out/2024

L7: justiça sendo feita!

Por André Barcinski

L7: justiça sendo feita!

Por André Barcinski

Uma das bandas mais legais dos anos 90 está finalmente recebendo o respeito que merece, depois de um tempão um tanto esquecida: falo do L7.

Em 1991, quando estive nos Estados Unidos fazendo meu livro “Barulho”, vi o L7 pela primeira vez. As meninas tocaram no meio de um monte de bandas num evento beneficente. Não conhecia a banda e fiquei de queixo caído. Elas simplesmente passaram o carro em cima de todo mundo.

Corta para outubro de 2023: trouxemos a banda – Donita Sparks (guitarra e vocal), Jennifer Finch (baixo), D. Plakas (bateria) e Suzi Gardner (guitarra) – para um show em São Paulo, e foi, de novo, uma das melhores apresentações ao vivo que já assisti. Uma mistura furiosa de punk com rock de garagem setentista, tocada à velocidade da luz, mas com uma pegada pop que torna as canções inesquecíveis.

E não é que elas são uma grande banda FEMININA ao vivo. Elas são uma grande banda e ponto final.

Durante essa última passagem pelo Brasil, elas comentaram que estavam a fim de criar um festival de música que fugisse da mesmice desses megaeventos que pululam por aí. E cumpriram: em novembro acontece em Los Angeles a primeira edição do Fast and Frightening Takeover, um evento aberto a todas as idades – crianças são super bem vindas! – com shows de L7, Redd Kross, Olivia Jean, The Paranoyds e muita coisa legal.

Veja aqui a programação.

Isso só aumenta a admiração que tenho por elas e me fez pensar em como uma banda tão boa e importante ficou quase 15 anos parada, de 2001 até mais ou menos 2014, quando poderia estar tocando e gravando discos. Que bom que elas voltaram.

Para quem não conhece a história do L7, vale muito a pena ver o doc “Pretende We’re Dead”, feito em 2016 e disponível no Youtube com legendas em português. É um documento bem feito e cheio de imagens de shows e sessões de gravação. Apesar ter surgido na Califórnia e de não fazer parte da turma do grunge, o L7 foi meio que jogado naquele caldeirão e explodiu junto com Nirvana, Pearl Jam, Mudhoney e toda aquela turma. Eram muito amigas de Cobain e Dave Grohl e excursionaram muito com o Nirvana (inclusive no Brasil, em cenas filmadas no Hollywood Rock).

Veja aqui o filme.

E para terminar: L7 volta ao Brasil em março de 2025 para abrir a turnê do Garbage. Não perco de jeito nenhum.

Uma ótima semana a todas e todos.

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15 comentários em "L7: justiça sendo feita!"

  • André … excelente resenha do L7 .. infelizmente quando conheci tinha 12 anos e meu país não me levaram no Hollywood Rock, mas assusti o show delas no YouTube … maravilhoso… Estou ansioso Para 2025 …vou finalmente assistir L7..e claro novamente curtir garbage, Shirley e mestre Butch…pois 95 a Ruiva era minha paixão …

  • Barcinski, até que ponto a falta de reconhecimento à banda – que de fato era muito melhor que muitas bandas da época – não foi também ocasionado pela falta de profissionalismo (no sentindo de pensar grande) delas. Eu digo isso porque conhecia pessoas que estavam na produção do Hollywood Rock e me garantiram que elas totalmente bagaceiras, chapadas e que detonavam geral.

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    Affonso Celso De Miranda Neto

    Fala Barcisnky, muito obrigado por postar sobre o show do L7 com o Garbage pois perdi ano passado! Assisti o grupo em 1993 e foi de longe o melhor show da noite pois infelizmente o Kurt já estava muito louco e brigou com a guitarra o show todo, abs.

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    Ricardo Abeleira

    Banda maravilhosa!
    Fui em dois shows no RJ: Hollywood Rock e ano passado quando abriram pro Black Flag. Dois showzaços. São ainda melhores ao vivo.
    Ano que vem tem mais!

  • Bandaça! Tocam Rock N’ Roll do bom! Admiro o som e a integridade das gurias… Vou ver o documentário o quanto antes!
    Tomara virem a Porto Alegre com o Garbage, se virerem, vou certo!

  • Fala Barcinski.

    Eu não tinha idade para assistir, mas dizem que o L7 fez os melhores shows desse Hollywood Rock de 1993. E olha que a concorrência era de peso: tinha Nirvana, Red Hot Chilli Peppers e Alice in Chains (todos no auge).
    Essa grande estréia formou uma base cativa de fãs no país (mais ou menos como aconteceu com o Faith no More).
    Muito legal terem voltado – e parece ser para valer.

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