{"id":5482,"date":"2024-08-09T06:00:00","date_gmt":"2024-08-09T06:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/webpreview.net.br\/barcinski\/?p=3717"},"modified":"2024-09-27T16:54:12","modified_gmt":"2024-09-27T19:54:12","slug":"critica-acima-de-qualquer-suspeita","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/webpreview.net.br\/barcinski\/critica-acima-de-qualquer-suspeita\/","title":{"rendered":"Cr\u00edtica: \u201cAcima de Qualquer Suspeita\u201d"},"content":{"rendered":"\n<p>Quem acompanha o blog sabe que n\u00e3o costumo recomendar muitas s\u00e9ries dram\u00e1ticas contempor\u00e2neas, e por uma \u00fanica raz\u00e3o: a grande maioria n\u00e3o presta. Nos \u00faltimos meses, tirando \u201cFeud\u201d, n\u00e3o consegui terminar uma sequer. \u201cAcima de Qualquer Suspeita\u201d (Apple TV) n\u00e3o \u00e9 nenhuma obra-prima e n\u00e3o vai mudar o mundo, mas s\u00f3 o fato de eu ter conseguido terminar os oito epis\u00f3dios sem arremessar o controle remoto na TV foi um bom sinal.<\/p>\n\n\n\n<p>A t\u00edtulo de compara\u00e7\u00e3o: esses dias, comecei a ver \u201cThe Old Man\u201d (Disney +), s\u00e9rie policial e de espionagem estrelada por dois atores que adoro: Jeff Bridges e John Lithgow. Os dois primeiros epis\u00f3dios foram t\u00e3o legais que me animei a recomend\u00e1-la aqui no blog. Infelizmente, no terceiro epis\u00f3dio o caldo azedou t\u00e3o barbaramente que desisti.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cAcima de Qualquer Suspeita\u201d \u00e9 bem melhor. Adaptado do romance de estreia de Scott Turow, um autor especializado em \u201cthrillers\u201d de tribunal, a hist\u00f3ria havia sido usada em 1990 num \u00f3timo filme dirigido por Alan J. Pakula (\u201cTodos os Homens do Presidente\u201d, \u201cKlute\u201d), em que Harrison Ford fazia o advogado Rusty Sabich, encarregado de comandar a investiga\u00e7\u00e3o sobre o assassinato de uma colega de trabalho, a linda advogada Carolyn Polhemus (Greta Scacchi). Mas o pr\u00f3prio Sabich acaba sendo acusado pelo crime, depois que \u00e9 revelado que ele e Polhemus tinham um caso.<\/p>\n\n\n\n<p>Na nova vers\u00e3o da hist\u00f3ria, criada pelo roteirista David E. Kelley (\u201cBig Little Lies\u201d, \u201cAlly McBeal\u201d, \u201cChicago Hope\u201d, e tamb\u00e9m marido de Michelle Pfeiffer), Jake Gyllenhall faz Rusty Sabich e a atriz norueguesa Renate Reinsve (\u201cA Pior Pessoa do Mundo\u201d) faz Carolyn Polhemus. O papel da esposa de Sabich, Barbara, que no filme de 1990 ficou com Bonnie Bedelia, agora est\u00e1 com a atriz irlandesa Ruth Negga.<\/p>\n\n\n\n<iframe loading=\"lazy\" width=\"560\" height=\"315\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/PqwQ-ThHaGI?si=wEVfHZpiSdFI9sHl\" title=\"YouTube video player\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe>\n\n\n\n<p>Se voc\u00ea tem interesse em entender mais sobre a realidade da narrativa audiovisual em 2024, sugiro ver o filme (est\u00e1 dispon\u00edvel para loca\u00e7\u00e3o na Apple TV, Microsoft e Amazon) e depois ver a s\u00e9rie, para comparar os dois trabalhos e perceber as diferen\u00e7as de narrativas entre os anos 1990 e os dias atuais.<\/p>\n\n\n\n<p>N\u00e3o estou dizendo que um estilo de narrativa \u00e9 melhor que o outro, mas que s\u00e3o diferentes. E \u00e9 muito interessante assistir \u00e0 mesma hist\u00f3ria contada sob duas sensibilidades dividas por mais de tr\u00eas d\u00e9cadas.<\/p>\n\n\n\n<p>O filme de 1990 s\u00f3 tem uma personagem feminina realmente importante, que \u00e9 a v\u00edtima. A nova vers\u00e3o adiciona peso e drama a v\u00e1rias personagens mulheres, e isso enriquece bastante a hist\u00f3ria (no filme, quem comanda o julgamento \u00e9 o juiz Lyttle, interpretado por Paul Winfield; na s\u00e9rie, \u00e9 a ju\u00edza Little, vivida pela atriz sul-africana Noma Dumezweni)<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;Outra novidade \u00e9 o fato de Sabich ser casado com uma mulher negra, Barbara, e ter um casal de filhos que se consideram negros. Isso n\u00e3o existia no filme e torna a hist\u00f3ria muito mais contempor\u00e2nea. Ponto para David E. Kelley, que conseguiu adaptar uma hist\u00f3ria de quase 40 anos (o livro saiu em 1987) sem desvirtuar a trama original e mantendo o apelo da hist\u00f3ria e dos personagens.<\/p>\n\n\n\n<p>E o final, \u00e9 t\u00e3o impactante quanto o do filme?<\/p>\n\n\n\n<p>N\u00e3o, e por uma raz\u00e3o: o filme tinha duas horas, e a s\u00e9rie tem seis. O aumento da dura\u00e7\u00e3o significou um prolongamento de algumas subtramas que ou n\u00e3o existiam ou foram abreviadas no filme. E \u00e9 dif\u00edcil manter, numa obra t\u00e3o longa, o clima de tens\u00e3o l\u00e1 em cima, como Alan J. Pakula conseguiu no filme de 1990. Mas a nova s\u00e9rie n\u00e3o faz feio.<\/p>\n\n\n\n<p>Um \u00f3timo fim de semana a todas e todos.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Quem acompanha o blog sabe que n\u00e3o costumo recomendar muitas s\u00e9ries dram\u00e1ticas contempor\u00e2neas, e por uma \u00fanica raz\u00e3o: a grande maioria n\u00e3o presta. 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