{"id":2000,"date":"2022-06-11T06:00:00","date_gmt":"2022-06-11T06:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/webpreview.net.br\/barcinski\/?p=2000"},"modified":"2024-09-02T12:44:36","modified_gmt":"2024-09-02T15:44:36","slug":"do-arquivo-os-discos-prediletos-de-mark-arm-do-mudhoney","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/webpreview.net.br\/barcinski\/do-arquivo-os-discos-prediletos-de-mark-arm-do-mudhoney\/","title":{"rendered":"Do Arquivo: os discos prediletos de Mark Arm, do Mudhoney"},"content":{"rendered":"\n<p>Sensacional dica do leitor Eidur \u201cSass\u00e1\u201d Rasmussen: o site The Quietus pediu a Mark Arm, do Mudhoney, que escolhesse e comentasse seus 13 discos prediletos (leia a mat\u00e9ria completa, em ingl\u00eas, aqui). Aqui vai a lista, com um resumo dos coment\u00e1rios de Mark:<\/p>\n\n\n\n<p><strong>The Stooges &#8211;&nbsp;<em>The Stooges<\/em>&nbsp;<\/strong>\u00c9 dif\u00edcil escolher entre <em>The Stooges<\/em> e <em>Fun House<\/em>, embora sejam t\u00e3o diferentes. O primeiro tem alguns dos melhores <em>riffs<\/em> de guitarra de Ron Asheton. O som de guitarra \u00e9 fant\u00e1stico. De vez em quando, tem uma bateria tribal, coisa que <em>Fun House<\/em> n\u00e3o tem. <em>The Stooges<\/em> abre com \u201c1969\u201d e \u201cI Wanna Be Your Dog\u201d, mas logo depois vem uma coisa leve que dura nove minutos. Eu amo \u201cWe Will Fall\u201d por sua estranheza.<\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Nick Cave &amp; The Bad Seeds &#8211;\u00a0<em>Abattoir Blues<\/em>\/<em>The Lyre Of Orpheus <\/em><\/strong>Acho que a principal raz\u00e3o pela qual escolhi esse disco \u00e9 que, por ser duplo, voc\u00ea leva mais pelo seu dinheiro. <em>Abattoir Blues<\/em> tem um qu\u00ea de gospel, j\u00e1 <em>Lyre of Orpheus<\/em> \u00e9 um disco menos barulhento, exceto pela faixa-t\u00edtulo, uma de minhas favoritas. Amo a letra dessa m\u00fasica. Uma coisa sensacional sobre Nick Cave \u00e9 a escurid\u00e3o e humor de suas letras.<\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p><strong>The Flesh Eaters &#8211;\u00a0<em>A Minute To Pray, A Second To Die <\/em><\/strong>Esse disco era uma esp\u00e9cie de anomalia na \u00e9poca. Era parte da cena punk, mas n\u00e3o era um disco punk. Havia uma coisa, a princ\u00edpio, que eu confundia com esse disco \u2013 bandas como 45 Grave e Christian Death, e o TSOL da era <em>Dance With Me<\/em>, quando tudo estava ficando um pouco sat\u00e2nico. Inicialmente, eu coloquei o disco do The Flesh Eaters nesse balaio, mas era muito melhor e \u00e0 frente do tempo do que esses.<\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Discharge &#8211;\u00a0<em>Hear Nothing See Nothing Say Nothing<\/em><\/strong> O Discharge faz m\u00fasicas pop curtas. Eles s\u00e3o como haikais punks. Amo esse disco e ou\u00e7o sempre. Para mim, n\u00e3o \u00e9 s\u00f3 um grande disco punk, mas tamb\u00e9m um disco muito psicod\u00e9lico, o que pode parecer estranho para algumas pessoas. De todos os discos que j\u00e1 ouvi louco de \u00e1cido, este \u00e9 um dos que soou melhor. Voc\u00ea pode achar, com as letras e a capa, que isso pode ser meio assustador, mas ele te envolve no som. As guitarras parecem estar numa galeria de espelhos, de tantas camadas de som.<\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Really Red &#8211;\u00a0<em>Teaching You The Fear <\/em><\/strong>Really Red veio do Texas e lan\u00e7ou <em>Teaching You The Fear<\/em>\u00a0em 1981. Meu amigo Smithy e eu t\u00ednhamos um fanzine chamado <em>Attack<\/em>, e este foi um dos discos sobre o qual escrevemos. Nossa primeira banda, Mr. Epp, eventualmente tocou com eles. H\u00e1 muita coisa ali para uma chamada \u201cbanda de punk hardcore\u201d. Havia muita coisa legal saindo do Texas no in\u00edcio dos anos 80, como Big Boys e The Dicks, depois o Butthole Surfers.<\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Tales Of Terror &#8211;\u00a0<em>Tales Of Terror <\/em><\/strong>Tales Of Terror era de Sacramento (Calif\u00f3rnia). Infelizmente, esse disco nunca foi relan\u00e7ado. Eles passaram por Seattle e fizeram um show, e destru\u00edram o lugar. Isso foi por volta de 1984, quando eu estava procurando algo al\u00e9m do <em>hardcore<\/em>. Eles eram selvagens e, infelizmente, alguns j\u00e1 morreram e um deles est\u00e1 debilitado por causa de drogas, o que \u00e9 terr\u00edvel.