros sobre Marilyn Monroe, Louis Armstrong e Herman Mankiewickz e publicou a \u00faltima entrevista de Marilyn, feita dois dias antes da morte dela. Meryman morreu em 2015, aos 89 anos.<\/p>\n\n\n\n<p>No total, s\u00e3o cerca de 40 horas de entrevistas com Elizabeth Taylor em que a atriz, nascida na Inglaterra, descreve a inf\u00e2ncia luxuosa passada em Londres com os pais norte-americanos: o pai, Francis, um marchand, e a m\u00e3e, Sara, uma atriz. Com o in\u00edcio da Segunda Guerra, a fam\u00edlia volta aos Estados Unidos e se estabelece na Calif\u00f3rnia, onde a pequena Elizabeth atrai aten\u00e7\u00e3o com seu rosto lindo e seus olhos azul\u00edssimos e, aos NOVE ANOS de idade, assina seu primeiro contrato com o est\u00fadio Universal.<\/p>\n\n\n\n<p>Essa \u00e9 a chave para entender a vida de Elizabeth Taylor: ela cresceu, literalmente, dentro de est\u00fadios de cinema. Estudava em escolas oferecidas pelo est\u00fadio e trabalhava sem parar, quase sem contato com o mundo real. Em 1942, aos dez anos de idade, atuou em um filme da cadela Lassie, onde conheceu outro ator mirim que se tornaria amigo \u00edntimo por toda a vida: Roddy McDowall. Quatro anos mais velho que Elizabeth, Roddy ficaria famoso depois pelo papel do macaco Cornelius em \u201cO Planeta dos Macacos\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>O grande trunfo de \u201cElizabeth Taylor: As Fitas Perdidas\u201d \u00e9 justamente poder ouvir a voz de Taylor contando a pr\u00f3pria hist\u00f3ria. E como as grava\u00e7\u00f5es n\u00e3o foram feitas para veicula\u00e7\u00e3o, mas apenas como base para que Meryman pudesse escrever, as conversas t\u00eam um tom de bate-papo entre amigos. As grava\u00e7\u00f5es foram realizadas na casa da atriz, geralmente tarde da noite, e em alguns momentos ela oferece um drinque a Meryman ou interrompe a grava\u00e7\u00e3o para que eles possam jantar. E \u00e9 fascinante ouvir Elizabeth Taylor t\u00e3o relaxada.<\/p>\n\n\n\n<p>J\u00e1 a hist\u00f3ria que ela conta n\u00e3o tem nada de relaxada.<\/p>\n\n\n\n<p>Casada pela primeira vez aos 18 anos, num matrim\u00f4nio que durou apenas um ano, Liz j\u00e1 era vi\u00fava aos 26 e divorciada duas vezes. No fim, teria oito casamentos com sete maridos diferentes, contando o bate e volta com Richard Burton.<\/p>\n\n\n\n<p>As trag\u00e9dias e esc\u00e2ndalos se acumulam: ela perde o maior amor da vida, o produtor de cinema Mike Todd, num acidente de avi\u00e3o, e ganha o afeto do cantor Eddie Fisher, marido de sua melhor amiga, a atriz Debbie Reynolds. Fisher abandona Dennie por Liz, num caso que fez a fortuna de incont\u00e1veis revistas de fofoca.<\/p>\n\n\n\n<iframe loading=\"lazy\" width=\"560\" height=\"315\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/BiFHAI_HMOo?si=p13vuk8VGByqHUGu\" title=\"YouTube video player\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe>\n\n\n\n<p>Depois, Fisher prova do pr\u00f3prio veneno ao ser trocado subitamente por Richard Burton, com quem Liz tem um romance dos mais tempestuosos, marcado por brigas col\u00e9ricas, porres hist\u00f3ricos e overdoses de \u00e1lcool e barbit\u00faricos.<\/p>\n\n\n\n<p>O filme n\u00e3o tem nada de inovador ou radical, mas \u00e9 imposs\u00edvel parar de assistir. As cenas de arquivo s\u00e3o de babar, e a franqueza de Liz \u00e9 comovente. \u201cTomei p\u00edlulas para dormir por 35 anos\u201d, ela diz em certo momento. \u201cEu n\u00e3o tinha ideia de que era uma viciada\u201d. \u201cElizabeth Taylor: As Fitas Perdidas\u201d \u00e9 um documento fascinante sobre um dos grandes nomes da \u00e9poca de ouro de Hollywood.<\/p>\n\n\n\n<p>O doc foi dirigido por Nanette Burnstein, e eu recomendo que voc\u00ea procure assistir aos outros filmes dela, como \u201cOn the Ropes\u201d (1999), doc que acompanha tr\u00eas boxeadores desconhecidos, \u201cThe Kid Stays in the Picture\u201d (2002), sobre o produtor de cinema Robert Evans (\u201cO Poderoso Chef\u00e3o\u201d, \u201cChinatown\u201d) e \u201cGringo\u201d (2016), sobre o magnata da inform\u00e1tica John McAfee, que monta um ex\u00e9rcito particular numa ilha em Belize. <\/p>\n\n\n\n<p>Uma \u00f3tima semana a todas e todos.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A plataforma Max acaba de estrear \u201cElizabeth Taylor: As Fitas Perdidas\u201d, document\u00e1rio dirigido por Nanette Burnstein sobre a lend\u00e1ria atriz Elizabeth Taylor (1932-2011). \u00c9 um \u00f3timo filme, mas que vai acabar com seu dia, semana e m\u00eas. 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