Filmes de arte ganham espaço no streaming
Já informei algumas vezes, mas não custa repetir, até para quem está chegando agora ao site: não faço publieditorial. Se indico algum livro, filme ou disco, podem ter a certeza de que não há nenhum interesse comercial por trás.
Esses dias, assinei uma plataforma de streaming que não conhecia e acho que muitos leitores podem gostar: a Filmicca. Ela se junta ao MUBI e Belas Artes à La carte como outra boa opção para quem gosta de filme de arte. E a plataforma está com uma promoção: um ano de assinatura por 60 reais.
A Filmicca oferece um catálogo muito interessante e extenso de filmes antigos e novos, todos com legendas em português. Há clássicos de cineastas mais conhecidos (Fritz Lang, Dreyer, Bergman, Milos Forman, Jane Campion) e também de nomes menos badalados, mas não menos interessantes, como a dupla Jean-Marie Straub e Danièle Huillet, Chantal Akerman, Terence Davies e Lynne Ramsay, entre muitos outros.
Um destaque é a presença de cineastas pouco conhecidos no Brasil, mas aclamados internacionalmente, como o senegalês Djibril Diop Mambéty, a japonesa Kinuyo Tanaka e a tcheca Ester Krumbachová.
O cinema tcheco, aliás, merece destaque, não só com uma seleção de filmes que Milos Forman fez antes de sua ida a Hollywood, mas com clássicos como “A Pequena Loja da Rua Principal” (1965), de Ján Kadár, “Trens Estreitamente Vigiados” (1966), de Jiri Menzel, e o impressionante “Marketa Lazarová” (1967), de František Vláčil.
Há uma extensa seleção de filmes africanos, latinos e asiáticos, de cineastas que não conheço, mas que pretendo investigar imediatamente. O catálogo da Filmicca é um verdadeiro buraco de coelho. Dá para se perder e não sair mais.
Separei algumas indicações de filmes que já assisti:
The Punk Singer – Documentário sobre a cantora Kathleen Hanna, líder de bandas como Bikini Kill e Le Tigre.
Amando Patricia Highsmith – Recente documentário sobre a escritora de romances policiais, criadora do personagem Ripley.
Jean Dielman, 23, quai du Commerce, 1080 Bruxelles – Filme de Chantal Akerman, recentemente escolhido o melhor de todos os tempos por um júri da revista britânica “Sight and Sound”.
O Cremador – Impressionante filme de terror psicológico dirigido em 1968 pelo tcheco Juraj Herz sobre o dono de um crematório em Praga, nos anos 1930, fascinado por ideais racistas de superioridade ariana. Um dos grandes filmes da Nova Onda Tcheca. É a foto que ilustra esse texto.
Sirens – Documentário sobre a Slave to the Sirens, a primeira banda de thrash metal formada por mulheres no Líbano.
Uma ótima semana a todas e todos.
8 comentários em "Filmes de arte ganham espaço no streaming"
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Já assinei! Realmente o catálogo é riquíssimo, final de semana vou vasculhar com mais atenção.
André, é bom aproveitarmos esses streamings antes que as grandes corporações as comprem, ou que, por serem bem nichados, elas se tornem inviáveis financeiramente…
E mais um dia de luto pesado nas artes: Aracy Balabanian e William Friedkin nos deixaram nesta segunda-feira…
Verdade, mas ambos viveram bem! 83 e 87, não?
Valeu André! Putz, não sabia que a KTanaka havia dirigido 6 filmes (vi agora no imdb). Para mim, ela é uma das maiores do cinema japonês. Inesquecível nos filmes do Mizoguchi.
Aproveitando, vc viu o ult dos irmãos Dardenne? Tori e Lokita. Pesado e triste. Vale a pena.
Abraço
Vimos o “Tori e Lokita” sim. Não acho dos melhores dele, mas é muito acima da média. E o menino é incrível. Que história triste!
Que legal, vou procurar pra assinar. André, você conhece o Reserva Imovision, streaming com os filmes distribuídos pela Imovision? Tem muito filme legal, a assinatura custa R$ 24,50 e dá até pra assinar por dentro do Amazon Prime Video.
Não assinei ainda, vou procurar me informar, muito obrigado.
Que legal essa dica! Obrigado.