ago/2023

John Dwyer e seu Osees não param

Por André Barcinski

John Dwyer e seu Osees não param

Por André Barcinski

Há bandas tão prolíficas que fica difícil acompanhar o ritmo de seus lançamentos, como King Gizzard and the Lizard Wizard, Ty Segall e Melvins. Geralmente, são grupos têm suas próprias gravadoras e lançam discos quando querem. A esse time, soma-se o Osees.

Formado na Califórnia no fim dos anos 90 pelo multi-instrumentista John Dwyer, o Osees – cuja grafia já foi OCS, Thee Oh Sees e outras coisas mais – gravou seu LP de estreia em 2003 e acaba de lançar “Intercepted Message”,  o 27º LP de estúdio de Dwyer nos últimos 20 anos.

Ao longo desse tempo, Dwyer mudou a formação do grupo várias vezes, mas há cinco anos manteve a mesma, com o baixista Tim Hellman, o tecladista Tomas Dolas e o duplo ataque dos bateristas Paul Quattrone e Dan Rincon.

Definir a música do Osees não é fácil. Podemos dizer que a base é o rock de garagem dos anos 60 – pense Sonics e Trashmen – ainda mais acelerado e com uma pegada de eletrônica à Devo e Pere Ubu. É um som torto, rápido, pesado e empolgante, tornado ainda mais esquisito pelos vocais de desenho animado de Dwyer.

Veja o ótimo clipe de “Intercepted Message”, faixa-título do disco mais recente, com Dwyer no papel do âncora de um telejornal.

Para apresentar o disco, a banda gravou um especial tocando o LP inteiro ao vivo:

Quem acompanha a carreira de Dwyer deve estar achando “Intercepted Message” um dos discos mais acessíveis e “radiofônicos” do grupo, se é que dá para enxergar alguma coisa de comercial no trabalho dele. É uma ótima coleção de músicas, algumas menos rápidas do que as de outros discos do Osees.

Se você não conhece a banda, sugiro começar por dois discos: “Carrion Crawler / The Dream” (2011) e “Floating Coffin” (2013), que contêm algumas das faixas mais adoradas do Osees, como “The Dream”, “I Come from the Mountain”, “Toe Cutter / Thumb Buster”. Pessoalmente, adoro o lisérgico e pesado “Smote Reverser” (2018) e “Orc” (2017), que tem uma de minhas músicas prediletas da banda, “The Static God”.

Ao vivo, o Osees é uma máquina azeitada, com Dwyer usando sua tradicional guitarra na altura do peito, pulando por todo o palco e comandando o infernal e preciso ataque das duas baterias. Sempre assistimos a novos shows da banda na Youtube e, dias atrás, postaram um recente concerto deles no festival La Route du Rock, na França. Já vimos três vezes. Confira:

Uma ótima semana a todas e todos.

5 comentários em "John Dwyer e seu Osees não param"

Deixe seu comentário

Ir para o topo