{"id":2343,"date":"2022-09-21T06:00:00","date_gmt":"2022-09-21T06:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/webpreview.net.br\/barcinski\/?p=2343"},"modified":"2024-09-02T12:44:21","modified_gmt":"2024-09-02T15:44:21","slug":"um-top-10-de-woody-allen","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/webpreview.net.br\/barcinski\/um-top-10-de-woody-allen\/","title":{"rendered":"Um Top 10 de Woody Allen"},"content":{"rendered":"\n<p>A semana come\u00e7ou agitada para f\u00e3s de Woody Allen: a revista \u201cVariety\u201d soltou uma mat\u00e9ria dizendo que o cineasta de 86 anos estaria se aposentando. No dia seguinte, o assessor de imprensa de Allen desmentiu a reportagem e disse que Allen apenas se queixou da crescente dificuldade que vem sentindo, nos \u00faltimos anos, para obter financiamento para seus filmes.<\/p>\n\n\n\n<p>A dificuldade adv\u00e9m, claro, da longa e dolorosa crucifica\u00e7\u00e3o p\u00fablica a que o cineasta tem sido submetido nos \u00faltimos anos, devido \u00e0s acusa\u00e7\u00f5es de que teria molestado sexualmente uma filha. Mesmo que duas investiga\u00e7\u00f5es policiais tenham inocentado Allen de qualquer crime, o massacre midi\u00e1tico e nas redes sociais prejudicou muito sua carreira. Escrevi sobre isso \u00e0 ocasi\u00e3o do lan\u00e7amento da magn\u00edfica autobiografia do cineasta, \u201cApropos of Nothing\u201d. Leia <a href=\"https:\/\/www.uol.com.br\/splash\/colunas\/andre-barcinski\/2020\/05\/05\/woody-allen.htm\">aqui<\/a>.<\/p>\n\n\n\n<p>Aproveito a \u2013 esperamos, falsa \u2013 not\u00edcia da aposentadoria de Allen para republicar um Top 10 pessoal que fiz em 2011. N\u00e3o sou grande f\u00e3 da fase inicial de Allen, com aquelas com\u00e9dias escrachadas tipo \u201cBananas\u201d. Tamb\u00e9m n\u00e3o me agradam os del\u00edrios pirandellianos de \u201cA Rosa P\u00farpura do Cairo\u201d ou o saudosismo \u201ckitsch\u201d de \u201cA Era do R\u00e1dio\u201d. Sempre preferi o Allen urbano e sat\u00edrico.&nbsp;Aqui vai a lista, em ordem crescente de prefer\u00eancia. Fa\u00e7a a sua e compare.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>10 \u2013 O Dorminhoco (Sleeper, 1973) \u2013&nbsp;<\/strong>Allen \u00e9 congelado em 1973 e ressuscitado 200 anos depois. &nbsp;Um filme do in\u00edcio da carreira de Allen e que n\u00e3o envelheceu mal. Sua vis\u00e3o sobre o futuro ainda \u00e9 hilariante.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>9 \u2013 Tiros na Broadway (Bullets Over Broadway, 1994) \u2013&nbsp;<\/strong>Farsa passada nos anos 20 sobre um dramaturgo (John Cusack, \u00f3timo como sempre) que, para viabilizar uma pe\u00e7a, se mete com g\u00e2ngsteres. Chazz Palminteri no papel de um g\u00e2ngster e Jennifer Tilly como a namorada de um chefe mafioso, est\u00e3o fant\u00e1sticos.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>8 \u2013 Poucas e Boas (Sweet and Lowdown, 1999) \u2013&nbsp;<\/strong>Quase ningu\u00e9m fala desse filme, que est\u00e1 entre os meus prediletos de Allen e \u00e9 inspirado em \u201cLa Strada\u201d, de Fellini. Sean Penn faz um genial e arrogante guitarrista de jazz, obcecado por Django Reinhardt.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>7 \u2013 Maridos e Esposas (Husbands and Wives, 1992) \u2013&nbsp;<\/strong>Mais um dos dramas\/com\u00e9dias de Allen em que m\u00faltiplas hist\u00f3rias e romances se intercalam. O elenco desse filme \u00e9 do outro mundo: Mia Farrow, Liam Neeson, Sidney Pollack, Juliette Lewis e a inigual\u00e1vel Judy Davis.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>6 \u2013 Zelig (1983)-&nbsp;<\/strong>Na \u00e9poca, \u201cZelig\u201d foi considerado um prod\u00edgio t\u00e9cnico em que Allen recriou a est\u00e9tica dos filmes-jornais dos anos 20 para fazer esse falso document\u00e1rio sobre um homem que absorve as personalidades e apar\u00eancia f\u00edsica de todos \u00e0 sua volta.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>5 \u2013 Broadway Danny Rose (1984) \u2013&nbsp;<\/strong>Outro filme considerado menor na carreira de Allen, mas que est\u00e1 entre meus favoritos. Filmado em preto e branco, conta a hist\u00f3ria de um agente teatral (Allen) fracassado que se mete com a mulher de um g\u00e2ngster, interpretada por Mia Farrow. Um dos filmes mais tristes do diretor.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>4 \u2013 Crimes e Pecados (Crimes and Misdemeanors, 1989) \u2013&nbsp;<\/strong>Com\u00e9dia\/drama de humor negro centrado na hist\u00f3ria de um m\u00e9dico respeitado (Martin Landau) que resolve matar a amante (Anjelica Huston).&nbsp; Allen est\u00e1 \u00f3timo no papel de um documentarista que disputa Mia Farrow com um arrogante e est\u00fapido executivo de TV (Alan Alda).<\/p>\n\n\n\n<p><strong>3 \u2013 Manhattan (1979) \u2013\u00a0<\/strong>Outro filme-tributo a Nova York, com algumas das sequ\u00eancias mais ic\u00f4nicas dos filmes de Allen. Dessa vez, ele faz um divorciado quarent\u00e3o que namora uma adolescente (Mariel Hemingway), mas que acaba de quatro pela mulher de um amigo, interpretada por Diane Keaton.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>2 \u2013 Hannah e Suas Irm\u00e3s (Hannah and her Sisters, 1986) \u2013&nbsp;<\/strong>Os romances e dramas de tr\u00eas irm\u00e3s \u2013 Mia Farrow, Dianne Wiest e Barbara Hershey \u2013 num dos filmes mais bem escritos e dirigidos de Allen. O elenco \u00e9 de chorar: Allen, Max Von Sydow, Michael Caine, Carrie Fisher e Julie Kavner (que depois faria a voz de Marge Simpson).<\/p>\n\n\n\n<p><strong>1 \u2013 Noivo Neur\u00f3tico, Noiva Nervosa (Annie Hall, 1977) \u2013&nbsp;<\/strong>O filme mais marcante da carreira de Allen e que estabeleceu sua marca registrada: com\u00e9dias sofisticadas sobre as neuroses e amores de nova-iorquinos sofisticados. Co-escrito pelo carioca Marshall Brickmann.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A semana come\u00e7ou agitada para f\u00e3s de Woody Allen: a revista \u201cVariety\u201d soltou uma mat\u00e9ria dizendo que o cineasta de 86 anos estaria se aposentando. 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