Cinco ótimas bandas do pop-rock étnico
Nos últimos anos, tem rolado uma enxurrada de artistas influenciados por músicas de países que, até pouco tempo atrás, não eram tão acessíveis. Se a digitalização da música teve UM benefício, foi levar a muita gente sons que, na época da mídia física, eram difíceis de encontrar.
Assim, nasceu no Brooklyn, em Nova York, uma onda de bandas de afrobeat como Antibalas, The Budos Band e Menahan Street Band. No Texas, apareceu o trio instrumental Khruangbin, com seu pop atmosférico inspirado por sons asiáticos e caribenhos. Na Holanda, nasceu o Altin Gün, com sua releitura de pop turco dos anos 70, e na Suíça, os Hermanos Gutierrez exploram os horizontes sônicos da América Latina. Os exemplos são muitos.
Listei aqui cinco artistas novos que fazem música inspirada por sons exóticos e diferentes. Espero que aproveitem a viagem!
GLASS BEAMS
Misterioso trio australiano que só tem dois EPs, mas tem chamado muita atenção por seu som envolvente e hipnótico que mistura música tradicional indiana, psicodelia e eletrônica. O único membro conhecido é Rajan Silva, um australiano de origem indiana. Os outros dois integrantes da banda não se identificam, e os três tocam com máscaras de contas de vidro. Esses dias, o Glass Beams gravou uma sessão na KEXP que viralizou, e merecidamente. É de uma beleza mesmerizante.
BALTHVS
Trio colombiano de Bogotá, formado em 2020, já tem três LPs. Frequentemente comparado ao Khruangbin, até por ter formação semelhante, faz uma mistura de pop do Oriente Médio com surf music e a psicodelia da cumbia peruana amazônica.
ARC DE SOLEIL
Um dos projetos do guitarrista Daniel Kadawatha. Nascido no Sri Lanka e adotado por uma família sueca, é um personagem BEM misterioso. Tem 3 milhões de seguidores no Spotify, mas não consigo achar um vídeo ao vivo do Arc De Soleil, só pequenos trechos no Instagram da banda. Ele grava muito para o Epidemic Rock, que é basicamente um banco de sons para uso comercial.
LOS BITCHOS
Quer uma banda globalizada? Que tal uma sueca, uma uruguaia, uma australiana e uma britânica, que moram em Londres e fazem um som instrumental inspirado na cumbia psicodélica peruana dos anos 70 e 80? É a Los Bitchos.
GIZMO VARILLAS
Nascido na Espanha e criado no País de Gales, Varillas faz um pop globalizado com pegada latina. Gravou com artistas tão diferentes quanto o baterista nigeriano Tony Allen, um dos criadores do afrobeat, e com a banda de country-folk norte-americana Calexico.
Um ótimo fim de semana a todas e todos!
10 comentários em "Cinco ótimas bandas do pop-rock étnico"
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Descobri o Glass Beams recentemente! Amo Power trios, então, já me atraiu. Estou maravilhada com a simplicidade e ao mesmo tempo a elaboração estética e musical! É dançante, depois quase ritualística…Viciada…um abraço André!
Também tô viciado nesses caras.
Barça, foi por aqui que comentaram sobre isso: Synthesizing the Silk Roads: Uzbek Disco, Tajik Folktronica, Uyghur Rock & Crimean Tatar Jazz from 1980s Soviet Central Asia? Genial!!!
Amei demais a Los Bitchos, não conhecia! Já estou ouvindo em alta rotação por aqui.
Valeu pela dica
Boa!
saudações, barcinski! depois de ler esse texto eu me lembrei de uma banda neerlandesa chamada yin yin, que por algum motivo o algoritmo do youtube deixou cair na minha mão e recomendou um disco deles chamado “the rabbit that hunts tigers”. é um som instrumental nessa pegada de pop étnico, evocando os sons do extremo oriente.
Demais, vou procurar, obrigado.
Ouvi essa banda no programa do Iggy Pop na BBC6. Lançaram um disco novo esse ano. Achei bem interssante
André, no caso do Glass Beams e do Arc Du Soleil, o que chama a atenção é o fato deles conseguirem se manter misteriosos, mesmo nessa era de superexposição nas Redes Sociais, além do som deles ser muito bom!!!
Pensei o mesmo!