{"id":2717,"date":"2023-03-18T06:00:00","date_gmt":"2023-03-18T06:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/webpreview.net.br\/barcinski\/?p=2717"},"modified":"2024-09-02T12:44:19","modified_gmt":"2024-09-02T15:44:19","slug":"do-arquivo-os-casais-mais-legais-do-rock","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/webpreview.net.br\/barcinski\/do-arquivo-os-casais-mais-legais-do-rock\/","title":{"rendered":"Do Arquivo: Os casais mais legais do rock"},"content":{"rendered":"\n<p>Acho que nunca escrevi no blog sobre a vida pessoal de ningu\u00e9m, mas tenho de dizer quer fiquei bem triste com a not\u00edcia da separa\u00e7\u00e3o de Kim Gordon e Thurston Moore, do Sonic Youth.<\/p>\n\n\n\n<p>Os dois estavam casados h\u00e1 27 anos. Achei que acabariam seus dias velhinhos, tocando suas velhas Jazzmasters sentados em cadeiras de balan\u00e7o, vendo os netos brincando no quintal. Uma pena.<\/p>\n\n\n\n<p>Resolvi fazer uma lista dos casais mais bacanas do rock. Veja bem, s\u00e3o os casais mais <em>legais<\/em>, n\u00e3o os mais famosos ou conturbados. Nada de Sid &amp; Nancy ou Ike &amp; Tina Turner. Prefiro casais que n\u00e3o se esfaqueiem.<\/p>\n\n\n\n<p>Em ordem crescente, meus casais prediletos do rock. Fa\u00e7a sua lista e compare:<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Chrissie Hynde e Ray Davies<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Durou pouco \u2013 tr\u00eas, quatro anos \u2013 e rendeu uma filha, mas o romance, ao que tudo indica, n\u00e3o foi dos mais felizes. Chrissie e Ray quase se casaram. Chegaram a ir ao cart\u00f3rio, mas o escriv\u00e3o se recusou a cas\u00e1-los porque eles estavam brigando demais. S\u00f3 fica a pergunta: por que n\u00e3o gravaram juntos? J\u00e1 imaginou um disco pop reunindo Pretenders e Kinks?<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Mary Ford e Les Paul<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Um romance de 18 anos (1946-1964) e que acabou num div\u00f3rcio feio. Mas vendo os clipes dos dois na TV americana, parecem o casal mais feliz do mundo. O que a m\u00fasica n\u00e3o faz&#8230;<\/p>\n\n\n\n<p><strong>PJ Harvey e Nick Cave<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Esse durou pouco mesmo, e quase acabou com a carreira de Cave. Ele ficou t\u00e3o arrasado com o fora que exorcizou o fim do romance no disco \u201cThe Boatman\u2019s Call\u201d. O disco tem v\u00e1rias men\u00e7\u00f5es a PJ, a mais \u00f3bvia em \u201cWest Country Girl\u201d: \u201ccom seu sorriso torto e seu rosto em formato de cora\u00e7\u00e3o&#8230;\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Debbie Harry e Chris Stein<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Ela era a musa da cena do CBGB\u2019s, gostos\u00edssima e sexy. Ele era um nerd, obcecado por magia negra e ocultismo. Foram \u201co\u201d casal nova-iorquino da segunda metade dos anos 70. Tudo acabou, pelo menos romanticamente, no in\u00edcio dos anos 90. Musicalmente, continua at\u00e9 hoje. \u201cNunca vamos ficar longe um do outro\u201d. Disse Stein. \u201cTenho certeza que nos conhecemos de vidas passadas\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Marianne Faithfull e Mick Jagger<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>J\u00e1 existiu um casal mais glamoroso que esse? Dif\u00edcil. Dois g\u00eanios explosivos e dif\u00edceis, num romance que terminou com Marianne arrasada, falida e viciada em hero\u00edna, mas que inspirou Jagger a escrever algumas das m\u00fasicas eternas dos Stones, como \u201cYou Can\u2019t Always Get What You Want\u201d e \u201cWild Horses\u201d. Marianne co-escreveu \u201cSister Morphine\u201d, e foi indiretamente respons\u00e1vel por \u201cSympathy for the Devil\u201d, ao apresentar a Mick o livro \u201cO Mestre e a Margarida\u201d, do russo Mikhail Bulgakov, que o inspirou a escrever a m\u00fasica.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>June Carter e Johnny Cash<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Quando eles se conheceram, eram casados com outras pessoas. Isso foi em meados dos anos 50. Mas foi s\u00f3 em 1968 que June aceitou casar-se com Johnny. Ele era teimoso: pelo menos trinta vezes, havia pedido a m\u00e3o da mo\u00e7a. At\u00e9 que ela aceitou, em cima de um palco, durante um show. Ficaram juntos por 35 anos, superando drogas, \u00e1lcool e doen\u00e7as. Johnny Cash morreu em 2003.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Poison Ivy e lux Interior (The Cramps)<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Sacramento, Calif\u00f3rnia, 1972. O estudante Erick Lee Purkisher sai de uma aula na faculdade e v\u00ea uma aluna pedindo carona. Ela \u00e9 Kristy Marlana Wallis, est\u00e1 usando \u201cum shortinho apertado, com um buraco na bunda, por onde se v\u00ea uma calcinha vermelha\u201d. Paix\u00e3o \u00e0 primeira vista. No dia seguinte, descobrem que est\u00e3o na mesma aula: \u201cArte e shamanismo\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Por 37 anos, at\u00e9 a morte de Lux, em 2009, foram o casal perfeito do rock: lindos, loucos e apaixonados. Filhos? S\u00f3 um, o Cramps. Mas que deixou milh\u00f5es de netos por a\u00ed&#8230;<\/p>\n\n\n\n<p>Um \u00f3timo s\u00e1bado!<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Acho que nunca escrevi no blog sobre a vida pessoal de ningu\u00e9m, mas tenho de dizer quer fiquei bem triste com a not\u00edcia da separa\u00e7\u00e3o de Kim Gordon e Thurston Moore, do Sonic Youth. Os dois estavam casados h\u00e1 27 anos. 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