{"id":1902,"date":"2022-05-30T06:00:00","date_gmt":"2022-05-30T06:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/webpreview.net.br\/barcinski\/?p=1902"},"modified":"2024-09-02T12:44:36","modified_gmt":"2024-09-02T15:44:36","slug":"belas-artes-homenageia-mestres-do-cinema-japones","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/webpreview.net.br\/barcinski\/belas-artes-homenageia-mestres-do-cinema-japones\/","title":{"rendered":"Belas Artes homenageia mestres do cinema japon\u00eas"},"content":{"rendered":"\n<p>Present\u00e3o para quem gosta de cinema japon\u00eas: a plataforma Belas Artes \u00e0 La Carte apresenta o festival \u201cJap\u00e3o, Tr\u00eas Mestres\u201d, com tr\u00eas filmes de cada um dos principais cineastas da hist\u00f3ria do cinema japon\u00eas: Akira Kurosawa, Yasujiro Ozu e Kenzi Mizoguchi.<\/p>\n\n\n\n<p>De Kurosawa, temos o raro \u201cOs Homens que Pisaram na Cauda do Tigre\u201d (1945), o policial \u201cC\u00e3o Danado\u201d (1949), e o drama \u201cViver\u201d (1952), um dos maiores filmes do cineasta. &nbsp;Ozu estar\u00e1 representado por \u201cMeninos de T\u00f3quio\u201d (1932), \u201cA Delinquente\u201d (1933) e \u201cPai e Filha\u201d (1949). Mizoguchi, por sua vez, comparece com \u201cElegia de Osaka\u201d (1936), \u201cMulheres da Noite\u201d (1948), e \u201cOharu, A Vida de Uma Cortes\u00e3\u201d (1952).<\/p>\n\n\n\n<p>Hoje vou falar dos tr\u00eas filmes de Kurosawa e, na semana que vem, comento os t\u00edtulos de Ozu e Mizoguchi.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cC\u00e3o Danado\u201d \u00e9 um bom filme policial, feito um ano antes da explos\u00e3o internacional de Kurosawa, com \u201cRashomon\u201d. Vale muito a pena assistir, mas j\u00e1 estava dispon\u00edvel h\u00e1 um tempo no Youtube, numa c\u00f3pia muito boa e legendada em portugu\u00eas.<\/p>\n\n\n\n<p>J\u00e1 \u201cOs Homens Que Pisaram na Cauda do Tigre\u201d \u00e9 uma raridade. Lembro que assisti pela primeira vez em meados dos 80, numa mostra de Kurosawa no Cineclube Esta\u00e7\u00e3o Botafogo, no Rio, e era t\u00e3o raro ver esse filme programado que havia gente de outros estados que veio s\u00f3 para a sess\u00e3o (nunca esque\u00e7o Jos\u00e9 Lewgoy, sentado com sua bengalinha na primeira fila de TODAS as sess\u00f5es dessa retrospectiva de Kurosawa).<\/p>\n\n\n\n<p>O filme \u00e9 uma comovente hist\u00f3ria sobre um grupo de samurais que precisa se fazer passar por monges para cruzar a fronteira e escapar da persegui\u00e7\u00e3o de um cl\u00e3 rival. \u00c9 um filme curto \u2013 59 minutos \u2013 mas traz toda a beleza visual e cenas impactantes que marcariam os filmes de samurai de Kurosawa.<\/p>\n\n\n\n<p>J\u00e1 \u201cViver\u201d \u00e9 um filme obrigat\u00f3rio na filmografia de Kurosawa, um dos tr\u00eas ou quatro melhores trabalhos dele. Takashi Shimura interpreta um burocrata que descobre que tem poucos meses de vida e decide construir um parque para os moradores de uma regi\u00e3o pobre de T\u00f3quio, mas acaba preso na burocracia que ele pr\u00f3prio ajudou a criar.<\/p>\n\n\n\n<p>O filme \u00e9 um prod\u00edgio de narrativa, em que Kurosawa cria uma estrutura diferente para cada parte da hist\u00f3ria. \u00c9 uma obra inovadora no uso do som e nos movimentos de c\u00e2mera. Al\u00e9m do dom\u00ednio dos aspectos t\u00e9cnicos, Kurosawa &nbsp;coescreveu um de seus roteiros mais emocionantes. \u00c9 imposs\u00edvel n\u00e3o se emocionar com o drama do idoso que percebe que desperdi\u00e7ou a vida em montanhas de pap\u00e9is.<\/p>\n\n\n\n<p>Um \u00f3timo dia a todos.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Present\u00e3o para quem gosta de cinema japon\u00eas: a plataforma Belas Artes \u00e0 La Carte apresenta o festival \u201cJap\u00e3o, Tr\u00eas Mestres\u201d, com tr\u00eas filmes de cada um dos principais cineastas da hist\u00f3ria do cinema japon\u00eas: Akira Kurosawa, Yasujiro Ozu e Kenzi Mizoguchi. 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