{"id":2898,"date":"2023-06-12T06:00:00","date_gmt":"2023-06-12T06:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/webpreview.net.br\/barcinski\/?p=2898"},"modified":"2024-09-24T14:43:03","modified_gmt":"2024-09-24T17:43:03","slug":"pequeno-guia-do-cinema-iraniano","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/webpreview.net.br\/barcinski\/pequeno-guia-do-cinema-iraniano\/","title":{"rendered":"Pequeno guia do cinema iraniano"},"content":{"rendered":"\n<p>Nos \u00faltimos 40 anos, o cinema iraniano tem se destacado como um dos mais criativos e emocionantes do mundo. Inspirados principalmente pelo neorrealismo italiano dos anos 1940, cineastas t\u00eam realizado filmes baratos e que tratam, quase sempre, de pessoas comuns e hist\u00f3rias simples, mas que relatam grandes dramas humanos.<\/p>\n\n\n\n<p>Aqui vai, sem ordem de prefer\u00eancia, uma lista de seis grandes nomes do cinema iraniano e alguns de seus melhores filmes. Tomei cuidado para indicar t\u00edtulos que podem ser encontrados no streaming ou Youtube.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>ABBAS KIAROSTAMI<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Onde Fica a Casa do Meu Amigo? (1987) <\/strong>Kiarostami (1940-2016) j\u00e1 tinha quase 50 anos quando despontou como um grande nome do cinema mundial gra\u00e7as a filmes humanistas como esse, inspirados no neorrealismo de De Sica e Rosselini. Hist\u00f3ria simples e comovente sobre um menino que procura o amigo para devolver o caderno que pegou por engano. Dispon\u00edvel no Globoplay e MUBI.<\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Close-Up (1990)<\/strong> Filmado num estilo documental, conta a hist\u00f3ria de um cin\u00e9filo t\u00e3o obcecado pelo trabalho do cineasta iraniano Mohsen Makhmalbaf que se faz passar por ele e acaba preso.<\/p>\n\n\n\n<iframe loading=\"lazy\" width=\"560\" height=\"315\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/TpUjaxZL04w\" title=\"YouTube video player\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" allowfullscreen><\/iframe>\n\n\n\n<p><strong>Gosto de Cereja (1997)<\/strong> Obra-prima sobre um homem que procura algu\u00e9m disposto a enterr\u00e1-lo depois que ele cometer suic\u00eddio.<\/p>\n\n\n\n<iframe loading=\"lazy\" width=\"560\" height=\"315\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/sfvCEFpeK0M\" title=\"YouTube video player\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" allowfullscreen><\/iframe>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p><strong>JAFAR PANAHI<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>O Bal\u00e3o Branco (1995)<\/strong> Recentemente, o cineasta foi centro de uma como\u00e7\u00e3o mundial ao fazer greve de fome para protestar contra a sua absurda pris\u00e3o por \u201cperturba\u00e7\u00e3o da ordem p\u00fablica\u201d. O protesto funcionou e Panahi foi solto. Em sua estreia (com roteiro de Abbas Kiarostami), ele dirigiu essa pequena joia neorrealista sobre uma menina que tenta convencer a m\u00e3e a comprar um peixe dourado. Mas a hist\u00f3ria n\u00e3o importa tanto quanto os personagens e os relatos da vida num bairro pobre de Teer\u00e3.<\/p>\n\n\n\n<iframe loading=\"lazy\" width=\"560\" height=\"315\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/msT7ZMFZuik\" title=\"YouTube video player\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" allowfullscreen><\/iframe>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p><strong>T\u00e1xi Teer\u00e3 (2015)<\/strong> Neste grande e inventivo filme, vencedor do Urso de Ouro em Berlim, Panahi se finge de taxista e mostra, num estilo que lembra bastante o do cineasta brasileiro Eduardo Coutinho, as rea\u00e7\u00f5es e opini\u00f5es de pessoas comuns.