{"id":2391,"date":"2022-10-26T06:00:00","date_gmt":"2022-10-26T06:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/webpreview.net.br\/barcinski\/?p=2391"},"modified":"2024-09-02T12:44:21","modified_gmt":"2024-09-02T15:44:21","slug":"manu-dibango-50-anos-de-um-classico-perdido-do-afrojazz","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/webpreview.net.br\/barcinski\/manu-dibango-50-anos-de-um-classico-perdido-do-afrojazz\/","title":{"rendered":"Manu Dibango: 50 anos de um cl\u00e1ssico perdido do afrojazz"},"content":{"rendered":"\n<p>Fran\u00e7a, 1971. O saxofonista e vibrafonista camaron\u00eas Manu Dibango, ent\u00e3o com 37 anos e j\u00e1 um nome importante do afrojazz, \u00e9 chamado por uma produtora de conte\u00fado de TV para gravar trilhas para uso em cinema, TV e publicidade.<\/p>\n\n\n\n<p>Em um est\u00fadio em Paris, Dibango re\u00fane sete m\u00fasicos da orquestra que o acompanha no programa de TV que apresenta, chamado \u201cPulsations\u201d, e d\u00e1 a ordem: \u201cVamos improvisar\u201d. Tr\u00eas dias depois, eles terminam 12 faixas, cada uma batizada com uma breve descri\u00e7\u00e3o do estilo da m\u00fasica: \u201cEncontro de saxes\u201d, \u201cFlauta com Groove\u201d, \u201cNatureza\u201d, e por a\u00ed vai.<\/p>\n\n\n\n<p>Lan\u00e7ado em 1972 como uma amostra de sons que poderiam ser usados comercialmente, o disco, \u201cAfrican Voodoo\u201d, acabou se tornando uma raridade. Redescoberto anos depois por colecionadores, virou um dos mais celebrados da carreira de Dibango, um exemplo de sua genialidade como compositor e improvisador.<\/p>\n\n\n\n<p>Ou\u00e7a a deslumbrante \u201cGroovy Flute\u201d, faixa que abre o disco:<\/p>\n\n\n\n<iframe loading=\"lazy\" width=\"560\" height=\"315\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/HpSv-6PgOcs\" title=\"YouTube video player\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture\" allowfullscreen><\/iframe>\n\n\n\n<p>Em \u201cAfrican Voodoo\u201d, Manu Dibango abre a caixa de ferramentas e mostra todo seu ecletismo. A base \u00e9 o afrojazz, claro, mas \u00e9 poss\u00edvel ouvir m\u00fasica latina, pop, rock e blues. Tudo improvisado. \u201cA ideia era que cada m\u00fasico tocasse o que estivesse passando por sua cabe\u00e7a\u201d, disse Dibango a um entrevistador, em 2008. \u201cDeixar fluir a criatividade e ampliar a imagina\u00e7\u00e3o\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>O sumi\u00e7o de \u201cAfrican Voodoo\u201d talvez possa ser explicado pelo estouro, no mesmo ano, 1972, da faixa \u201cSoul Makossa\u201d, que tornou Dibango um astro internacional do afrojazz. Dez anos depois, Michael Jackson surrupiou, na cara dura, o gancho \u201cMa ma-se, ma ma-sa, ma ma-kossa\u201d para a m\u00fasica \u201cWanna Be Startin&#8217; Somethin\u2019\u201d, do megahit \u201cThriller\u201d (Dibango e Jacko acabaram se acertando fora dos tribunais).<\/p>\n\n\n\n<iframe loading=\"lazy\" width=\"560\" height=\"315\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/UoMknhybAhU\" title=\"YouTube video player\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture\" allowfullscreen><\/iframe>\n\n\n\n<p>Dibango morou desde os 15 anos de idade na Fran\u00e7a e foi um dos maiores embaixadores da m\u00fasica africana pelo mundo. Morreu de Covid, em 2020, aos 86 anos.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Fran\u00e7a, 1971. 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