{"id":5483,"date":"2024-08-12T06:00:00","date_gmt":"2024-08-12T06:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/webpreview.net.br\/barcinski\/?p=3720"},"modified":"2024-09-27T16:53:51","modified_gmt":"2024-09-27T19:53:51","slug":"critica-alem-desse-futuro-de-fagner","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/webpreview.net.br\/barcinski\/critica-alem-desse-futuro-de-fagner\/","title":{"rendered":"Cr\u00edtica: \u201cAl\u00e9m Desse Futuro\u201d, de Fagner"},"content":{"rendered":"\n<p>Acaba de sair \u201cAl\u00e9m Desse Futuro\u201d, 38\u00ba disco da carreira de Raimundo Fagner e seu primeiro trabalho de m\u00fasicas in\u00e9ditas desde \u201cP\u00e1ssaro Urbano\u201d, lan\u00e7ado h\u00e1 dez anos. Mas que ningu\u00e9m pense que o cantor e compositor cearense passou a \u00faltima d\u00e9cada parado: nesse tempo, ele lan\u00e7ou quatro discos, incluindo uma ode \u00e0 seresta (\u201cSerenata\u201d, 2020), um trabalho com vers\u00f5es de forr\u00f3s de Luiz Gonzaga gravados em dueto com Elba Ramalho (\u201cFesta\u201d, 2021), um lindo disco com Renato Teixeira (\u201cNaturezas\u201d, 2022) e um tributo a Belchior (\u201cMeu Parceiro Belchior\u201d, 2022).<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cAl\u00e9m Desse Futuro\u201d \u00e9 um disco conciso \u2013 oito m\u00fasicas em pouco mais de 33 minutos \u2013 em que Fagner faz uma radiografia de sua vida na \u00faltima d\u00e9cada, homenageando amigos e parceiros que se foram e reafirmando rela\u00e7\u00f5es criativas com colaboradores antigos (Fausto Nilo, Zeca Baleiro) e novos (Jorge Vercillo, Toninho Geraes).<\/p>\n\n\n\n<p>A faixa-t\u00edtulo, uma balada plangente, abre o disco e \u00e9 uma parceria com o poeta cearense Fausto Nilo, que trabalha com Fagner h\u00e1 meio s\u00e9culo: \u201cSe eu vejo a luz do teu olhar \/ desejo tudo e mais al\u00e9m \/ E posso at\u00e9 dizer que sei, \u00f3 meu amor \/ em que tempo esse futuro passar\u00e1\u201d.<\/p>\n\n\n\n<iframe loading=\"lazy\" width=\"560\" height=\"315\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/sOkw-9fXsNA?si=thtr_ODaKcJ1x0Vk\" title=\"YouTube video player\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe>\n\n\n\n<p>\u201cNoites do Leblon\u201d \u00e9 mais animada, uma baladona pop, composta em parceria e cantada em dueto com Zeca Baleiro, que abre com uma guitarra que lembra o Fagner pop de \u201cDeslizes\u201d e tem um refr\u00e3o para cantar junto: \u201cTodas as can\u00e7\u00f5es que fiz, fiz por amor \/ compositor da vida \/ mesmo que pare\u00e7a ser banal \/ \u00e9 o sal do amor que ir\u00e1 curar nossa ferida\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Depois \u00e9 a vez da autobiogr\u00e1fica \u201cFilho Meu\u201d, escrita com Caio S\u00edlvio (autor de grandes sucessos de Fagner, como \u201cNoturno [Cora\u00e7\u00e3o Alado]\u201d e \u201cPequenino C\u00e3o\u201d). A m\u00fasica \u00e9 uma cantiga-tributo ao filho Bruno Tocantins, que Fagner descobriu em 2006, quando Bruno tinha 32 anos. A paternidade tardia presenteou Fagner com dois netos, Arthur e Clara, e a m\u00fasica deixa evidente a felicidade que a descoberta deles causou ao compositor: \u201cDias de ver\u00e3o \/ V\u00e3o te surpreender \/ A vida \u00e9 mesmo pra valer (&#8230;) \/ Dias sim dias n\u00e3o \/ A luz vir\u00e1 da escurid\u00e3o \/ Fa\u00e7a o bem, siga a sua intui\u00e7\u00e3o \/ Pois dentro de voc\u00ea \/ No cora\u00e7\u00e3o h\u00e1 um lugar \/ Que mal algum pode alcan\u00e7ar\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Outro destaque do novo disco \u00e9 uma vers\u00e3o de Fagner para \u201cOnde Deus Possa Me Ouvir\u201d, do compositor mineiro Vander Lee (1966 &#8211; 2016). Em 2022, o cearense fez um show-tributo a Vander Lee em Belo Horizonte. Sobre a grava\u00e7\u00e3o da m\u00fasica, Fagner declarou: \u201c\u00c9 uma justa homenagem a um dos artistas mais talentosos da nossa m\u00fasica, que nos deixou t\u00e3o cedo. Tive a oportunidade de conviver com ele, ainda que por pouco tempo, mas fiquei lhe devendo a grava\u00e7\u00e3o desse hino, que falou t\u00e3o fundo ao meu cora\u00e7\u00e3o, assim como a tantos brasileiros\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>O novo disco n\u00e3o apenas reaviva antigas parcerias, mas inaugura duas novas colabora\u00e7\u00f5es: a primeira com a dupla Toninho Geraes (sobre quem <a href=\"https:\/\/webpreview.net.br\/barcinski\/muito-mais-que-o-sambista-que-a-adele-plagiou\/\">escrevi <\/a>semana passada) e Chico Alves na rom\u00e2ntica \u201cPonta de Punhal\u201d (a can\u00e7\u00e3o conta com um solo de guitarra de Cristiano Pinho, m\u00fasico que gravou e acompanhou Fagner por tr\u00eas d\u00e9cadas e morreu, aos 59 anos, em julho de 2024).<\/p>\n\n\n\n<p>A segunda parceria nova \u00e9 com Jorge Vercillo \u2013 que est\u00e1 cantando cada vez mais parecido com Djavan! &#8211; no reggae \u201cAmigo de Copo\u201d, outra can\u00e7\u00e3o que fala sobre finitude e ecoa particularmente forte depois da partida de Cristiano Pinho: \u201cVejo o tempo escorrendo nesse copo em minhas m\u00e3os \/ sou igual a um garimpeiro \/ decantando areia em v\u00e3o (&#8230;)&nbsp; Aguardente em meu deserto \/ oceano em solid\u00e3o \/ meus amigos v\u00e3o morrendo \/ e esse copo em minhas m\u00e3os\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Uma \u00f3tima semana a todas e todos!<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Acaba de sair \u201cAl\u00e9m Desse Futuro\u201d, 38\u00ba disco da carreira de Raimundo Fagner e seu primeiro trabalho de m\u00fasicas in\u00e9ditas desde \u201cP\u00e1ssaro Urbano\u201d, lan\u00e7ado h\u00e1 dez anos. 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