<\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Bizarros \u2013\u00a0<em>Bizarros <\/em><\/strong>Bizarros s\u00e3o demais. Amo o disco de estreia deles, de 1979, com um som sujo, um hiper-Velvet Underground. Voc\u00ea percebe claramente a influ\u00eancia de Lou Reed ali. Dei uma procurada na banda recentemente e descobri que ainda est\u00e3o tocando. Da pr\u00f3xima vez que formos a Ohio, vamos tocar com eles.<\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Devo &#8211;\u00a0<em>Duty Now For The Future <\/em><\/strong>Eu poderia ter escolhido o primeiro disco, ou mesmo <em>Freedom of Choice<\/em>, mas gosto da crueza de <em>Duty Now for The Future<\/em>. Para mim, eles eram c\u00ednicos, mas tamb\u00e9m muito engra\u00e7ados. Eles criaram toda essa mitologia em torno deles pr\u00f3prios. Outras bandas fizeram o mesmo \u2013 acho que o Magma tinha essa automitologia, ent\u00e3o o Devo n\u00e3o foi o primeiro \u2013 mas, na \u00e9poca, pareceu muito futurista e novo.<\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p><strong>The Residents &#8211;\u00a0<em>Duck Stab<\/em>\/<em>Buster &amp; Glen <\/em><\/strong>Originalmente eram dois EPS que foram colocados juntos, formando um LP. N\u00e3o tenho as vers\u00f5es originais das m\u00fasicas, mas tudo soa com um disco \u00fanico e captura a banda em seu estado mais acess\u00edvel. Eles sempre foram um pouco assustadores. E acho esse aspecto soturno do Residents muito, mas muito atraente.<\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Jimi Hendrix &#8211;\u00a0<em>Hendrix In The West <\/em><\/strong>Esse disco \u00e9 uma compila\u00e7\u00e3o de vers\u00f5es ao vivo. Acho que quatro m\u00fasicas s\u00e3o de um show em San Diego, em 1969, e logo depois Noel Redding saiu da banda. H\u00e1 uma vers\u00e3o de \u201cSpanish Castle Magic\u201d que \u00e9 incr\u00edvel, s\u00f3 essa m\u00fasica vale o disco. E se voc\u00ea procurar, d\u00e1 para achar o disco pirata com a \u00edntegra desse show de San Diego, que recomendo demais.<\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Alice Coltrane &#8211;\u00a0<em>Journey In Satchidananda <\/em><\/strong>\u00c9 um disco fant\u00e1stico, com uma <em>vibe<\/em> linda e tranquila. \u00c9 acess\u00edvel para quem n\u00e3o \u00e9 familiarizado com jazz, mas tamb\u00e9m tem um lado solto e livre. N\u00e3o \u00e9 free jazz, \u00e9 definitivamente modal. Pharoah Sanders toca no disco. \u00c0s vezes, Alice Coltrane toca harpa e soa como um sonho. \u00c9 um de meus discos prediletos para ouvir de manh\u00e3 no trabalho (na Sub Pop). Provavelmente deixo meus colegas de trabalho malucos de tanto que toco esse disco.<\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Pharoah Sanders &#8211;\u00a0<em>Black Unity <\/em><\/strong><em>Black Unity<\/em>\u00a0\u00e9 uma can\u00e7\u00e3o de 35 minutos, e \u00e9 free jazz, mas tem um <em>groove<\/em> profundo. O disco tem um baterista e um par de percussionistas, e o baixista toca junto com eles. \u00c9 quase como uma vers\u00e3o jazz da m\u00fasica \u201cFun House\u201d, dos Stooges, se \u00e9 que isso faz algum sentido.<\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p><strong>The Stranglers &#8211;\u00a0<em>Black And White <\/em><\/strong>Amo esse disco. Amo o in\u00edcio do Stranglers. O som do baixo \u00e9 sempre t\u00e3o bom, \u00e9 o instrumento principal. O Stranglers era uma banda t\u00e3o estranha, eles t\u00eam esses teclados cl\u00e1ssicos \u00e0 Rick Wakeman por todos os lugares, mas, no caso de <em>Black and White<\/em>, parecem mais sintetizadores, o que \u00e9 muito legal. O disco tem algumas de minhas m\u00fasicas favoritas da banda e termina com \u201cEnough Time\u201d, que \u00e9 simplesmente uma can\u00e7\u00e3o brutal e grandiosa.<\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Publicado em 3 de junho de 2015.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Um \u00f3timo fim de semana a todas e todos.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Sensacional dica do leitor Eidur \u201cSass\u00e1\u201d Rasmussen: o site The Quietus pediu a Mark Arm, do Mudhoney, que escolhesse e comentasse seus 13 discos prediletos (leia a mat\u00e9ria completa, em ingl\u00eas, aqui). 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