{"id":2306,"date":"2022-09-05T06:00:00","date_gmt":"2022-09-05T06:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/webpreview.net.br\/barcinski\/?p=2306"},"modified":"2024-09-02T12:44:35","modified_gmt":"2024-09-02T15:44:35","slug":"elvis-em-dose-dupla-ficcao-e-nao-ficcao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/webpreview.net.br\/barcinski\/elvis-em-dose-dupla-ficcao-e-nao-ficcao\/","title":{"rendered":"Elvis em dose dupla: fic\u00e7\u00e3o e n\u00e3o-fic\u00e7\u00e3o"},"content":{"rendered":"\n<p>Acaba de estrear na HBO Max o filme \u201cElvis\u201d, de Baz Luhrman (\u201cMoulin Rouge\u201d, \u201cRomeu e Julieta\u201d). Como todos os trabalhos de Luhrman, este desfila uma est\u00e9tica <em>kitsch<\/em> e uma tend\u00eancia a exagerar no melodrama. Mas, no caso de Elvis, a coisa funciona.<\/p>\n\n\n\n<iframe loading=\"lazy\" width=\"560\" height=\"315\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/0vXTcMkSzdI\" title=\"YouTube video player\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture\" allowfullscreen=\"\"><\/iframe>\n\n\n\n<p>H\u00e1 algumas semanas, escrevi sobre o filme para o site \u201cLado B\u201d:<\/p>\n\n\n\n<p><em>Talvez porque Luhrmann tenha encontrado, na figura do cantor mais famoso do mundo, um tema que casa perfeitamente com seu estilo visual. Afinal, Elvis n\u00e3o \u00e9 s\u00f3 kitsch, ele praticamente inventou a est\u00e9tica kitsch, ou pelo menos a popularizou, especialmente em sua fase em Las Vegas, que vai do fim dos anos 60 at\u00e9 a morte do cantor, em 1977 (&#8230;) A carreira de Elvis foi adornada por tantas narrativas l\u00fadicas e fantasiosas \u2013 o menino pobre que fez a m\u00fasica para a m\u00e3e, os quadris rebolativos que deixaram adolescentes molhadas, o amor pelos sons negros do gospel e blues \u2013 que os exageros est\u00e9ticos de Luhrmann n\u00e3o pare\u00e7am estranhos ou fora de lugar. Luhrmann entende o universo presleyano.<\/em><\/p>\n\n\n\n<p>Leia a cr\u00edtica completa <a href=\"https:\/\/revistaladob.com.br\/critica-elvis\/\">aqui<\/a>.<\/p>\n\n\n\n<p>Al\u00e9m do filme de Luhrman, a HBO Max traz um excelente document\u00e1rio sobre Elvis: \u201cThe Searcher\u201d. Dirigido por Thom Zinny, que fez docs com Bruce Springsteen, o filme \u00e9 dividido em duas partes, tem cenas de arquivo de cair o queixo e depoimentos marcantes de pessoas do c\u00edrculo \u00edntimo de Elvis, como a esposa, Priscilla, e o guitarrista Scotty Moore. Admiradores famosos &#8211; Bruce Springsteen, Emmylou Harris, Tom Petty, entre v\u00e1rios outros &#8211; fazem fila para falar do astro.<\/p>\n\n\n\n<iframe loading=\"lazy\" width=\"560\" height=\"315\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/iPS3Nkep660\" title=\"YouTube video player\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture\" allowfullscreen=\"\"><\/iframe>\n\n\n\n<p>Vele muito a pena fazer uma sess\u00e3o dupla com \u201cThe Searcher\u201d e \u201cElvis\u201d. E eu veria o document\u00e1rio primeiro, at\u00e9 para ter uma ideia melhor das liberdades hist\u00f3ricas que o filme de Luhrman tomou.<\/p>\n\n\n\n<p>J\u00e1 trabalhei em projetos documentais e em filmes dram\u00e1ticos adaptados de biografias, e n\u00e3o vejo problema algum quando a fic\u00e7\u00e3o, mesmo que biogr\u00e1fica, mude a narrativa para servir melhor \u00e0 hist\u00f3ria. O que a fic\u00e7\u00e3o biogr\u00e1fica n\u00e3o deve fazer, na minha opini\u00e3o, \u00e9 mudar o perfil do personagem, passando uma imagem que n\u00e3o corresponde \u00e0 realidade. J\u00e1 fazer adapta\u00e7\u00f5es na ordem de epis\u00f3dios biogr\u00e1ficos, condensar mais de um personagem em uma figura central ou inverter ordens de acontecimentos, acho que n\u00e3o s\u00e3o pecados mortais, se ajudarem o filme a contar a hist\u00f3ria de forma mais clara.<\/p>\n\n\n\n<p>Um bom exemplo \u00e9 \u201cBohemian Rhapsody\u201d, o filme sobre Freddie Mercury e o Queen. Conhecedores da obra da banda chiaram com alguns \u201cerros\u201d na hist\u00f3ria, mas o fato \u00e9 que, para a imensa maioria dos espectadores, o que ficou foi a comovente hist\u00f3ria de um jovem e talentoso cantor que fez sucesso mundial, experimentou todos os excessos da vida de um popstar e, no fim, morreu de uma doen\u00e7a terr\u00edvel. \u201cBohemian Rhapsody\u201d n\u00e3o \u00e9 um document\u00e1rio e n\u00e3o se vendeu como um empreendimento jornal\u00edstico. \u00c9 um filme de fic\u00e7\u00e3o, feito para entreter e emocionar. E fez isso com muita compet\u00eancia. Assim como faz o \u201cElvis\u201d de Baz Luhrman.<\/p>\n\n\n\n<p>Um \u00f3timo feriado a todas e todos. O blog volta sexta, dia 9. <\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Acaba de estrear na HBO Max o filme \u201cElvis\u201d, de Baz Luhrman (\u201cMoulin Rouge\u201d, \u201cRomeu e Julieta\u201d). 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