{"id":2412,"date":"2022-11-07T06:00:00","date_gmt":"2022-11-07T06:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/webpreview.net.br\/barcinski\/?p=2412"},"modified":"2024-09-02T12:44:21","modified_gmt":"2024-09-02T15:44:21","slug":"dez-filmes-que-inspiraram-a-nova-hollywood","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/webpreview.net.br\/barcinski\/dez-filmes-que-inspiraram-a-nova-hollywood\/","title":{"rendered":"Dez filmes que inspiraram a Nova Hollywood"},"content":{"rendered":"\n<p>Semana passada, no curso \u201cCassavetes, Fuller e Corman: Pioneiros da Nova Hollywood\u201d, falamos de filmes e cineastas que prenunciaram a era de ouro do cinema americano dos anos 70, que revelou nomes como Coppola, Scorsese, Bogdanovich e tantos outros.<\/p>\n\n\n\n<p>Prometi fazer uma lista de dez filmes anteriores \u00e0 Nova Hollywood, mas que influenciaram o movimento. Eu j\u00e1 havia escolhido cinco numa coluna para o UOL, em 2020, e agora adicionei mais cinco. Privilegiei t\u00edtulos encontr\u00e1veis em streamings ou mesmo no Youtube. Em ordem cronol\u00f3gica:<\/p>\n\n\n\n<p><strong>The Man With the Golden Arm (O Homem do Bra\u00e7o de Ouro, 1955), de Otto Preminger<\/strong>: Em um de seus melhores pap\u00e9is no cinema (para muitos, o melhor), Frank Sinatra faz um viciado que sai da cadeia e tenta manter-se longe de problemas \u2013 e das drogas. Dispon\u00edvel no Youtube, numa c\u00f3pia meia boca, mas legendada.<\/p>\n\n\n\n<iframe loading=\"lazy\" width=\"560\" height=\"315\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/fmpzWLIO5pU\" title=\"YouTube video player\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture\" allowfullscreen=\"\"><\/iframe>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Psicose (1960), de Alfred Hitchcock<\/strong>: \u00c9 imposs\u00edvel ver Norman Bates e n\u00e3o pensar como o personagem de Anthony Perkins &#8211; insano, paranoico, maquiav\u00e9lico &#8211; influenciou tantos filmes da Nova Hollywood. Hitchcock sempre foi um experimentalista e tentou novas maneiras de contar hist\u00f3rias, mas em &#8220;Psicose&#8221; ele atinge o auge de sua criatividade, seja na celebrada edi\u00e7\u00e3o da cena do chuveiro, ou na vertiginosa cena da morte de Arbogast na escadaria. \u00c9 dif\u00edcil imaginar o que seria da carreira de Brian De Palma sem ter visto esse filme. Dispon\u00edvel: Globoplay, Star+, Apple TV, Claro Video<\/p>\n\n\n\n\n\n<p><strong>The Intruder (1962), de Roger Corman<\/strong>: Mais conhecido como produtor e por ter dados os primeiros empregos a v\u00e1rios dos diretores da Nova Hollywood, Corman dirigiu, em 1962, esse drama sensacional em que William Shatner faz um racista no sul dos Estados Unidos. \u00c9 um dos filmes prediletos do pr\u00f3prio Corman, embora ele brinque que foi um dos \u00fanicos, entre as centenas de filmes que produziu, a perder dinheiro.<\/p>\n\n\n\n<iframe loading=\"lazy\" width=\"560\" height=\"315\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/gU8M-jlg-S8\" title=\"YouTube video player\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture\" allowfullscreen=\"\"><\/iframe>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Shock Corridor (Paix\u00f5es Que Alucinam, 1963), de Samuel Fuller<\/strong>:&nbsp; Um dos maiores rebeldes do cinema, Fuller foi um cineasta de hist\u00f3rias inusitadas e est\u00e9tica sensacionalista t\u00edpica dos tabloides policiais sangrentos que tanto o fascinavam. Em &#8220;Shock Corridor&#8221;, Peter Breck faz um jornalista que, para investigar um assassinato cometido dentro de um sanat\u00f3rio, resolve se fingir de louco e \u00e9 internado no local. Esse filme influenciou toda a Nova Hollywood, da paranoia de &#8220;A Conversa\u00e7\u00e3o&#8221; (Coppola) e &#8220;A Trama&#8221; (Alan J. Pakula), chegando a produ\u00e7\u00f5es mais recentes como &#8220;Ilha do Medo&#8221;, de Scorsese, que parece um tributo a Fuller.<\/p>\n\n\n\n<iframe loading=\"lazy\" width=\"560\" height=\"315\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/Qr7wViS6lN8\" title=\"YouTube video player\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture\" allowfullscreen=\"\"><\/iframe>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p><strong>To Kill a Mockingbird (O Sol \u00e9 Para Todos, 1963), de Robert Mulligan<\/strong>: Grande filme de tribunal sobre um advogado (Gregory Peck) que defende um homem negro, acusado de estuprar uma jovem branca. Dispon\u00edvel para loca\u00e7\u00e3o na Apple TV e Google Play.