dez/2024

Meus 15 discos prediletos de 2024 – Parte 1

Por André Barcinski

Meus 15 discos prediletos de 2024 – Parte 1

Por André Barcinski

Antes de qualquer coisa, um lembrete: hoje, às 20h, temos um “Encontro” com ninguém menos que Philippe Seabra, líder da Plebe Rude, que está lançando sua autobiografia. Será nosso último debate do ano e todos podem participar!

Chegou a hora daquela listinha de fim de ano. Selecionei os 15 discos que mais ouvi em 2024, na praia que costumo cobrir, ou seja, rock e seus derivados. Aqui vai a primeira de três partes, com cinco discos. Os títulos não estão em nenhuma ordem de preferência.

Glass Beams – Mahal: Trio australiano sensacional que faz uma peculiar música instrumental com influências de música do Oriente Médio, trilhas de Ennio Morricone, e uma pegada eletrônica. A banda só tem dois EPS, e “Mahal”, que saiu este ano, foi um dos discos que mais ouvi. Leia minha matéria sobre a banda aqui.

Shellac – To All Trains: O disco é sensacional, mas a única tristeza é que foi um LP póstumo, lançado após a morte completamente inesperada do cantor e guitarrista Steve Albini. “To All Trains” periga ser um dos melhores do Shellac, banda que Albini tinha com o Baterista Todd Trainer e o baixista Bob Weston. Uma despedida triste, mas com um dos melhores lançamentos do ano. Leia aqui minha matéria sobre o legado de Steve Albini.

Kim Gordon – The Collective: Que banda era o Sonic Youth, não? Thurston Moore continua lançando discos experimentais primorosos e agora Kim Gordon vem com essa bomba atômica, uma pedrada abrasiva que parece bandas como Coil ou Throbbing Gristle tentando tocar música pop. E isso é um grande elogio.

Mdou Moctar – Funeral for Justice: Maior absurdo foi essa banda ter tocado uma vez só no Brasil, no meio de um festivalzão corporativo para 800 privilegiados, porque mereciam um público muito maior. Mdou Moctar é caso raro de banda africana da linha tuareg que conseguiu fazer a ponte para fãs de indie rock, tanto que lançaram dois discos pelo selo Matador, famoso por LPs de Yo La Tengo e Pavement, entre muitos outros. Leia aqui minha matéria sobre Mdou Moctar.

Buffalo Tom – Jump Rope: Uma das melhores bandas americanas dos anos 90 parece que não envelheceu um minuto. E apesar das camisas de flanela e de ter estourado na mesma época de Nirvana e Pearl Jam, com hinos como “Summer” e “Tailights Fade”, o BT não é grunge, mas da praia power-punk com um toque rural, como uma mistura de  Hüsker Dü e Neil Young. “Jump Rope” é um discaço. Leia aqui minha matéria sobre o disco.

Quarta publico a segunda parte. Até lá!

3 comentários em "Meus 15 discos prediletos de 2024 – Parte 1"

Deixe seu comentário

Ir para o topo