{"id":2821,"date":"2023-05-09T19:00:04","date_gmt":"2023-05-09T19:00:04","guid":{"rendered":"https:\/\/webpreview.net.br\/barcinski\/?p=2821"},"modified":"2024-09-24T14:43:03","modified_gmt":"2024-09-24T17:43:03","slug":"rita-lee-adeus-a-nossa-diva-pop","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/webpreview.net.br\/barcinski\/rita-lee-adeus-a-nossa-diva-pop\/","title":{"rendered":"Rita Lee: adeus \u00e0 nossa diva pop"},"content":{"rendered":"\n<p>Boa parte dos textos publicados hoje sobre Rita Lee a celebram, com justi\u00e7a, como um dos maiores nomes do rock brasileiro. Mas a Rita \u201croqueira\u201d \u00e9 s\u00f3 parte da hist\u00f3ria.<\/p>\n\n\n\n<p>Sempre vi Rita Lee como uma das mais ecl\u00e9ticas criadoras de nossa m\u00fasica. A rigor, ela n\u00e3o foi \u201croqueira\u201d nem na fase dos Mutantes, porque era a mosca na sopa da ala \u201crocker\u201d da banda, formada por Sergio e Arnaldo.<\/p>\n\n\n\n<p>S\u00e3o famosas as brigas que culminaram com a expuls\u00e3o de Rita dos Mutantes, justamente por se opor \u00e0 guinada progressiva que os irm\u00e3os queriam impingir ao grupo.<\/p>\n\n\n\n<p>O curioso \u00e9 que Rita saiu dos Mutantes e viveu alguns poucos anos de ortodoxia roqueira com o Tutti Frutti. Ali, sim, ela foi a \u201crainha do rock\u201d, em discos pesados e divertidos, mas que abriam m\u00e3o da inventividade sonora que ela criou com os Mutantes.<\/p>\n\n\n\n<p>Nunca vi os Mutantes como uma banda de rock. Claro, ali estava o visual cabeludo e as figuras marcantes da contracultura brasileira, mas a banda era criativa demais para se limitar a um g\u00eanero espec\u00edfico. Ouvir os primeiros discos dos Mutantes \u00e9 um deslumbramento constante, uma sensa\u00e7\u00e3o \u00fanica de que tudo era poss\u00edvel.<\/p>\n\n\n\n<p>Aquela molecada (\u00e9 impressionante lembrar que Rita tinha 21 anos e Arnaldo, 20, quando saiu o LP de estreia) misturava rock, progressivo, m\u00fasica caipira, hard rock, modinha, experimentos eletr\u00f4nicos e tudo que havia de mais moderno nas vanguardas musicais, criando um som \u00fanico e em perfeita sintonia com as mentes mais abertas do pop internacional. N\u00e3o \u00e8 \u00e0 toa que os discos n\u00e3o venderam nada no Brasil; eles estavam MUITO \u00e0 frente do que se fazia por aqui.<\/p>\n\n\n\n<p>Depois de sair dos Mutantes, Rita se transformou: primeiro, na j\u00e1 citada rainha do rock e, depois, na maior figura feminina do pop brasileiro. &nbsp;Os discos que ela e Roberto de Carvalho gravaram na virada dos anos 80, com megahits como \u201cCaso S\u00e9rio\u201d, \u201cMeu Doce Vampiro\u201d, \u201cLan\u00e7a-Perfume\u201d e \u201cBanheira de Espuma\u201d, elevaram o padr\u00e3o de qualidade de nosso pop, com m\u00fasicas extremamente bem feitas e bem produzidas.<\/p>\n\n\n\n<p>Guto Gra\u00e7a Mello, o genial produtor que ajudou Rita e Roberto, chama aquela fase de \u201cOs boleros da Rita\u201d, e ele tem raz\u00e3o: foi quando ela abandonou o rock e vendeu milh\u00f5es com baladonas de FM, verdadeiros boleros eletrificados que ca\u00edram como uma luva na programa\u00e7\u00e3o das nascentes FMs. E Rita, com seu humor, escracho e beleza, capitaneava tudo com o carisma das grandes estrelas e a seguran\u00e7a de uma veterana que j\u00e1 havia passado por tudo. Aos trinta e poucos anos, ela tinha virado diva. Nossa diva pop.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Boa parte dos textos publicados hoje sobre Rita Lee a celebram, com justi\u00e7a, como um dos maiores nomes do rock brasileiro. Mas a Rita \u201croqueira\u201d \u00e9 s\u00f3 parte da hist\u00f3ria. Sempre vi Rita Lee como uma das mais ecl\u00e9ticas criadoras de nossa m\u00fasica. 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