{"id":1703,"date":"2022-04-13T06:00:00","date_gmt":"2022-04-13T06:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/webpreview.net.br\/barcinski\/?p=1703"},"modified":"2024-09-02T12:44:37","modified_gmt":"2024-09-02T15:44:37","slug":"feliz-100-nosferatu","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/webpreview.net.br\/barcinski\/feliz-100-nosferatu\/","title":{"rendered":"Feliz 100, Nosferatu!"},"content":{"rendered":"\n<p>Um dos maiores cl\u00e1ssicos do cinema acaba de completar cem anos: \u201cNosferatu\u201d, de F.W. Murnau.<\/p>\n\n\n\n<p>Revimos em fam\u00edlia pela en\u00e9sima vez, e as imagens continuam assombrosas. O filme est\u00e1 em dom\u00ednio p\u00fablico e pode ser visto no Youtube e em diversos servi\u00e7os de streaming: Telecine, Belas Artes \u00e0 La Carte, Looke e Net Movies.<\/p>\n\n\n\n<p>Lan\u00e7ado em mar\u00e7o de 1922, \u201cNosferatu\u201d \u00e9 n\u00e3o apenas um dos grandes t\u00edtulos do cinema Expressionista alem\u00e3o dos anos 1920 e 1930, mas um dos filmes mais aterrorizantes j\u00e1 feitos. Se hoje \u00e9 considerado um cl\u00e1ssico, na \u00e9poca, poucos ligaram: foi um fracasso de bilheteria e n\u00e3o recuperou seu modesto or\u00e7amento. \u00a0<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-full\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"900\" height=\"600\" src=\"https:\/\/webpreview.net.br\/barcinski\/wp-content\/uploads\/2022\/04\/orava-2.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-1706\" srcset=\"https:\/\/webpreview.net.br\/barcinski\/wp-content\/uploads\/2022\/04\/orava-2.jpg 900w, https:\/\/webpreview.net.br\/barcinski\/wp-content\/uploads\/2022\/04\/orava-2-600x400.jpg 600w, https:\/\/webpreview.net.br\/barcinski\/wp-content\/uploads\/2022\/04\/orava-2-768x512.jpg 768w, https:\/\/webpreview.net.br\/barcinski\/wp-content\/uploads\/2022\/04\/orava-2-272x182.jpg 272w\" sizes=\"auto, (max-width: 900px) 100vw, 900px\" \/><figcaption>Erguido no s\u00e9c. 13, o Castelo de Orava, na Eslov\u00e1quia, foi cen\u00e1rio de &#8220;Nosferatu&#8221;<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>O que muita gente n\u00e3o sabe \u00e9 que, por muito pouco, essa obra-prima n\u00e3o foi destru\u00edda.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cNosferatu\u201d n\u00e3o foi o primeiro filme de terror da hist\u00f3ria do cinema \u2013 a marca provavelmente \u00e9 de \u201cA Casa do Diabo\u201d, filmado por Georges M\u00e9li\u00e8s em 1896 e encontrado, depois de d\u00e9cadas considerado perdido, num arquivo de filmes na Nova Zel\u00e2ndia, em 1988 \u2013 mas \u00e9 o primeiro filme inspirado no romance \u201cDr\u00e1cula\u201d, de Bram Stoker, lan\u00e7ado em 1897.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cNosferatu\u201d \u00e9 bem diferente de \u201cDr\u00e1cula\u201d: personagens foram mudados, subtra\u00eddos ou adicionados. Sem querer dar \u201cspoiler\u201d, mas at\u00e9 o final \u00e9 diferente. Isso n\u00e3o impediu a vi\u00fava de Stoker, Florence, de processar a produtora do filme, uma empresa furreca chamada Prana (que havia falido logo ap\u00f3s o fiasco comercial do filme), e ganhar na Justi\u00e7a o direito de destruir todas as c\u00f3pias.<\/p>\n\n\n\n<p>Felizmente, Florence n\u00e3o conseguiu seu objetivo. Morreu em 1937, deixando algumas c\u00f3pias do filme nas m\u00e3os de distribuidores e exibidores. Foi isso que salvou \u201cNosferatu&#8221; do desaparecimento.<\/p>\n\n\n\n<p>Hoje, no anivers\u00e1rio de cem anos de \u201cNosferatu\u201d, vale tamb\u00e9m homenagear um nome esquecido do filme, e que teve tanta import\u00e2ncia no resultado final quanto o diretor, F.W. Murnau: Albin Grau (1884-1971).<\/p>\n\n\n\n<p>Como escreveu Brent Reid, um dos grandes especialistas em cinema mudo e criador de um dos sites mais legais sobre o assunto (veja <a href=\"https:\/\/www.brentonfilm.com\/nosferatu-history-and-home-video-guide\/\">aqui <\/a>o especial que ele fez sobre o centen\u00e1rio de \u201cNosferatu\u201d): \u201cEmbora ignorado em favor de Murnau, o verdadeiro respons\u00e1vel pela cria\u00e7\u00e3o do filme foi o coprodutor e designer de produ\u00e7\u00e3o Albin Grau. Ele foi um dos fundadores da produtora Prana, iniciou o projeto e selecionou todos os profissionais da parte criativa, incluindo o pr\u00f3prio Murnau, al\u00e9m de contratar o amigo cineasta e ocultista Henrik Galeen (1881-1949) para escrever o roteiro (&#8230;) al\u00e9m de um talentoso artista e arquiteto, Grau foi um ocultista fervoroso e respons\u00e1vel pelo visual de todo o projeto. Ele desenhou os sets e figurinos, al\u00e9m de fazer os cartazes, storyboards e material de divulga\u00e7\u00e3o. Ele at\u00e9 escreveu a carta, repleta de s\u00edmbolos ocultos, vista no filme, al\u00e9m dos intert\u00edtulos originais. Embora o filme seja sempre associado a Murnau, sem d\u00favida foi Grau que mais o influenciou\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Um \u00f3timo dia a todas e todos.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Um dos maiores cl\u00e1ssicos do cinema acaba de completar cem anos: \u201cNosferatu\u201d, de F.W. Murnau. Revimos em fam\u00edlia pela en\u00e9sima vez, e as imagens continuam assombrosas. O filme est\u00e1 em dom\u00ednio p\u00fablico e pode ser visto no Youtube e em diversos servi\u00e7os de streaming: Telecine, Belas Artes \u00e0 La Carte, Looke e Net Movies. 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