{"id":3590,"date":"2024-06-14T06:00:00","date_gmt":"2024-06-14T06:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/webpreview.net.br\/barcinski\/?p=3590"},"modified":"2024-09-24T14:43:01","modified_gmt":"2024-09-24T17:43:01","slug":"the-stone-roses-quando-eramos-reis","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/webpreview.net.br\/barcinski\/the-stone-roses-quando-eramos-reis\/","title":{"rendered":"The Stone Roses: quando \u00e9ramos reis"},"content":{"rendered":"\n<p>Nunca curti muito o britpop de bandas como Oasis, Blur, Pulp e Suede, em parte porque eu gostava TANTO da gera\u00e7\u00e3o anterior de bandas brit\u00e2nicas que a compara\u00e7\u00e3o era covardia. Primal Scream, The Jesus and Mary Chain, My Bloody Valentine, todas surgidas nos primeiros anos da d\u00e9cada de 1980 eram, para mim, muito superiores. E uma, em especial, era um xod\u00f3: The Stone Roses.<\/p>\n\n\n\n<p>The Stone Roses foi o maior nome da chamada cena de \u201cMadchester\u201d, bandas de Manchester, norte da Inglaterra, que misturavam guitarras com batidas dan\u00e7antes, inspirados pelos ritmos eletr\u00f4nicos que ouviam em clubes como Ha\u00e7ienda e pelo consumo alucinado de ectasy e MDMA. Outros nomes importantes dessa cena foram Inspiral Carpets, James, Happy Mondays e 808 State.<\/p>\n\n\n\n<p>Consigo lembrar o impacto de ouvir pela primeira vez o disco de estreia, \u201cThe Stone Roses\u201d, lan\u00e7ado em 1989, e de como ele mudou a cabe\u00e7a de muita gente em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 m\u00fasica dan\u00e7ante feita com guitarras. Era uma obra-prima que unia a rave ao indie rock, uma cole\u00e7\u00e3o de can\u00e7\u00f5es que colavam na mem\u00f3ria e funcionavam tanto no quarto quanto na pista de dan\u00e7a: \u201cI Wanna Be Adored\u201d, \u201cShe Bangs the Drums\u201d, \u201cWaterfall\u201d, \u201cMade of Stone\u201d, \u201cI am the Ressurrection\u201d, cada uma melhor que a outra. \u00c9 um disco t\u00e3o bom que parece uma colet\u00e2nea. E na verdade \u00e9, porque o Stone Roses demoraria mais de cinco anos para lan\u00e7ar o segundo \u2013 e \u00faltimo \u2013 disco, \u201cSecond Coming\u201d, que n\u00e3o chega perto do \u00e1lbum de estreia. Todas as m\u00fasicas pelas quais a banda \u00e9 lembrada h\u00e1 quatro d\u00e9cadas s\u00e3o do primeiro LP.<\/p>\n\n\n\n<p>Esses dias, decidi assistir a um filme de 2013 pelo qual n\u00e3o havia me interessado antes: \u201cThe Stone Roses &#8211; Made of Stone\u201d, document\u00e1rio sobre a turn\u00ea de retorno da banda, em 2012, ap\u00f3s uma separa\u00e7\u00e3o de mais de 16 anos. A turn\u00ea terminaria com um show gigante no Heaton Park, um parque p\u00fablico em Manchester.<\/p>\n\n\n\n<p>N\u00e3o costumo me importar muito com filmes sobre reuni\u00f5es de bandas velhas, porque geralmente n\u00e3o trazem nada de novo. Mas comecei a ver esse filme e n\u00e3o consegui parar at\u00e9 o fim. Confesso que, l\u00e1 pela metade, rolaram at\u00e9 umas l\u00e1grimas em casa (minha mulher \u00e9 maluca pelo Stone Roses e parece ter uma paix\u00e3o adolescente &#8211; e escondida &#8211; pelo Ian Brown).<\/p>\n\n\n\n<p>O filme mistura imagens feitas em 2011, quando a banda come\u00e7a a ensaiar para uma turn\u00ea de retorno, a cenas do in\u00edcio dos anos 1980 em Manchester. A hist\u00f3ria \u00e9 muito bem contada e as entrevistas, tanto as de 2011 quanto as mais antigas, s\u00e3o excelentes. Como \u00e9 bom ouvir m\u00fasicos inteligentes e que t\u00eam coisas interessantes a dizer. E o Stone Roses era uma reuni\u00e3o de grandes personagens: o enigm\u00e1tico cantor Ian Brown, o porra-louca baixista Mani, o explosivo e irritadi\u00e7o baterista Reni e o fenomenal guitarrista John Squire.<\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 impressionante o som que esses quatro, sem a ajuda de nenhum outro m\u00fasico de apoio, conseguem tirar. Num dos primeiros ensaios depois de quase duas d\u00e9cadas sem tocar juntos, eles fazem uma vers\u00e3o de arrepiar de \u201cShe Bangs the Drums\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Vendo o filme, fica claro por que a banda teve tantos problemas internos e brigava tanto: dos quatro, s\u00f3 Mani parece ser do tipo maluco-beleza e conciliador. Remi, Squire e Brown t\u00eam egos do tamanho de kombis e a fric\u00e7\u00e3o \u00e9 evidente. H\u00e1 uma longa sequ\u00eancia em que a banda embarca numa turn\u00ea europeia de aquecimento para o megashow do Heaton Park, e as brigas rolam sem parar.<\/p>\n\n\n\n<p>Um desses shows \u00e9 especial: um concerto-surpresa e gratuito num teatro de mil lugares, o Parr Hall, em Warrington. Um an\u00fancio de Facebook informa: os mil primeiros que chegarem trazendo qualquer objeto relacionado \u00e0 banda \u2013 CD, vinil, cartaz, camiseta \u2013 entram. S\u00f3 essa sequ\u00eancia vale o filme todo. \u00c9 uma apresenta\u00e7\u00e3o muito mais emocionante do que o show para 218 mil pessoas em Heaton Park (se bem que a vers\u00e3o de 13 minutos de \u201cFool\u2019s Gold\u201d no parque \u00e9 incr\u00edvel, veja s\u00f3):<\/p>\n\n\n\n<iframe loading=\"lazy\" width=\"560\" height=\"315\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/jRswxxT3HQ8?si=hgqU2Ya124iuk39j\" title=\"YouTube video player\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe>\n\n\n\n<p>E aqui, assista ao doc \u201cThe Stone Roses \u2013 Made of Stone\u201d na \u00edntegra, com legendas em espanhol (n\u00e3o est\u00e1 no streaming).<\/p>\n\n\n\n<iframe loading=\"lazy\" width=\"560\" height=\"315\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/79DB9qaezxI?si=6FUzGDlDU1CUK99l\" title=\"YouTube video player\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe>\n\n\n\n<p>Um \u00f3timo fim de semana a todas e todos.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Nunca curti muito o britpop de bandas como Oasis, Blur, Pulp e Suede, em parte porque eu gostava TANTO da gera\u00e7\u00e3o anterior de bandas brit\u00e2nicas que a compara\u00e7\u00e3o era covardia. 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