Meus 15 discos prediletos de 2024 – Parte 1
Antes de qualquer coisa, um lembrete: hoje, às 20h, temos um “Encontro” com ninguém menos que Philippe Seabra, líder da Plebe Rude, que está lançando sua autobiografia. Será nosso último debate do ano e todos podem participar!
Chegou a hora daquela listinha de fim de ano. Selecionei os 15 discos que mais ouvi em 2024, na praia que costumo cobrir, ou seja, rock e seus derivados. Aqui vai a primeira de três partes, com cinco discos. Os títulos não estão em nenhuma ordem de preferência.
Glass Beams – Mahal: Trio australiano sensacional que faz uma peculiar música instrumental com influências de música do Oriente Médio, trilhas de Ennio Morricone, e uma pegada eletrônica. A banda só tem dois EPS, e “Mahal”, que saiu este ano, foi um dos discos que mais ouvi. Leia minha matéria sobre a banda aqui.
Shellac – To All Trains: O disco é sensacional, mas a única tristeza é que foi um LP póstumo, lançado após a morte completamente inesperada do cantor e guitarrista Steve Albini. “To All Trains” periga ser um dos melhores do Shellac, banda que Albini tinha com o Baterista Todd Trainer e o baixista Bob Weston. Uma despedida triste, mas com um dos melhores lançamentos do ano. Leia aqui minha matéria sobre o legado de Steve Albini.
Kim Gordon – The Collective: Que banda era o Sonic Youth, não? Thurston Moore continua lançando discos experimentais primorosos e agora Kim Gordon vem com essa bomba atômica, uma pedrada abrasiva que parece bandas como Coil ou Throbbing Gristle tentando tocar música pop. E isso é um grande elogio.
Mdou Moctar – Funeral for Justice: Maior absurdo foi essa banda ter tocado uma vez só no Brasil, no meio de um festivalzão corporativo para 800 privilegiados, porque mereciam um público muito maior. Mdou Moctar é caso raro de banda africana da linha tuareg que conseguiu fazer a ponte para fãs de indie rock, tanto que lançaram dois discos pelo selo Matador, famoso por LPs de Yo La Tengo e Pavement, entre muitos outros. Leia aqui minha matéria sobre Mdou Moctar.
Buffalo Tom – Jump Rope: Uma das melhores bandas americanas dos anos 90 parece que não envelheceu um minuto. E apesar das camisas de flanela e de ter estourado na mesma época de Nirvana e Pearl Jam, com hinos como “Summer” e “Tailights Fade”, o BT não é grunge, mas da praia power-punk com um toque rural, como uma mistura de Hüsker Dü e Neil Young. “Jump Rope” é um discaço. Leia aqui minha matéria sobre o disco.
Quarta publico a segunda parte. Até lá!
3 comentários em "Meus 15 discos prediletos de 2024 – Parte 1"
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Não ouvi o disco do Shellac, vou já corrigir isso.
então! the collective é bom demais, não?! a senhora gordon achou a misturinha certa entre experimental e pop… que porrada deliciosa! ouvindo o shellac agora (valeu pela dica, senhor barça!).
Mdou Moctar e Glass Beans também estão na minha lista. Muito bom!
Não vi ninguém colocar o Poptical Illusion, do John Cale. Ouviu?