ago/2023

Adeus, William Friedkin, e obrigado por tudo!

Por André Barcinski

Adeus, William Friedkin, e obrigado por tudo!

Por André Barcinski

William Friedkin se foi, aos 87 anos. Já escrevi várias vezes sobre ele no blog. Leia aqui um texto que fiz em 2016, quando ele viria à Mostra de Cinema de São Paulo. Nesse texto há links para outros artigos que escrevi sobre filmes dele como “O Exorcista” e “Killer Joe”.

Aqui vão, em ordem cronológica, meus cinco filmes preferidos dirigidos por Friedkin.

Operação França (1971) Até hoje, mesmo com todas as inovações tecnológicas e a computação gráfica, nenhum filme de ação conseguiu superar a maestria da cena da perseguição de carro embaixo dos trilhos suspensos do metrô. Esse é um filme para ver e rever, uma obra-prima do cinema policial, com personagens inesquecíveis, sequências magistralmente filmadas, e um vilão único, interpretado pelo charmoso Fernando Rey. Uma aula de cinema.  

O Exorcista (1973) O filme que mudou o cinema de horror. Mais explícito e violento que as produções de grandes estúdios, foi um fenômeno histórico de bilheteria e se tornou um marco, um filme de horror pelo qual todos os outros passaram a ser medidos. “É tão assustador quanto ‘O Exorcista’?” Friedkin criou uma penca de cenas icônicas do cinema, incluindo algumas que não tinham violência e só sugeriam o medo, como esta, em que o Padre Merrin (Max Von Sydow) chega à casa onde está Megan.

O Comboio do Medo (1977) Depois dos sucessos de “Operação França” e “O Exorcista”, Friedkin implodiu a própria carreira com esse fiasco de bilheteria, refilmagem do clássico “O Salário do Medo” (1953), de Clouzot. Roy Scheider lidera uma turma de mercenários e deserdados pela vida que, para sobreviver numa remota vila nas florestas da América do Sul, aceitam transportar, em caminhões, uma carga de nitroglicerina. É de roer as unhas.

Parceiros da Noite (1980) Al Pacino está fantástico, como de hábito, nesse drama policial sobre um agente que se infiltra no submundo do sadomasoquismo gay de Nova York para investigar um assassino serial. Tenso e assustador.

Killer Joe (2011) Bizarra história de humor negro sobre um traficante chamado Chris (Emile Hirsch) que decide dar um golpe no seguro e matar a própria mãe. É uma genial mistura de “Sai de Baixo” com “O Massacre da Serra Elétrica”, mostrando uma das famílias mais grotescas e sombriamente engraçadas do cinema. O pai de Chris é um psicopata chamado Ansel (Thomas Haden Church, de “Sideways”), casado com Sharla, uma periguete safada interpretada pela sensacional Gina Gershon. Mas o melhor personagem do filme é o tal Killer Joe (Matthew McConaughey), um policial e assassino de aluguel que fica babando pela ninfeta Dottie (Juno Temple), irmã de Chris. É ver para crer.

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