ago/2023

Filmes de arte ganham espaço no streaming

Por André Barcinski

Filmes de arte ganham espaço no streaming

Por André Barcinski

Já informei algumas vezes, mas não custa repetir, até para quem está chegando agora ao site: não faço publieditorial. Se indico algum livro, filme ou disco, podem ter a certeza de que não há nenhum interesse comercial por trás.

Esses dias, assinei uma plataforma de streaming que não conhecia e acho que muitos leitores podem gostar: a Filmicca. Ela se junta ao MUBI e Belas Artes à La carte como outra boa opção para quem gosta de filme de arte. E a plataforma está com uma promoção: um ano de assinatura por 60 reais.

A Filmicca oferece um catálogo muito interessante e extenso de filmes antigos e novos, todos com legendas em português. Há clássicos de cineastas mais conhecidos (Fritz Lang, Dreyer, Bergman, Milos Forman, Jane Campion) e também de nomes menos badalados, mas não menos interessantes, como a dupla Jean-Marie Straub e Danièle Huillet, Chantal Akerman, Terence Davies e Lynne Ramsay, entre muitos outros.

Um destaque é a presença de cineastas pouco conhecidos no Brasil, mas aclamados internacionalmente, como o senegalês Djibril Diop Mambéty, a japonesa Kinuyo Tanaka e a tcheca Ester Krumbachová.

O cinema tcheco, aliás, merece destaque, não só com uma seleção de filmes que Milos Forman fez antes de sua ida a Hollywood, mas com clássicos como “A Pequena Loja da Rua Principal” (1965), de Ján Kadár, “Trens Estreitamente Vigiados” (1966), de Jiri Menzel, e o impressionante “Marketa Lazarová” (1967), de  František Vláčil.

Há uma extensa seleção de filmes africanos, latinos e asiáticos, de cineastas que não conheço, mas que pretendo investigar imediatamente. O catálogo da Filmicca é um verdadeiro buraco de coelho. Dá para se perder e não sair mais.

Separei algumas indicações de filmes que já assisti:

The Punk Singer – Documentário sobre a cantora Kathleen Hanna, líder de bandas como Bikini Kill e Le Tigre.

Amando Patricia Highsmith – Recente documentário sobre a escritora de romances policiais, criadora do personagem Ripley.

Jean Dielman, 23, quai du Commerce, 1080 Bruxelles – Filme de Chantal Akerman, recentemente escolhido o melhor de todos os tempos por um júri da revista britânica “Sight and Sound”.

O Cremador – Impressionante filme de terror psicológico dirigido em 1968 pelo tcheco Juraj Herz sobre o dono de um crematório em Praga, nos anos 1930, fascinado por ideais racistas de superioridade ariana. Um dos grandes filmes da Nova Onda Tcheca. É a foto que ilustra esse texto.

Sirens – Documentário sobre a Slave to the Sirens, a primeira banda de thrash metal formada por mulheres no Líbano.

Uma ótima semana a todas e todos.

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