{"id":3818,"date":"2024-10-02T06:00:00","date_gmt":"2024-10-02T06:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/webpreview.net.br\/barcinski\/?p=3818"},"modified":"2024-09-27T16:32:53","modified_gmt":"2024-09-27T19:32:53","slug":"um-sonho-de-liberdade-o-fracasso-que-virou-cult","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/webpreview.net.br\/barcinski\/um-sonho-de-liberdade-o-fracasso-que-virou-cult\/","title":{"rendered":"\u201cUm Sonho de Liberdade\u201d: o fracasso que virou cult"},"content":{"rendered":"\n<p>Poucos escritores na hist\u00f3ria tiveram tantas obras adaptadas para cinema e televis\u00e3o quanto Stephen King. Seu livro de estreia, \u201cCarrie\u201d, lan\u00e7ado h\u00e1 exatos 50 anos, foi adaptado em 1976 num excelente filme de terror de Brian De Palma. Desde ent\u00e3o, foram cerca de 60 \u2013 isso mesmo, SESSENTA! \u2013 filmes para cinema e dezenas de adapta\u00e7\u00f5es para TV e s\u00e9ries.<\/p>\n\n\n\n<p>Stephen King \u00e9 conhecido por escrever hist\u00f3rias sobrenaturais, mas seus livros inovaram por trazer o horror para perto dos leitores. Claro, ele escreveu bastante sobre reinos imagin\u00e1rios, mas o cerne de sua literatura lida com pessoas normais metidas em epis\u00f3dios anormais. Os personagens de King s\u00e3o cidad\u00e3os comuns que se veem em situa\u00e7\u00f5es que eles n\u00e3o conseguem controlar. Podemos chamar de \u201chorror dom\u00e9stico\u201d, e isso atraiu os leitores de forma in\u00e9dita.<\/p>\n\n\n\n<p>No meio de tantos filmes e s\u00e9ries, h\u00e1 muita coisa boa e outras nem tanto. Para cada \u201cConta Comigo\u201d (Rob Reiner, 1986), \u201cChristine \u2013 O Carro Assassino\u201d (John Carpenter, 1983) e \u201cLouca Obsess\u00e3o\u201d (Rob Reiner, 1990), h\u00e1 abacaxis como \u201cCemit\u00e9rio Maldito 2\u201d e \u201cColheita Maldita 3\u201d. Ningu\u00e9m \u00e9 perfeito.<\/p>\n\n\n\n<p>Curiosamente, uma das adapta\u00e7\u00f5es mais famosas da obra de King foi recha\u00e7ada pelo pr\u00f3prio autor: \u201cO Iluminado\u201d, filme dirigido em 1980 por Stanley Kubrick, considerado um dos maiores g\u00eanios do cinema. \u201c\u00c9 um filme lindo e o visual \u00e9 espetacular, mas \u00e9 como um grande e lustroso Cadillac, mas sem motor\u201d, disse King. \u201cO personagem de Jack Torrance [interpretado por Jack Nicholson] n\u00e3o tem arco dram\u00e1tico. No filme, quando o vemos pela primeira vez, ele j\u00e1 \u00e9 louco de pedra, e tudo que ele faz \u00e9 ficar ainda mais louco. No livro, ele \u00e9 um sujeito lutando por sua sanidade, e finalmente ele a perde. Para mim, isso \u00e9 trag\u00e9dia. No filme, n\u00e3o h\u00e1 trag\u00e9dia, porque n\u00e3o h\u00e1 nenhuma mudan\u00e7a no personagem\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Mas a adapta\u00e7\u00e3o que muitos julgam a melhor j\u00e1 feita de uma obra de Stephen King n\u00e3o \u00e9 uma hist\u00f3ria de horror, mas um drama prisional: \u201cUm Sonho de Liberdade\u201d (\u201cThe Shawshank Redemption\u201d), dirigido em 1994 por Frank Darabont e adaptado de uma hist\u00f3ria chamada \u201cRita Hayworth and Shawshank Redemption\u201d. Darabont havia comprado os diretos da hist\u00f3ria em 1987 diretamente de Stephen King, que havia gostado de \u201cA Hora do Pesadelo 3\u201d, escrito por Darabont e dirigido por Chuck Russell.<\/p>\n\n\n\n<p>Darabont levou mais de cinco anos para conseguir o financiamento para o longa. Enquanto isso, o roteiro circulou bastante em Hollywood e atraiu o interesse de astros como Tom Hanks e Tom Cruise. Em certo momento, Nicholas Cage e Martin Sheen estavam cotados para fazer os papeis principais, que acabaram com Tim Robbins e Morgan Freeman.<\/p>\n\n\n\n<p>Robbins faz o banqueiro Andy Dufresne, que \u00e9 preso e condenado \u00e0 pris\u00e3o perp\u00e9tua pelos assassinatos da esposa e do amante dela. Dufresne \u00e9 enviado \u00e0 Penitenci\u00e1ria Shwashank, onde faz amizade com um contrabandista chamado Elis \u201cRed\u201d Redding (Morgan Freeman), e acaba envolvido num engenhoso esquema de lavagem de dinheiro liderado pelo brutal chefe da pris\u00e3o, Samuel Norton (Bob Gunton).<\/p>\n\n\n\n<p>Hoje, \u201cUm Sonho de Liberdade\u201d \u00e9 um filme adorado por muitos. Mas o que a maioria esquece ou n\u00e3o sabe \u00e9 que ele foi um fracasso de bilheteria em 1994, em parte por causa da competi\u00e7\u00e3o acirrada com outros filmes lan\u00e7ados no mesmo ano, como \u201cForrest Gump\u201d e \u201cPulp Fiction\u201d. &nbsp;O filme custou 25 milh\u00f5es de d\u00f3lares e fez um bruto de bilheteria que n\u00e3o passou de 28 milh\u00f5es. Ou seja: perdeu dinheiro.<\/p>\n\n\n\n<p>Foi s\u00f3 depois que a Academia indicou o filme a sete Oscars, incluindo mehor filme, ator (Morgan Freeman), roteiro adaptado e fotografia, que o boca a boca come\u00e7ou a atrair mais aten\u00e7\u00e3o para o filme. No ano seguinte, foi o t\u00edtulo mais alugado em VHS nos Estados Unidos.<\/p>\n\n\n\n<p>Nesses \u00faltimos 30 anos, \u201cUm Sonho de Liberdade\u201d ganhou status de cl\u00e1ssico, ranqueado no topo de porcarias como Rotten Tomatoes e afins. Culpa das incont\u00e1veis exibi\u00e7\u00f5es em TV e lan\u00e7amentos em DVD e laserdisc. Mas a verdade \u00e9 que pouca gente prestou aten\u00e7\u00e3o nele em 1994.<\/p>\n\n\n\n<p>Um \u00f3timo dia a todas e todos.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Poucos escritores na hist\u00f3ria tiveram tantas obras adaptadas para cinema e televis\u00e3o quanto Stephen King. Seu livro de estreia, \u201cCarrie\u201d, lan\u00e7ado h\u00e1 exatos 50 anos, foi adaptado em 1976 num excelente filme de terror de Brian De Palma. 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