<\/p>\n\n\n\n<iframe loading=\"lazy\" width=\"560\" height=\"315\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/sA3SE30pOqQ\" title=\"YouTube video player\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" allowfullscreen><\/iframe>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p><strong>MOHSEN MAKHMALBAF<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Infelizmente, est\u00e1 dif\u00edcil achar t\u00edtulos de Makhmalbaf no Brasil. Se conseguir, assista a Kandahar (2001), um dos filmes mais tristes e comoventes que j\u00e1 vi. O \u00fanico que consegui achar foi <strong>O Presidente (2014)<\/strong>, esp\u00e9cie de vers\u00e3o iraniana de \u201cO Pr\u00edncipe e o Mendigo\u201d, de Mark Twain, sobre um presidente ditador que \u00e9 obrigado a abandonar o poder e, acompanhado do neto, experimenta a vida dura da popula\u00e7\u00e3o. Est\u00e1 na Apple TV, Looke e Google Play.<\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p><strong>SAMIRA MAKHMALBAF<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>A Ma\u00e7\u00e3 (1998)<\/strong> Filha do cineasta Mohsen Makhmalbaf, Samira estreou no cinema com essa pequena joia sobre duas irm\u00e3s pequenas que s\u00e3o presas por mais de uma d\u00e9cada numa casa. Triste e lindo.<\/p>\n\n\n\n<iframe loading=\"lazy\" width=\"560\" height=\"315\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/_tIqMtP77BE\" title=\"YouTube video player\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" allowfullscreen><\/iframe>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p><strong>MAJID MAJIDI<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Filhos do Para\u00edso (1997)<\/strong> Possivelmente inspirado em \u201cA \u00c1rvore dos Tamancos\u201d (1978), espetacular filme do italiano Ermanno Olmi, esse filme, indicado ao Oscar de Melhor Filme Estrangeiro, conta a saga de dois irm\u00e3os, um menino de nove anos e uma menina de seis, que tentam reaver um par de sapatos levados por engano por um andarilho. Dispon\u00edvel no Youtube em c\u00f3pia dublada:<\/p>\n\n\n\n<iframe loading=\"lazy\" width=\"560\" height=\"315\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/Z3Gs_wYgBDg\" title=\"YouTube video player\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" allowfullscreen><\/iframe>\n\n\n\n<p>Algum iluminado fez uma lista no Youtube com v\u00e1rios filmes de Majidi legendados em ingl\u00eas (<a href=\"https:\/\/www.youtube.com\/playlist?list=PLjp9cDM5tlPrf9fKBRON9HbYqbn0LDB4I\">clique aqui<\/a>). Recomendo \u201cBaran\u201d (2001).<\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p><strong>ASGHAR FARHADI<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Maior nome do cinema iraniano contempor\u00e2neo \u2013 e, na minha opini\u00e3o, um dos maiores cineastas em atividade no mundo \u2013 Farhadi faz dramas intrincados e incrivelmente bem escritos, em que acontecimentos banais do dia a dia se transformam em hist\u00f3rias familiares dilacerantes. Meus tr\u00eas prediletos dele s\u00e3o:<\/p>\n\n\n\n<p><strong>A Separa\u00e7\u00e3o (2011)<\/strong> Dispon\u00edvel no MUBI.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Her\u00f3i (2021)<\/strong> Dispon\u00edvel no Globoplay, Google Play, Amazon e Apple TV.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>O Passado (2013)<\/strong> Dispon\u00edvel no Belas Artes \u00e0 La Carte<\/p>\n\n\n\n<p>Uma \u00f3tima semana a todas e todos.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Nos \u00faltimos 40 anos, o cinema iraniano tem se destacado como um dos mais criativos e emocionantes do mundo. Inspirados principalmente pelo neorrealismo italiano dos anos 1940, cineastas t\u00eam realizado filmes baratos e que tratam, quase sempre, de pessoas comuns e hist\u00f3rias simples, mas que relatam grandes dramas humanos. 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