{"id":2291,"date":"2022-08-27T06:00:00","date_gmt":"2022-08-27T06:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/webpreview.net.br\/barcinski\/?p=2291"},"modified":"2024-09-02T12:44:35","modified_gmt":"2024-09-02T15:44:35","slug":"do-arquivo-um-top-10-de-ettore-scola","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/webpreview.net.br\/barcinski\/do-arquivo-um-top-10-de-ettore-scola\/","title":{"rendered":"Do Arquivo: Um Top 10 de Ettore Scola"},"content":{"rendered":"\n<p><strong>O texto foi publicado originalmente em janeiro de 2016, quando Scola morreu em Roma, aos 84 anos.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Scola dirigiu filmes extraordin\u00e1rios, mas de vez em quando exagerava na sacarina e tinha uma tend\u00eancia ao melodram\u00e1tico (n\u00e3o aguento ver dez minutos de \u201cO Baile\u201d, por exemplo). Prefiro suas com\u00e9dias mais realistas e \u201cp\u00e9 no ch\u00e3o\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Aqui v\u00e3o, em ordem cronol\u00f3gica, meus dez filmes prediletos de Scola:<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Conseguir\u00e3o nosso Her\u00f3is Encontrar o Amigos Misteriosamente Desaparecido na \u00c1frica? (1968): <\/strong>O impag\u00e1vel Alberto Sordi faz um rico industrial, entediado com a vida corporativa, que parte para a \u00c1frica em companhia de seu assistente (interpretado pelo engra\u00e7ad\u00edssimo Bernard Blier, pai do cineasta franmc\u00eas Bertrand Blier) para procurar um parente desaparecido. Engra\u00e7ado demais. Para melhorar, se passa em Angola, e os personagens africanos falam portugu\u00eas.<\/p>\n\n\n\n<iframe loading=\"lazy\" width=\"560\" height=\"315\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/JNVxCVZZ8fk\" title=\"YouTube video player\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture\" allowfullscreen><\/iframe>\n\n\n\n<p><strong>Ci\u00fame \u00e0 Italiana (1970)<\/strong>: Qualquer filme reunindo Monica Vitti, Marcello Mastroianni e Giancarlo Giannini precisa ser visto. Este com\u00e9dia foi escrita pela dupla de roteiristas Age &amp; Scarpelli.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Rocco Papaleo (1971):<\/strong> Um filme estranho e bonito coescrito por Ruggero Maccari (autor de com\u00e9dias cl\u00e1ssicas do cinema italiano, como \u201cAquele que Sabe Viver\u201d, de Dino Risi) sobre um pobre siciliano, interpretado por Marcello Mastroianni, que vai a Chicago ver uma luta e acaba se envolvendo com uma top model, vivida por Lauren Hutton. Saiu em DVD no Brasil recentemente.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>A Mais Bela Noite da Minha Vida (1972): <\/strong>Um filme diferente dentro do curr\u00edculo de Scola. Trata-se de um drama sobre homens que se encontram em uma hospedaria numa noite, baseado no soturno conto \u201cA Pane\u201d, do su\u00ed\u00e7o Friedrich Durrenmatt (li em ingl\u00eas, com o t\u00edtulo de \u201cTraps\u201d, e recomendo demais).<\/p>\n\n\n\n<p><strong>N\u00f3s que nos Am\u00e1vamos Tanto (1974)<\/strong>: A nostalgia \u00e9 um dos temas recorrentes do cinema de Scola, e aqui ele conta a hist\u00f3ria de tr\u00eas amigos (Vittorio Gassman, Nino Manfredi e Stefano Satta Flores) que lutam contra os nazistas e depois se reencontram, muitos anos depois, para relembrar suas vidas. Outra colabora\u00e7\u00e3o de Scola com os roteiristas Age &amp; Scarpelli.<\/p>\n\n\n\n<iframe loading=\"lazy\" width=\"560\" height=\"315\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/GFaFeuPep5w\" title=\"YouTube video player\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture\" allowfullscreen><\/iframe>\n\n\n\n<p><strong>Feios, Sujos e Malvados (1976): <\/strong>Para mim, o melhor filme de Scola. Conta a vida de uma fam\u00edlia de trambiqueiros que vive em uma favela na periferia de Roma. O cl\u00e3 \u00e9 chefiado pelo incompar\u00e1vel Nino Manfredi. Co-escrito por Ruggero Maccari.<\/p>\n\n\n\n<iframe loading=\"lazy\" width=\"560\" height=\"315\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/FVajh8dEWFs\" title=\"YouTube video player\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture\" allowfullscreen><\/iframe>\n\n\n\n<p><strong>Um Dia Muito Especial (1977):<\/strong> Scola sempre gostou de usar grandes momentos hist\u00f3ricos como pano de fundo para contar pequenas hist\u00f3rias pessoais. Aqui, uma dona de casa (Sophia Loren) e um radialista (Mastroianni) que est\u00e1 prestes a ser deportado por ser homossexual e antifascista, est\u00e3o praticamente sozinhos em um pr\u00e9dio, depois que todos os vizinhos sa\u00edram \u00e0s ruas, em 1938, para ver o encontro entre Hitler e Mussolini.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Casanova e a Revou\u00e7\u00e3o (1982): <\/strong>Outra caracter\u00edstica marcante de v\u00e1rios filmes de Scola \u00e9 a presen\u00e7a dos protagonistas em um espa\u00e7o confinado (um sal\u00e3o, um restaurante, etc.) Aqui, Mastroianni interpreta o conquistador (de mulheres, n\u00e3o de pa\u00edses) italiano Giacomo Casanova, que se encontra em uma carruagem (onde tamb\u00e9m est\u00e3o Thomas Paine e R\u00e9tif de La Bretonne), durante a fuga de Louis XVI e Maria Antonieta de Paris, em 1791.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Macaroni (1985): <\/strong>Est\u00e1 longe de ser uma das melhores com\u00e9dias italianas, mas s\u00f3 por juntar Jack Lemmon e Marcello Mastroianni, merece ser vista.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Concorr\u00eancia Desleal (2001): <\/strong>Nos \u00faltimos 20 ou 30 anos, os filmes de Scola pareceram voltar aos temas e estilos preferidos do diretor: saudosismo, reuni\u00f5es familiares, personagens que se re\u00fanem para lembrar o passado, etc. \u201cConcorr\u00eancia Desleal\u201d retoma o tema do fascismo, que Scola j\u00e1 havia explorado em \u201cN\u00f3s Que Nos Am\u00e1vamos Tanto\u201d e \u201cUm Dia Muito Especial\u201d, contando a hist\u00f3ria da disputa entre dois comerciantes \u2013 um cat\u00f3lico e o outro, judeu \u2013 em 1938.<\/p>\n\n\n\n<p>Um \u00f3timo s\u00e1bado!<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O texto foi publicado originalmente em janeiro de 2016, quando Scola morreu em Roma, aos 84 anos. Scola dirigiu filmes extraordin\u00e1rios, mas de vez em quando exagerava na sacarina e tinha uma tend\u00eancia ao melodram\u00e1tico (n\u00e3o aguento ver dez minutos de \u201cO Baile\u201d, por exemplo). Prefiro suas com\u00e9dias mais realistas e \u201cp\u00e9 no ch\u00e3o\u201d. 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