{"id":1627,"date":"2022-03-16T06:00:00","date_gmt":"2022-03-16T06:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/webpreview.net.br\/barcinski\/?p=1627"},"modified":"2024-09-02T12:44:46","modified_gmt":"2024-09-02T15:44:46","slug":"nao-deixe-de-ver-na-fronteira","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/webpreview.net.br\/barcinski\/nao-deixe-de-ver-na-fronteira\/","title":{"rendered":"N\u00e3o deixe de ver &#8220;Na Fronteira&#8221;"},"content":{"rendered":"\n<p>Alguns filmes permanecem com a gente muito depois de terminarem. \u201cNa Fronteira\u201d, de Ali Abbasi, \u00e9 um deles. Vi pela primeira vez h\u00e1 tr\u00eas ou quatro semanas e n\u00e3o consigo parar de pensar e falar sobre ele.<\/p>\n\n\n\n<p>O filme \u00e9 de 2018 e ganhou o importante pr\u00eamio Um Certo Olhar no Festival de Cannes, mas, por alguma raz\u00e3o, eu o havia ignorado. N\u00e3o me chamou aten\u00e7\u00e3o sequer o fato de o roteirista, o escritor sueco John Ajvide Lindqvist, ser o mesmo do inesquec\u00edvel \u201cDeixa Ela Entrar\u201d (o original sueco, n\u00e3o o \u201cremake\u201d americano), um dos filmes de vampiro mais originais que j\u00e1 vi.<\/p>\n\n\n\n<iframe loading=\"lazy\" width=\"560\" height=\"315\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/OB_XKlnFhxM\" title=\"YouTube video player\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture\" allowfullscreen=\"\"><\/iframe>\n\n\n\n<p>Hoje, depois de ver \u201cNa Fronteira\u201d duas vezes e pronto para v\u00ea-lo outras mais, acho um dos filmes mais impactantes e criativos dos \u00faltimos anos. \u00c9 dif\u00edcil prever se uma obra vai se eternizar em seu subconsciente, mas desconfio que esse j\u00e1 virou, para mim, refer\u00eancia de uma obra de arte sem concess\u00f5es e que cont\u00e9m multitudes, um filme que criou um universo pr\u00f3prio.<\/p>\n\n\n\n<p>Pra come\u00e7o de conversa, \u00e9 dif\u00edcil classific\u00e1-lo. Come\u00e7a como um \u201cthriller\u201d, depois vira uma f\u00e1bula, um romance e, por fim, mergulha no g\u00eanero do cinema fant\u00e1stico, mas sempre com um p\u00e9 na realidade.<\/p>\n\n\n\n<p>A hist\u00f3ria come\u00e7a mostrando o dia a dia de Tina (Eva Melander), uma jovem de fei\u00e7\u00f5es grotescas, que trabalha como guarda em um posto mar\u00edtimo de alf\u00e2ndega na Su\u00e9cia. Tina parece ter um olfato apurad\u00edssimo e \u00e9 capaz de identificar aromas que denunciam bagagens proibidas de alguns passageiros. Mas n\u00e3o s\u00f3: ela exibe tamb\u00e9m uma esp\u00e9cie de sexto sentido, que lhe permite identificar um homem que traz, escondido num cart\u00e3o de mem\u00f3ria, fotos comprometedoras.<\/p>\n\n\n\n<p>Um dia, passa pela alf\u00e2ndega Vore (Eero Milonoff), um homem de fei\u00e7\u00f5es parecidas com as de Tina. A princ\u00edpio, Tina \u00e9 repelida pela figura de Rove, mas logo passa a se interessar por ele, e as vidas dos dois v\u00e3o se entrela\u00e7ar de forma surpreendente.<\/p>\n\n\n\n<p>Contar mais seria estragar uma surpresa que, acredite, n\u00e3o deve ser maculada. Porque cada minuto de \u201cNa Fronteira\u201d \u00e9 um assombro. A hist\u00f3ria vai ganhando em drama e profundidade, e o que parece uma hist\u00f3ria inusitada de um encontro entre pessoas \u201cdiferentes\u201d se transforma, por fim, numa f\u00e1bula sobre nossos preconceitos.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cNa Fronteira\u201d est\u00e1 dispon\u00edvel para loca\u00e7\u00e3o no Google Play e Apple TV. Para ach\u00e1-lo, \u00e9 mais f\u00e1cil procurar pelo t\u00edtulo em ingl\u00eas, &#8220;Border&#8221;.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Alguns filmes permanecem com a gente muito depois de terminarem. \u201cNa Fronteira\u201d, de Ali Abbasi, \u00e9 um deles. 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