{"id":1718,"date":"2022-04-20T06:00:00","date_gmt":"2022-04-20T06:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/webpreview.net.br\/barcinski\/?p=1718"},"modified":"2024-09-02T12:44:37","modified_gmt":"2024-09-02T15:44:37","slug":"kurt-vile-a-perfeicao-do-lo-fi","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/webpreview.net.br\/barcinski\/kurt-vile-a-perfeicao-do-lo-fi\/","title":{"rendered":"Kurt Vile: a perfei\u00e7\u00e3o do lo-fi"},"content":{"rendered":"\n<p>Alguns artistas buscam a renova\u00e7\u00e3o e novas influ\u00eancias, enquanto outros se contentam em aperfei\u00e7oar uma f\u00f3rmula que d\u00e1 certo. Kurt Vile est\u00e1 no segundo grupo.<\/p>\n\n\n\n<p>Esse norte-americano de 42 anos tem uma carreira de quase duas d\u00e9cadas e uma discografia imensa: s\u00e3o nove LPs e mais de 15 EPs solo, al\u00e9m de dois LPs com a superbanda que ajudou a criar com o parceiro Adam Granduciel, o The War on Drugs.<\/p>\n\n\n\n<p>Vile acaba de lan\u00e7ar seu nono LP, \u201cWatch My Moves\u201d. Em poucos dias, j\u00e1 entrou para minha lista de discos favoritos dele, junto a \u201cWalking on a Pretty Daze\u201d (2013), \u201cB\u2019Lieve I\u2019m Going Down\u201d (2015) e ao disco em parceria com Courtney Barett, \u201cLotta Sea Lice\u201d (2017).<\/p>\n\n\n\n<iframe loading=\"lazy\" width=\"560\" height=\"315\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/Oz52D43VRSE\" title=\"YouTube video player\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture\" allowfullscreen><\/iframe>\n\n\n\n<p>Em 2011, escrevi na \u201cFolha\u201d sobre o LP \u201cSmoke Ring for My Halo\u201d e descrevi assim o estilo sonoro de Vile:<\/p>\n\n\n\n<p><em>Vile d\u00e1 a sua vers\u00e3o para o rock cl\u00e1ssico norte-americano de Dylan e Tom Petty, mas com um vi\u00e9s mais psicod\u00e9lico e viajand\u00e3o. Com vocais praticamente soterrados em ecos e reverbera\u00e7\u00f5es, ele criou um tipo de pop fantasmag\u00f3rico, sua vis\u00e3o do lo-fi, um movimento que, desde os anos 80, busca grava\u00e7\u00f5es sem o &#8220;brilho&#8221; da m\u00fasica pop moderna.<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><em>Pode-se ver o lo-fi como uma rea\u00e7\u00e3o \u00e0 assepsia da m\u00fasica comercial ou simplesmente como uma forma mais relaxada e instintiva de gravar. N\u00e3o \u00e9 \u00e0 toa que, na capa do disco, Vile apare\u00e7a sentado num sof\u00e1, sozinho, tocando um viol\u00e3o. O clima \u00e9 esse.<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><em>Kurt Vile consegue soar revisionista sem ser datado. O disco tem um tom intimista de &#8220;gravado na garagem de casa&#8221; e, ao mesmo tempo, \u00e9 ambicioso, com arranjos elaborados e um elevado n\u00edvel de musicalidade. Um feito. As m\u00fasicas de Vile s\u00e3o pregui\u00e7osas, relaxadas, ideais para ouvir num domingo de manh\u00e3.<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><em>Aqui e ali, surgem no disco de Kurt Vile ecos das guitarras de Neil Young, dos vocais falados de Lou Reed e do country-rock de Gram Parsons, mas sempre com a forte marca do artista. Vile n\u00e3o \u00e9 um simples imitador, mas um artista singular e talentoso, que usa suas influ\u00eancias para criar uma m\u00fasica pessoal.<\/em><\/p>\n\n\n\n<p>Nos 11 anos que separam esse texto do lan\u00e7amento de \u201cWatch My Moves\u201d, quase nada mudou no universo de Kurt Vile. O novo disco foi, literalmente, gravado em casa, mais precisamente no est\u00fadio caseiro que Vile construiu durante a pandemia em sua casa na Filad\u00e9lfia. O som continua naquela pegada lenta e viajante, ideal para ouvir na estrada ou numa rede. Em time que est\u00e1 ganhando&#8230;<\/p>\n\n\n\n<p>Um \u00f3timo feriad\u00e3o a todas e todos.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Alguns artistas buscam a renova\u00e7\u00e3o e novas influ\u00eancias, enquanto outros se contentam em aperfei\u00e7oar uma f\u00f3rmula que d\u00e1 certo. Kurt Vile est\u00e1 no segundo grupo. 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