<\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Doctor Strangelove (Doutor Fant\u00e1stico, 1964), de Stanley Kubrick<\/strong>: A com\u00e9dia de Kubrick sobre a Guerra Fria trouxe a paranoia e um senso de humor bizarro que influenciariam demais a turma da Nova Hollywood. Dispon\u00edvel para loca\u00e7\u00e3o no Youtube Filmes.<\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p><strong>The Pawnbroker (O Homem do Prego, 1964), de Sidney Lumet<\/strong>:&nbsp; Rod Steiger faz Sol Nazerman, o solit\u00e1rio e taciturno dono de uma loja de penhores no Harlem, em Nova York. Sol \u00e9 assombrado por lembran\u00e7as de seus dias num campo de concentra\u00e7\u00e3o nazista e trata seu funcion\u00e1rio, de origem latina, com desprezo. Na verdade, Sol odeia toda a ra\u00e7a humana e v\u00ea o mundo como um lugar escuro e sem esperan\u00e7a. Eu corto um bra\u00e7o se Paul Schrader n\u00e3o viu esse filme v\u00e1rias vezes enquanto escrevia &#8220;Taxi Driver&#8221;, de Martin Scorsese. Dispon\u00edvel no Youtube, com legendas em espanhol<\/p>\n\n\n\n<iframe loading=\"lazy\" width=\"560\" height=\"315\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/36Sa2CSS3l0\" title=\"YouTube video player\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture\" allowfullscreen=\"\"><\/iframe>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Seconds (O Segundo Rosto, 1966), de John Frankenheimer<\/strong>: \u00daltimo filme de uma s\u00e9rie conhecida por &#8220;Trilogia da Paranoia&#8221; de Frankenheimer, depois de &#8220;The Manchurian Candidate&#8221; (1962) e &#8220;Seven Days in May&#8221; (1964), &#8220;Seconds&#8221; \u00e9 um estranh\u00edssimo e fascinante filme de mist\u00e9rio sobre um homem que aceita ganhar uma &#8220;nova vida&#8221; oferecida por uma empresa. O filme \u00e9 t\u00e3o impactante que, depois de assisti-lo, Brian Wilson, dos Beach Boys, teve um colapso nervoso, cancelou o lan\u00e7amento do \u00e1lbum &#8220;Smile&#8221;, sua obra-prima, e s\u00f3 voltou a entrar num cinema 16 anos depois, para ver &#8220;ET&#8221;. N\u00e3o consegui achar o filme em nenhum streaming nacional. O jeito \u00e9 baix\u00e1-lo, ou comprar a caixa &#8220;Cl\u00e1ssicos Sci-Fi Vol. 6&#8221;, da Vers\u00e1til.<\/p>\n\n\n\n\n\n<p><strong>The Shooting (1966), de Monte Hellman<\/strong>: No fim dos anos 60, v\u00e1rios diretores estavam experimentando com diferentes formas de fazer faroestes, tentando fugir dos clich\u00eas do g\u00eanero. Este filme mistura drama e a\u00e7\u00e3o, contando a hist\u00f3ria de um pistoleiro (o veterano Warren Oates) que \u00e9 contratado para levar uma mulher misteriosa para uma cidade e \u00e9 perseguido por um assassino s\u00e1dico (Jack Nicholson). Dispon\u00edvel no Youtube.<\/p>\n\n\n\n<iframe loading=\"lazy\" width=\"560\" height=\"315\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/vpIt5dYiENI\" title=\"YouTube video player\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture\" allowfullscreen=\"\"><\/iframe>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Faces (1968), de John Cassavetes<\/strong>: O filme \u00e9 de 1968 e estreou, portanto, quando a Nova Hollywood j\u00e1 era uma realidade. Mas a influ\u00eancia de Cassavetes nos jovens cineastas da Nova Hollywood come\u00e7ou com \u201cShadows\u201d (1959), filme que n\u00e3o inclu\u00ed por ser dif\u00edcil de achar. \u201cFaces\u201d tem o mesmo estilo \u201ccinema-verit\u00e9\u201d, filmado num estilo quase documental, e conta o drama da separa\u00e7\u00e3o de um casal (Lynn Carlin e Jon Marley). Se conseguir achar \u201cShadows\u201d, assista tamb\u00e9m, e entender\u00e1 por que Cassavettes \u00e9 considerado o &#8220;pai&#8221; do cinema independente americano. &#8220;Shadows&#8221; est\u00e1 no box &#8220;Cassavetes e a Nova Hollywood&#8221;, lan\u00e7ada pela Vers\u00e1til.<\/p>\n\n\n\n<iframe loading=\"lazy\" width=\"560\" height=\"315\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/GBiT7z24tsU\" title=\"YouTube video player\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture\" allowfullscreen=\"\"><\/iframe>\n\n\n\n<p>Uma \u00f3tima semana a todos.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Semana passada, no curso \u201cCassavetes, Fuller e Corman: Pioneiros da Nova Hollywood\u201d, falamos de filmes e cineastas que prenunciaram a era de ouro do cinema americano dos anos 70, que revelou nomes como Coppola, Scorsese, Bogdanovich e tantos outros. 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