{"id":2422,"date":"2022-11-09T06:00:00","date_gmt":"2022-11-09T06:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/webpreview.net.br\/barcinski\/?p=2422"},"modified":"2024-09-02T12:44:21","modified_gmt":"2024-09-02T15:44:21","slug":"tributo-a-mimi-parker","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/webpreview.net.br\/barcinski\/tributo-a-mimi-parker\/","title":{"rendered":"Tributo a Mimi Parker"},"content":{"rendered":"\n<p>O mundo do rock alternativo foi abalado esses dias com a not\u00edcia da morte de Mimi Parker, cantora e baterista do trio norte-americano Low. Parker morreu aos 55 anos, de c\u00e2ncer no ov\u00e1rio.<\/p>\n\n\n\n<p>Parker e o marido, o cantor e guitarrista Alan Sparhawk, criaram o Low em 1993, na cidade portu\u00e1ria de Duluth, no estado do Minnesota. Eles se conhecem desde os 9 ou 10 anos de idade e estavam juntos desde ent\u00e3o. T\u00eam duas crian\u00e7as, s\u00e3o m\u00f3rmons, e gravaram 13 LPs com o Low.<\/p>\n\n\n\n<p>O Low \u00e9 daquelas bandas que nunca estourou comercialmente, mas \u00e9 adorada por um pequeno e obcecado s\u00e9quito. No in\u00edcio dos anos 90, quando o <em>indie rock<\/em> estava tomado pela agressividade do \u201cgrunge\u201d, eles surgiram fazendo um som espartano e minimalista, com can\u00e7\u00f5es atmosf\u00e9ricas e de vocais quase sussurrados. Seu estilo foi batizado de \u201cslowcore\u201d, nome que Parker e Sparkawk nunca adotaram.<\/p>\n\n\n\n<p>Vi o Low ao vivo pela primeira vez em 1996 ou 1997, na turn\u00ea do terceiro LP, \u201cThe Curtain Hits the Cast\u201d. Era impressionante a maneira como Parker e Sparhawk dividiam os vocais, num jogral harm\u00f4nico de efeito fantasmag\u00f3rico.<\/p>\n\n\n\n<p>Veja a banda tocando ao vivo num programa de TV em 1996:<\/p>\n\n\n\n<iframe loading=\"lazy\" width=\"560\" height=\"315\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/7088HRmhNaE\" title=\"YouTube video player\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture\" allowfullscreen><\/iframe>\n\n\n\n<p>Em 2001, a banda lan\u00e7ou um disco marcante, \u201cThings We Lost in the Fire\u201d, produzido por Steve Albini. O LP era t\u00e3o bom que, cinco anos depois, j\u00e1 estava sendo homenageado, com shows em que era tocado na \u00edntegra, dentro da se\u00e7\u00e3o \u201cDon\u2019t Look Back\u201d do festival All Tomorrow\u2019s Parties, que celebrava discos cl\u00e1ssicos.<\/p>\n\n\n\n<p>Ao longo desses quase 30 anos, o Low trocou v\u00e1rias vezes de baixista, mas o Parker e Sparhawk sempre estiveram l\u00e1. Nos anos 2000, a banda enveredou por um caminho mais eletr\u00f4nico e ainda mais experimental. Seus dois discos mais recentes est\u00e3o entre os melhores da banda: \u201cDouble Negative\u201d (2018) e \u201cHey What\u201d (2021).<\/p>\n\n\n\n<p>Aqui vai um show que j\u00e1 vi in\u00fameras vezes no Youtube: Low na turn\u00ea de lan\u00e7amento de \u201cDouble Negative\u201d, tocando no seu estado natal de Minnesota:<\/p>\n\n\n\n<iframe loading=\"lazy\" width=\"560\" height=\"315\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/I45V99gx25Y\" title=\"YouTube video player\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture\" allowfullscreen><\/iframe>\n\n\n\n<p>E aqui, a incr\u00edvel \u201cHey\u201d, do \u00e1lbum \u201cHey What\u201d, com sua guinada eletr\u00f4nica\/noise:<\/p>\n\n\n\n<iframe loading=\"lazy\" width=\"560\" height=\"315\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/uLYmrHBzMqI\" title=\"YouTube video player\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture\" allowfullscreen><\/iframe>\n\n\n\n<p>No domingo, dia 6 de novembro, Alan Sparhawk escreveu na conta de Twitter da banda: \u201cAmigos, \u00e9 dif\u00edcil resumir o universo em palavras. Ela se foi ontem \u00e0 noite, cercada por fam\u00edlia e amor. Mantenha o nome dela pr\u00f3ximo e sagrado. Divida esse momento com algu\u00e9m que precisa de voc\u00ea. O amor \u00e9, de fato, a coisa mais importante\u201d. Em seguida, amigos e admiradores, incluindo Maynard James Keenan (Tool), Geoff Barrow (Portishead, Beak), Steve Albini, Sigur R\u00f3s e Mogwai escreveram sobre a influ\u00eancia de Mimi Parker e do Low em suas vidas e m\u00fasica.<\/p>\n\n\n\n<p>Mas o tributo mais comovente ocorreu no pr\u00f3prio domingo, em Glasgow, na Esc\u00f3cia, quando Robert Plant e sua banda, Saving Grace, homenagearam Mimi com uma linda vers\u00e3o da m\u00fasica \u201cMonkey\u201d. Plant \u00e9 um velho f\u00e3 do Low e j\u00e1 havia cantando \u201cEverybody\u2019s Song\u201d em show. Veja Plant e banda tocando \u201cMonkey\u201d:<\/p>\n\n\n\n<iframe loading=\"lazy\" width=\"560\" height=\"315\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/SawQl67koxo\" title=\"YouTube video player\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture\" allowfullscreen><\/iframe>\n\n\n\n<p>E ou\u00e7am Low. \u00c9 um caminho sem volta.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O mundo do rock alternativo foi abalado esses dias com a not\u00edcia da morte de Mimi Parker, cantora e baterista do trio norte-americano Low. Parker morreu aos 55 anos, de c\u00e2ncer no ov\u00e1rio. 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