jul/2023

WITCH: o rock africano renasce

Por André Barcinski

WITCH: o rock africano renasce

Por André Barcinski

A história do rock africano ganhou um capítulo importante nos últimos dias com o lançamento de “Zango”, o primeiro LP em 39 anos da banda zambiana WITCH.

Fundada no início dos anos 70 na Zâmbia, a WITCH – acrônimo de “We Intend to Cause Havoc”, ou “Nosso Objetivo é Provocar o Caos” – é a mais longeva e famosa das bandas do chamado “Zamrock”, uma onda de grupos zambianos que faziam uma poderosa mistura de rock psicodélico e hard rock com batidas e ritmos africanos, e da qual faziam parte também nomes como Musi-O-Tunya, Paul Ngozi e The Peace.

Veja esse filme curto sobre o Zamrock, com legendas – acredite! – em português.

A história do WITCH é digna de um filme de ficção. Hoje, o único membro da formação original é o vocalista Emanuel Chanda, conhecido por “Jagari”. Ele é acompanhado pelo tecladista Patrick Mwondela, que havia tocado com o grupo nos anos 1980, e por vários músicos novatos. Da formação original, boa parte dos músicos morreu na devastadora onda de AIDS que varreu a Zâmbia na década de 1980.

Jagari havia abandonado a música e ganhava a vida em minas de diamantes e pedras preciosas, quando soube que seus antigos discos estavam sendo vendidos por pequenas fortunas na Europa e Ásia. Depois de receber inúmeros convites para tocar em festivais, Jagari resolveu reformar a banda. Sorte nossa.

Veja Jagari e Mwondela comandando a WITCH num show na África do Sul, em 2018.

Em 2021, saiu um documentário (mezzo, mas vale pelas imagens da Zâmbia) sobre a banda, chamado “We Intend to Cause Havoc”. Aqui está o trailer:

E aqui, um minidoc – com legendas em inglês – sobre a gravação de “Zango”, com muitas cenas incríveis dos músicos viajando à Zâmbia para encontrar Jagari e gravar o LP.

Tenham um ótimo dia!

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