{"id":2948,"date":"2023-07-07T06:00:00","date_gmt":"2023-07-07T06:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/webpreview.net.br\/barcinski\/?p=2948"},"modified":"2024-09-24T14:43:03","modified_gmt":"2024-09-24T17:43:03","slug":"critica-wham","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/webpreview.net.br\/barcinski\/critica-wham\/","title":{"rendered":"Cr\u00edtica: \u201cWham!\u201d"},"content":{"rendered":"\n<p>A Netflix exibe \u201cWham!\u201d, um document\u00e1rio sobre a fugaz e imensamente popular banda pop de George Michael (1962-2016) e Andrew Ridgeley. Dirigido por Chris Smith, respons\u00e1vel pelo \u00f3timo filme sobre o malsucedido festival Fyre, o doc impressiona pelas imagens de arquivo e pelo detalhismo.<\/p>\n\n\n\n<p>O Wham! durou pouco \u2013 de 1982 a 1986 \u2013 mas vendeu impressionantes 30 milh\u00f5es de discos (s\u00f3 para efeito de compara\u00e7\u00e3o, o Foo Fighters, com quase 30 anos de carreira, vendeu 32 milh\u00f5es). Foi o primeiro grande grupo pop ocidental a tocar na China comunista, em 1985, e teve nada menos de tr\u00eas m\u00fasicas do mesmo disco (\u201cMake It Big\u201d, de 1984) no topo da parada da revista \u201cBillboard\u201d.<\/p>\n\n\n\n<iframe loading=\"lazy\" width=\"560\" height=\"315\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/E56IJOCATZs\" title=\"YouTube video player\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" allowfullscreen><\/iframe>\n\n\n\n<p>Para algu\u00e9m que trabalha com document\u00e1rios no Brasil, ver o filme d\u00e1 raiva, porque \u00e9 impressionante a quantidade e qualidade do material de arquivo, coisa impens\u00e1vel por aqui. S\u00f3 para se ter uma ideia, o filme mostra uma cena de uma boate londrina no fim dos anos 70 em que George Michael (\u00e0 \u00e9poca, Georgios Kyriacos Panayiotou, conhecido pelo apelido de Yog) aparece dan\u00e7ando na pista.<\/p>\n\n\n\n<p>Al\u00e9m de um incr\u00edvel acervo documental de emissoras de TV e r\u00e1dio, o diretor Chris Smith teve \u00e0 disposi\u00e7\u00e3o um verdadeiro tesouro para qualquer pesquisador: dezenas de livros de recortes compilados pela m\u00e3e de Andrew Ridgeley, que guardou absolutamente tudo sobre o grupo do filho, desde a \u00e9poca em que ele e Yog ainda faziam demos em fitas cassete. H\u00e1 registros em v\u00eddeo das primeiras apresenta\u00e7\u00f5es do Wham!, realizadas numa boate do interior da Inglaterra em que se apresentavam tamb\u00e9m m\u00e1gicos e ventr\u00edloquos.<\/p>\n\n\n\n<p>George e Andrew se conheceram na escola e eram amigos desde os 11 ou 12 anos de idade. Ambos eram filhos de imigrantes \u2013 George, de gregos e cipriotas, e Andrew, de eg\u00edpcios \u2013 e tinham personalidades diferentes. Andrew era o moleque descolado e popular, enquanto George era o t\u00edmido e sens\u00edvel, que sofria com um pai extremamente conservador e fez de tudo para esconder que era gay.<\/p>\n\n\n\n<p>A trajet\u00f3ria fulminante de sucesso do Wham! \u00e9 muito bem contada no filme. Num per\u00edodo de apenas quatro anos, eles passaram de uma dupla de amadores que gravavam fitinhas cassete no quarto a uma das bandas mais populares do mundo, encerrando a carreira com um hist\u00f3rico show no est\u00e1dio de Wembley, diante de 72 mil f\u00e3s que choravam desesperadamente pelo fim do duo.<\/p>\n\n\n\n<p>O material de arquivo \u00e9 t\u00e3o bom e abundante que o diretor Chris Smith n\u00e3o precisou recorrer ao expediente de entrevistar ningu\u00e9m para o filme. Toda a narrativa \u00e9 feita em \u201coff\u201d pelos pr\u00f3prios George (em grava\u00e7\u00f5es de acervo) e Andrew, este em entrevistas atuais e feitas com exclusividade para o doc.<\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 incr\u00edvel perceber como George Michael j\u00e1 tinha, aos 20 anos de idade, uma autoconfian\u00e7a de veterano. Tanto que teve a aud\u00e1cia de recusar-se a lan\u00e7ar a vers\u00e3o de \u201cCareless Whisper\u201d produzida pelo lend\u00e1rio Jerry Wexler no mesmo est\u00fadio do Alabama em que gravara Aretha Franklin e Ray Charles. \u201cN\u00e3o gostei, ficou sem gra\u00e7a\u201d, diz George no filme. \u201cDecidi que eu mesmo ia produzir a can\u00e7\u00e3o\u201d. Foi o que ele fez, e \u201cCareless Whisper\u201d virou um hit mundial.<\/p>\n\n\n\n<p>Fica claro que o crescimento art\u00edstico de George Michael provocou o fim do Wham!. \u201cEu sabia que n\u00e3o havia como continuar com o grupo\u201d, diz Andrew Ridgeley. \u201cGeorge ainda tinha muitas coisas grandes para fazer\u201d. Ridgeley \u00e9 um caso raro de artista que parece entender suas pr\u00f3prias limita\u00e7\u00f5es e mostra-se incrivelmente humilde ao n\u00e3o se colocar como obst\u00e1culo \u00e0 consagra\u00e7\u00e3o art\u00edstica do amigo. <\/p>\n\n\n\n<p>Um \u00f3timo fim de semana a todas e todos.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A Netflix exibe \u201cWham!\u201d, um document\u00e1rio sobre a fugaz e imensamente popular banda pop de George Michael (1962-2016) e Andrew Ridgeley. Dirigido por Chris Smith, respons\u00e1vel pelo \u00f3timo filme sobre o malsucedido festival Fyre, o doc impressiona pelas imagens de arquivo e pelo detalhismo. 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