nov/2021

Um filme clássico do heavy metal faz 35 anos

Por André Barcinski

Um filme clássico do heavy metal faz 35 anos

Por André Barcinski

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Em 1986, Jeff Krulik e John Heyn eram dois jovens fãs de rock pesado que tiveram uma ideia simples e genial: foram até o estacionamento de um ginásio em Maryland (nordeste dos EUA), em que iam tocar Judas Priest e Dokken, ligaram a câmera e deixaram os headbangers pagarem todos os micos possíveis. O resultado foi um clássico do cinema caseiro: “Heavy Metal Parking Lot” (“Estacionamento do Heavy Metal”).

O que parecia uma brincadeira dos dois acabou se tornando um dos filmes mais influentes da cena musical alternativa. O VHS de “HMPL” virou item obrigatório em todo ônibus de turnê. Era um dos filmes prediletos de Kurt Cobain.

Veja aqui os 17 minutos dessa maravilha:

Com suas cenas hilariantes de fãs de metal posando para a câmera fazendo caras e bocas, embalados por cerveja barata, o filme influenciou ícones culturais como “Beavis & Butthead” e “South Park” e conquistou fãs como o cineasta rei do “trash” John Waters (de “Pink Flamingos”), os Beastie Boys e o apresentador de rádio Howard Stern.

Krulik e Heyn usaram o mesmo formato em filmes subsequentes rodados em estacionamentos de um evento de caminhões gigantes e num show de Neil Diamond, mas nada foi tão engraçado quanto o encontro deles com os metaleiros.

Já vi “Heavy Metal Parking Lot” incontáveis vezes e nunca deixo de me emocionar com sua ingenuidade e humor. É muito comovente ver a paixão daquela garotada pelo rock pesado e a forma extrovertida e exibicionista com que os fãs demonstram esse carinho. É um grande pequeno filme.

12 comentários em "Um filme clássico do heavy metal faz 35 anos"

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        Usuário não identificado

        Eu tenho um amigo que você também conhece que era uma espécie de miniguru dos jovens no final dos 1980 e início dos 1990.

        Ele parou de beber porque aos olhos da mãe ele envergonhava a família! por causa da bebedeira. Eu ainda gosto dele, mas ele tem umas coisas muito esquisitas: por exemplo, ele acha que falar mal do disco novo do Caetano Veloso é ser bozojarista, como se estivesse blasfemando diante de um santo.

        Além do mais, o esoterismo de loja de incenso acabou com a lógica do cara, embora ele ainda seja um artista mais interessante involuntariamente do que a pessoa conservadora que se tornou.

        Uma vez ele veio me falar para não comentar tal coisa “porque a mulher do jornalista CEL estava no grupo e ele ficaria chateado. Inacreditável a panaquice!

        Enfim, a cultura jovem perdeu muito da autenticidade com o advento das redes sociais e no pseudoludibrio da exposição de suas vidas distorcidas por filtros.

        Um abraço fazendo biquinho de modelete e coraçãozinho com as mãos.

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    Usuário não identificado

    Bom demais.
    Do tempo em que rock era definitivamente coisa de gente jovem.
    Muitos cabelos
    Muita cerveja quente
    Pouca gente gorda
    Nenhum celular
    nenhuma máquina fotográfica
    Felizmente um mundo ainda sem nenhuma rede social virtual

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    Vi essa maravilha no tubitv.com (é um streaming gratuito, caso alguém queira ver). Aproveito pra deixar a dica de um doc sobre a turnê do Kiss em terras brasileiras em 1983 chamado “quem Kiss teve”. Está completo no YouTube e tem exatamente a mesma vibe do hmpl só que com aquela malemolência que só o brasileiro tem.

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