Filme revela Marianne, a maior história de amor de Leonard Cohen
A Netflix exibe “Marianne e Leonard: Palavras de Amor”, de Nick Broomfield, um comovente documentário sobre o romance da norueguesa Marianne Ihlen e do poeta e compositor canadense Leonard Cohen, ocorrido no início dos anos 1960 na ilha de Hydra, na Grécia.
E por que esse “affair” foi tão importante? Em primeiro lugar, porque inspirou algumas das músicas mais bonitas de Cohen, como “So Long, Marianne”, “Bird on a Wire” e “Hey, That’s No Way To Say Goodbye”. Em segundo lugar, porque marcou para sempre as vidas dos dois personagens, que continuaram amigos e companheiros até o fim.
Nick Broomfield, hoje um famoso diretor de documentários sobre celebridades da música, como “Kurt e Courtney” (1998), “Biggie and Tupac” (2002) e “Whitney: Can I Be Me?”, tem um interesse pessoal na história de Marianne e Leonard: em 1968, ele tinha 20 anos e chegou à ilha de Hydra atraído pela promessa de um lugar idílico e contracultural, repleto de poetas, músicos e hippies. Encontrou a linda Marianne, com quem teve um romance. E descobriu que, por trás do hedonismo e liberdade de Hydra, havia histórias tristes de pessoas destruídas pela droga e solidão.
A viagem a Hydra marcaria Broomfield profundamente: de volta à Inglaterra nos anos 1970, iniciou uma bem sucedida carreira de documentarista. Mas nunca esqueceu Marianne. Em “Words of Love”, ele retorna a Hydra mais de 40 anos depois para entrevistar amigos do casal Marianne e Leonard e contar a vida dos dois naquele local então isolado do mundo. Não vou estragar as surpresas do filme, mas o que Broomfield descobre sobre a vida de Marianne é surpreendente.
O documentário também funciona como um relato da vida e carreira de Leonard Cohen, que abandonou Hydra ainda na década de 1960 para ter sua carreira de cantor e compositor nos Estados Unidos e Europa, mas manteve uma casa na ilha até o fim de sua vida.
Em 2016, quando Marianne foi diagnosticada com leucemia, Leonard escreveu uma carta: “Estou atrás de você, perto o suficiente para pegar sua mão. Este velho corpo desistiu, assim como o seu desistiu também. Tenha uma viagem segura, velha amiga. Te vejo na estrada”. Marianne morreu em julho de 2016. Leonard a acompanhou quatro meses depois.
A canção “Moving On”, lançada num álbum póstumo de Cohen, “Thanks for the Dance” (2019), havia sido inspirada por Marianne, e foi uma das últimas gravações de Cohen. A letra dizia:
Eu amava seu rosto, amava seus cabelos
Suas camisetas e vestidos de noite
Já o mundo, o emprego, a guerra
Eu abri mão para te amar ainda mais
E agora você se foi
Além de disponível em streaming na Netflix, o filme pode ser alugado no Youtube, Claro Video, Google Play e Apple TV.
11 comentários em "Filme revela Marianne, a maior história de amor de Leonard Cohen"
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Vi o doc. O Broomfield acerta, eu acho, porque sabe deixar a história, que é linda, ser contada, sem qualquer interferência/estilo/ferramentas. A carta, a cena da Marianne no hospital, nossa! A história real é poesia sem esforço para ser assim.
Sim, e olha que o estilo dele é bem de se intrometer na história, vide o “Kurt & Courtney”…
Doc pra ver e rever muitas vezes. Muito legal a composição das recompensas do site. Já me associei. Boa sorte e grande abraço.
Muito obrigado pela confiança!
Muito bacana ler seus textos novamente, sucesso nesse apoia-se. Valeu
Muito obrigado!
Assisti o filme e gostei muito que o Leonard Cohen com todo seu problema de depressão ainda foi fazer shows em hospícios!!!
Tocava pra quem queria ouvir…
Barcinski, outro doc musical e sensacional no netflix é aquele sobre o Lee Morgan, vale assistir e quem sabe ver o seu review aqui. parabéns pelo site.
Barcinski, parabéns pela iniciativa! Acompanho seus textos desde a década de 90 (e mais recentemente, também também podcasts), e com grande alegria acabo de me tornar associado ao seu site. Um grande abraço.
Muito obrigado pelo apoio, espero que goste do site. Abração!