{"id":3350,"date":"2024-02-19T06:00:00","date_gmt":"2024-02-19T06:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/webpreview.net.br\/barcinski\/?p=3350"},"modified":"2024-09-24T14:43:01","modified_gmt":"2024-09-24T17:43:01","slug":"entrevista-colin-hay-men-at-work","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/webpreview.net.br\/barcinski\/entrevista-colin-hay-men-at-work\/","title":{"rendered":"Entrevista: Colin Hay (Men At Work)"},"content":{"rendered":"\n<p>A banda Men At Work surgiu em 1978 em Melbourne, na Austr\u00e1lia, durou cerca de oito anos e s\u00f3 gravou tr\u00eas LPs de est\u00fadio, lan\u00e7ados entre 1981 e 1985. Mesmo assim, vendeu 30 milh\u00f5es de discos em todo o mundo. No Brasil, era um verdadeiro fen\u00f4meno. Faixas como \u201cWho Can It Be Now?\u201d, \u201cDown Under\u201d, \u201cOverkill\u201d, \u201cIt&#8217;s a Mistake\u201d e \u201cBe Good Johnny\u201d tocavam sem parar em r\u00e1dios e danceterias. O sucesso da banda por aqui era t\u00e3o grande que, em 1996, o cantor Colin Hay e o saxofonista Greg Ham montaram uma nova vers\u00e3o do grupo s\u00f3 para excursionar pela Am\u00e9rica do Sul e gravaram, em S\u00e3o Paulo, um disco ao vivo chamado \u201cBrazil\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Em fevereiro, Hay volta ao pa\u00eds para mais shows do Men At Work: no Rio de Janeiro\u00a0(Qualistage, dia 17), Curitiba\u00a0(Live Curitiba, dia 20) e S\u00e3o Paulo (Vibra S\u00e3o Paulo, dia 21). Ele ser\u00e1 o \u00fanico membro da forma\u00e7\u00e3o original a participar dos shows no Brasil. Greg Ham morreu em 2012. \u201cN\u00e3o poderia estar mais feliz com a banda que me acompanha\u201d, diz Hay, 70, de Los Angeles, na Calif\u00f3rnia, onde mora desde 1989. \u201cTenho um grupo de m\u00fasicos excelentes e que amam a m\u00fasica do Men At Work. Como sempre, os shows no Brasil ser\u00e3o incr\u00edveis\u201d.<\/p>\n\n\n\n<iframe loading=\"lazy\" width=\"560\" height=\"315\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/SECVGN4Bsgg?si=5hMaW9z9ayrKEhpv\" title=\"YouTube video player\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" allowfullscreen><\/iframe>\n\n\n\n<p>Hay diz n\u00e3o conseguir explicar a peculiar conex\u00e3o que existe entre o Men at Work e o p\u00fablico brasileiro. \u201c\u00c9 algo dif\u00edcil de p\u00f4r em palavras, mas talvez tenha a ver com o fato de que nossas m\u00fasicas foram feitas no hemisf\u00e9rio sul, e exprimam as sensa\u00e7\u00f5es e o clima do sul do planeta, algo que os brasileiros entendem intuitivamente. H\u00e1, por certo, uma liga\u00e7\u00e3o a\u00ed. Lembro que amigos australianos, que eram surfistas no in\u00edcio nos anos 1980, presenteavam surfistas brasileiros com fitas do Men At Work. E os surfistas sempre amaram nossa m\u00fasica\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>O primeiro disco do Men At Work, \u201cBusiness as Usual\u201d, foi lan\u00e7ado em 1981 e coincidiu com a estreia da MTV nos Estados Unidos, o que acabaria por mudar a ind\u00fastria da m\u00fasica, que passou a investir pesadamente na produ\u00e7\u00e3o de videoclipes. \u201cClaro que o r\u00e1dio ainda era a maior for\u00e7a de divulga\u00e7\u00e3o da m\u00fasica naquela \u00e9poca\u201d, diz Hay, \u201cmas os videoclipes foram muito importantes para levar nossa m\u00fasica a todas as partes do globo. E a verdade \u00e9 que, em 1981, 82, s\u00f3 havia meia d\u00fazia de clipes na TV: Michael Jackson, A-ha, David Bowie&#8230; e n\u00f3s!\u201d Mesmo no Brasil, pa\u00eds que s\u00f3 receberia a MTV na d\u00e9cada de 1990, clipes como \u201cWho Can It Be Now?\u201d, \u201cDown Under\u201d e \u201cIt\u2019s a Mistake\u201d n\u00e3o paravam de passar na TV.<\/p>\n\n\n\n<p>Colin Hay diz que a m\u00fasica do Men At Work se beneficiou do gosto ecl\u00e9tico dos membros originais do grupo: \u201c\u00c9ramos m\u00fasicos interessados em boa m\u00fasica, n\u00e3o importava de onde viesse ou de que estilo fosse. Eu ouvia todos os tipos de m\u00fasica. Quando encontrei o Ron (Strykert, guitarrista) que foi a pessoa mais importante a me ajudar com a cria\u00e7\u00e3o das m\u00fasicas do Men At Work, absorvemos influ\u00eancias de tudo que ouv\u00edamos. Eu adorava Bob Dylan, Ry Cooder, Little Feat, e violonistas como John Martyn e Nick Drake, mas tamb\u00e9m amava Frank Zappa e, claro, Beatles, Kinks, Stones e Who, toda aquela brilhante gera\u00e7\u00e3o do rock ingl\u00eas dos anos 1960\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Mas a banda que mais inspirou Hay, pelo menos naquele per\u00edodo, foi The Police. \u201cQue banda fant\u00e1stica, n\u00e3o? Vimos o Police em Melbourne, em 1980, e aquilo realmente mexeu com a nossa cabe\u00e7a. Era um trio perfeito: o baterista [Stewart Copeland] era um virtuoso sofisticado, fazendo viradas que ningu\u00e9m tinha ouvido. O guitarrista [Andy Summers] era um veterano que abrilhantava a m\u00fasica com acordes inesperados, e o baixista&#8230; o que falar do Sting? At\u00e9 hoje, \u00e9 um dos melhores \u2018frontmen\u2019 da m\u00fasica, sem d\u00favida\u201d. Men at Work e The Police t\u00eam algo em comum: s\u00e3o bandas que faziam m\u00fasica pop e acess\u00edvel, mas com uma qualidade musical, de letras e arranjos, muito acima do simples hit radiof\u00f4nico.<\/p>\n\n\n\n<p>E como \u00e9 o p\u00fablico do Men At Work hoje, quarenta anos depois do auge da banda? \u201c\u00c9 incr\u00edvel, mas o p\u00fablico \u00e9 bem jovem\u201d, diz Hay. \u201cEu diria que s\u00e3o pessoas entre 20 e 40 anos de idade. Eu sou sempre o mais velho nos shows. Ali\u00e1s, s\u00f3 n\u00e3o sou o mais velho quanto toco com Ringo!\u201d (Colin Hay tocou por anos com o ex-Beatle na Ringo Starr &amp; His All-Starr Band).<\/p>\n\n\n\n<p>Publicado na \u201cFolha de S. Paulo\u201d.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A banda Men At Work surgiu em 1978 em Melbourne, na Austr\u00e1lia, durou cerca de oito anos e s\u00f3 gravou tr\u00eas LPs de est\u00fadio, lan\u00e7ados entre 1981 e 1985. 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